segunda-feira, julho 31

Imaginem...

... que até em Israel existem pessoas que se manifestam pela Paz!!!!



Cerca de 2000 (ou 6000 dependendo das fontes) Judeus e Palestinianos cidadãos de Israel marcharam no passado Sábado, dia 29 de Julho, em protesto contra a agressão do Estado de Israel sobre o Libano e Faixa de Gaza.

sábado, julho 29

Rebel without a cause


Jim: Do you live here?
Judy: Who lives?

sexta-feira, julho 28

Gatinhos.


Meninos e meninas: Tenho uma gata. Como é costume destes bichos, e após a devida copulação, vai ter gatinhos, lá para início de Agosto. Fugiu. E depois voltou. Assim.

Lamentavelmente, e por impossibilidade extrema, não tenho possibilidade de ficar com a bicharada.
Logo, vou matá-los.

Digo-o, não por especial vontade de partilhar o momento, mas precisamente pelo contrário. Se quiserem «salvar» algum, avisem, para o email do «foi um ar». foiumar@gmail.com

quinta-feira, julho 27

Entendamo-nos

1 - Não sou movido por nenhum espírito de missão nem por nenhum espírito bairrista do unamo-nos agora contra os outros que as nossas divergências podem ser adiadas.
2 - Não é verdade que me preocupe mais com o que os esquerdistas dizem da guerra do que com a guerra em si, o que me preocupa são as soluções apresentadas para acabar com a guerra e, em particular, as soluções apresentadas pela Esquerda uma vez que é com ela que, em termos abstractos me identifico.
3 - Não tenho traumas nem questões não resolvidas com qualquer grupo ou corrente de pensamento à Esquerda.
4 - Nunca defendi Israel e, sinceramente, é preocupante que surja este pensamento maniqueísta cada vez que alguém se lembra de criticar aqueles que estão contra Israel e os EUA. Israel não tem razão neste conflito assim como não a tem os grupos terroristas radicais islâmicos. Se quiserem, os únicos que nunca podem deixar de ter razão são os civis mesmo que tenham votado num governo de que faz parte o Hezbollah, num governo do Hamas ou num governo israelita claramente beligerante em relação aos Estados vizinhos.
5 - O facto de Israel ter um poderio militar claramente superior ao dos seus vizinhos, não lhe tira, por si, a razão nem lhe atribui especiais responsabilidades.
6 - A "defesa dos oprimidos" só surge, à Esquerda, quando esses oprimidos são inimigos dos EUA ou inimigos de amigos dos EUA como se inimigo do meu inimigo fosse necessariamente meu amigo.
7 - Quando se atribuem responsabilidades aos muçulmanos não se iliba Israel, pelo contrário, penso que será através de uma postura crítica em relação aos vários intervinientes nesta guerra que se alcança uma posição ponderada e responsável.
8 - Mantenho que a crítica sistemática a Israel é a metade que falta ao artigo de Vasco Graça Moura mas não deixa de ser apenas uma das metades e, se o artigo de VGM tem como efeito dar alguma cobertura a Israel, as posições das Esquerda têm como efeito dar cobertura ao terrorismo e a governos que convivem bem demais com o terrorismo.
9 - Mantenho que a Esquerda tem o dever de ter uma posição responsável em relação ao terrorismo, coisa que raramente teve sendo o caso mais gritante o 11 de Setembro, altura em que se tentou branquear o ataque aos EUA através das atitudes mais cretinas.

Líbano (resposta a mda)

mda (1 e 2), o debate contigo em torno da guerra no Líbano tem-me deixado a impressão de um estranho desequilíbrio de prioridades. Caralho, irrita-te mais o que os esquerdistas dizem a propósito da guerra que a guerra em si!

Esquece os esquerdistas por agora, deixa lá isso, que temos tempo. Tenta ver as coisas em função dos que lá estão e do que efectivamente lá se passa, não em função das nossas identidadezinhas e tricas, que é onde essa atitude leva. Não deixes que os traumas com os esquerdismos locais (há tantos...) tolham a tua visão global.

Para que debatemos estas coisas? Como sugeri há dias, fazemos a parte ínfima de um debate mais geral na sociedade que constrói a opinião pública e condiciona opções políticas reais. Neste momento a opção é a mensagem política a passar a Israel: ou "parem com essa merda!" ou "façam o que quiserem!". Porquê a Israel? Porque é Israel que tem o poder nesta situação (wikipedia):

* Líbano: cerca de 270 mortos, 540 feridos e 700 000 (!) refugiados
* Israel: 52 mortos (33 dos quais soldados), 500 "tratados em hospitais" (não necessariamente feridos) , 0 refugiados .

Até agora têm feito o que querem, incluindo coisas como bombardear ambulâncias, hospitais, colunas de civis em fuga pela estrada (uma história macabra, cf. Human Rights Watch), a principal fábrica de leite libanesa (mais wikipedia). Haveria militantes do Hezbollah em todos estes sítios?! Para quem consegue matar o Cheik Iassin no meio de uma cidade, isto não é má pontaria, é estratégia deliberada. A discussão sobre as suas motivações é uma coisa, sobre a atitude política a tomar nestas circunstâncias, outra inteiramente diferente.

Penso que é humano, sem ser necessariamente cretino, exigir que se pare este festim. Isso não tem de vir de um tique pró-islâmico/anti-semita esquerdista, mas de uma avaliação de quem merece ser protegido nesta situação muito concreta. Sim, noutra situação poderiam ser os israelitas. É nestas situações que se vê que "defesa dos oprimidos" pode ser muito mais que um slogan cretino.

quarta-feira, julho 26

uma vida é uma vida é uma vida... (ou não)

caro MDA: devias ficar deveras preocupado ao começares a ter acordo [apesar de, ainda, somente parcial] com VGM...
sem me considerar anti-semita, o que me preocupa é que para a escória humana que são @s sionistas, a vida de um/a d@s seus é mais "valiosa" do que a vida de um/a libanês/a ou palestinian@... [confiram-se (comparativamente) as "estatísticas" de perdas de vidas humanas no actual conflito no Médio Oriente] mas aparentemente também qualquer ocidental vale mais do que um/a libanês/a ou palestinian@...
[a quem (de)tiver meios: que se ponha a "rolar" aqui nas nossas músicas o "Lebanese Blonde" dos Thievery Corporation]
pergunto-me: quem terá sido a nobre kRIaTUra que (novamente) fez asneiradas na configuração do blogue?? agora os parágrafos [pelo menos nos meus "textos"] são todos mal configurados! c'um raio, deixem-se estar quiet@s, não mexam no que não sabem!! [nunca ouviram isso em criança??]
"Pó De Arroz"
Composição: Carlos Paião


Pó de Arroz,
Na face das pequenas
Será beleza apenas, só
Uma corzinha com

Pó de arroz
Rosa é, mulher o pôs
E o homem vai nas cenas

Eva e Adão outra vez

É como enfeitar um embrulho
Arroz com gorgulho talvez


REFRÃO: Pó de arroz
Do teu arrozal
Esse pó que é fatal
És a tal que se encanta com

Pó de Arroz

Não faz nenhum mal
É de arroz integral
Infernal
, quando chegas com
Todo o teu arroz (bis)

Pó de Arroz
Tens hoje só pra mim
Pós de perlimpimpim
És um arroz doce sim

Pode ser
Um canto de sereia

Serei a tua teia
E tu serás meu algoz

Mas quando te vais alindar

Alindada vens dar no arroz

Por outras palavras...

Não concordo com os últimos parágrafos e só aborda metade da questão mas o que diz, está bem dito.

domingo, julho 23

Justificação e Legitimidade.

MDA levanta uma questão que me parece importante. O comunicado do Partido Comunista Português sobre o que se passa no Libano, omite por completo o papel do Hezbollah como catalizador da intervenção israelita. Opta, portanto, por um discurso que é a total reflexão da sua visão estratégica e ideológica sobre o conflito Israelo-árabe, sem a mínima preocupação de forjar uma linguagem que de algum modo se ajuste à sensibilidade do público. Este último, mesmo que falemos somente do português, que como se viu no passado recente está bem mais propenso a uma visão crítica das acções israelitas e americanas na cena internacional, do que outros países mesmo na Europa, não deixa naturalmente de estar condicionado por uma estrutura noticiosa internacional que é profundamente manipuladora e relativizadora deste e de outros conflitos. E não deixa de ser evidente que esta visão que produz - pelo menos nos media mainstream - é sistematicamente complacente para com Israel e as suas acções, minorando aos olhos da opinião pública a importância, por exemplo, do respeito pela lei internacional em detrimento de uma vitimização do estado Israelita e das suas populações. Portanto, este efeito, embora insuficiente para uma doutrinação absoluta ( nem que se pareça) dos espectadores, é eficiente numa normatização de uma certa linguagem, ou pelo menos, numa marginalização de um certo tipo de linguagem. Claro que muitos outros factores interferem nestes processos de legitimização da argumentação. Ele há os que por muito equilibrada que seja a análise, estarão sempre, talvez por sua culpa, imersos numa rede de ausência de credibilidade. Eu penso, por isto, que um discurso, quando pretende ainda para mais produzir resultados políticos, tem que atender mandatoriamente a esta realidade - que ainda por cima é a realidade dos atentados terroristas internacionais, que servem eles próprios, sem ajuda da cnn ou da skynews, como actuadores directos sobre a sensibilidade das sociedades. Tem que querer ser compreendido, por muito injusta seja esta exigência perante a justeza dos manifestos e posições. Tem que ser responsável, mesmo que isso seja ser oportunista, num contexto que está repleto de limitações.
Dificilmente será possível convencer muita gente que a acção israelita é completamente ilegal e desproporcionada, já para não falar de muito provavelmente oportunista, de objectivos obscuros, se numa postura pública, for esquecida uma necessária humanização do mesmo Israel.

É evidente que há uma frustração óbvia. É que a linguagem normatizada de algum modo humaniza mais facilmente um Israel ocidentalizado de democracia só na aparência democrática, vítima de terrorismo, do que um governo do Hamas que não reconhece Israel, mas que foi eleito democraticamente, coisa que é totalmente e criminosamente ignorado pela dita comunidade internacional ( à excepção da mãe Russia). Mas as frustrações não justificam erros.
Nem os legitimam.

sábado, julho 22

Provérbio

Desculpem mas não resisto a referir um provérbio, a propósito de uma pequena discussão em alguns comentários num post abaixo sobre o graffiti:


«A parede e a muralha são o papel da canalha.»


Ressalva: não tomo qualquer partido na discussão com a introdução do provérbio. Só o acho giro.

sexta-feira, julho 21

Médio Oriente

O Hezbollah rapta 2 soldados israelista. Israel responde bombardeando o Líbano. Eis que vêm esquerdistas correndo numa cruzada contra a guerra.

É sabida por alguns frequentadores do blog a minha posição em relção à utilização de forças armadas para a resolução de conflitos mas irrita-me esta reacção tipo cão de Pavlov que, assim que ouve o sino começa a salivar. Na verdade, parece-me que só será contraproducente esquecer todo o contexto do Médio Oriente assim que Israel ataca o Líbano. Israel não é só um país que agride os seus vizinhos, é também um país que é agredido quotidianamente pelos seus vizinhos hostis. Defender o fim da Guerra sem uma posição clara e explícita contra o terrorismo acaba por isolar ainda mais um país que não tem qualquer razão para confiar em soluções diplomáticas quando elas se alicerçam em acordos com países que não têm (na melhor das hipóteses) qualquer controlo sobre o uso da força dentro do seu próprio país.

É por isso que não alinho nesta cavalgada anti-americana e anti-israelita e não alinharei enquanto estes movimentos não se aperceberem que defender a paz não tem que ser ficar do lado de países que convivem com o terrorismo e que não sabem o que é um Estado de Direito Democrático.

Katyusha

Adicionada à playlist: «Katyusha»



Katyusha é o tipo de artilharia (lança rockets) usada pelo Hezbollah para atacar Israel.
Usada inicialmente pelos Russos durante a segunda guerra mundial, foi apelidada de Katyusha pelas tropas Soviéticas a partir de uma famosa canção de guerra com o mesmo nome, sobre uma rapariga saudosa do seu amado ausente, longe de casa em serviço militar.
Encontra-se disponível na playlist a música original.



Nota: por incúria esqueci-me de dar os meus agradecimentos ao Miguel e à Joana pela informação e por disponibilizarem a música. Aqui ficam.

Floribela... a nossa bela y Flor

Floribela - Pobre Dos Ricos

Pobre dos ricos que tanto tem
mas pra que serve tanto dinheiro?
Faltam os sonhos, falta Vontade
faltam o tempo e a liberdade


Vivem com medo de perder algo
Sobra arrogância, sobra ganância.
Faltam o tempo e a esperança
Faltam a brisa e o sol da manhã


Pobre dos ricos que não conhecem toda a magia da liberdade...

Não tenho nada, e tenho, tenho tudo.
Sou rica em sonhos e
pobre, pobre em ouro.
e que me importa se todo esse dinheiro
Não compra amigos, estrelas, o amor verdadeiro!

E eu tenho sorte
porque sou pobre
me sobra tempo, me sobram sonhos
tenho de sobra sonhos e garra
e muita esperança pra conquistar
músicas lindas para cantar
beijos tão doces para beijar
pois tenho todo o tempo do mundo
porque me sobra cada segundo
tudo que tenho é dividido
minha riqueza são meus amigos

quinta-feira, julho 20

Um conjunto de organizações sociais e políticas organizam na próxima quarta feira, 26 de Julho às 18h30, uma concentração em frente à embaixada de Israel em Lisboa pelo fim dos bombardeamentos no Líbano e na Palestina. À mesma hora, no Porto, uma iniciativa idêntica terá lugar na Praça da Batalha É uma boa oportunidade para expressarmos a nossa indignação pelo massacre israelita do Líbano.

Liberalismo, a desconcertante utopia !

Fazendo uso de uma escola de pensamento da filosofia continental ( em oposição com a escola anglo-saxónica) que se proclama de desconstrutivismo, ora essa escola teoriza que por mais bem conseguida que uma formulação seja ela tem em si a semente da sua destruição, ou seja já possui por si própria a ambiguidade que prova a seu contrario). Este também parece ser o caso desta tão proclamada escola de pensamento liberal.

Como o companheiro AP já referiu estes seres de portentosa sabedoria defendem o casamento de homossexuais, o aborto até às 12 semanas, a livre concorrência entre aeroportos, a flexibilização dos despedimentos a par do aumento da protecção no desemprego (flexicurity?), são contra as patentes de software, parecem amigos dos LGBT e ecologistas. Ou seja defendem a desregulamentação de todos os campos, tradicionais de intervenção estatal ( sejam eles de costumes ou na regulamentação da actividade economia ) para os entregarem a esses sábios que dão pelo nome de sociedade civil. Enquanto penso nisto existe algo aqui que não bate certo. Defendem o aborto mas ao mesmo tempo são contra os serviços nacionais de saúde estatais, fica a pergunta o aborto realizado a onde? Com que condições de acesso, e em ultima análise regulamentado por quem? Pela sociedade civil? Pelas leis capitalistas do mercantilismo? Defendem a desregulamentação do trabalho mas ao mesmo tempo mais direitos para os desempregados? Que incentivo propõem ao emprego? Quem o fará? O malévolo estado, a sociedade civil? Quem motorizaria a sociedade civil? Ela própria? Deve a sociedade civil, devido ao enorme peso sobre ela colocado, ser regulamentada? Se não, como garantimos que ela funcione? Como garantimos que seja ela a gerir o binómio espaço publico espaço privado? E se ela não quiser? Com quem falo? Quem a escrutina? O estado por muito mau que seja é escrutinado, avaliado( bem ou mal ) e a sociedade civil? Se for escrutinada deixa de ser sociedade civil?

Será isto o tal "liberalismo de esquerda"?

A propósito da notícia trazida até nós pelo camarada ap:

Estes liberais da economia e dos costumes (MLS) demarcam-se explicitamente dos liberais de direita. É isto o tal "liberalismo de esquerda" que alguns comparsas andam a buscar por entre a bruma? As fronteiras entre estes liberais e a social-democracia estão a tornar-se muito difusas.
Eis algumas das suas posições, tiradas numa olhada rápida ao site: defendem o casamento de homossexuais, o aborto até às 12 semanas (creio que a proposta do PS só vai até às 10), a livre concorrência entre aeroportos, a flexibilização dos despedimentos a par do aumento da protecção no desemprego (flexicurity?), são contra as patentes de software, parecem amigos dos LGBT e ecologistas. No blogue dei com uma curiosa interpretação da guerra no Líbano: condenam Israel por destruir economicamente um país cheio de gente "muito apta a fazer dinheiro", que estava na via luminosa do liberalismo e ameaçaria desviar "investimentos e mercados da economia israelita".
Esta estirpe tem os seus adeptos na Europa, e já tardava por cá. Na Inglaterra é o terceiro partido, os Liberal Democrats, e o Blairismo foi a tal ponto que já são vistos como o partido mais à esquerda. O exemplo mais extravagante serão os Radicali Italiani, que se notabilizaram com uma "agenda fracturante" associada entre nós ao BE. Destes, recordo-me de uma descrição desconcertada por uma amiga no Parlamento Europeu, onde faziam questão de fumar brocas. A freakalhada não é exclusivo dos esquerdistas...
Uma olhada pelas suas carinhas yuppies dá-nos um retrato eloquente da nossa burguesia intermédia destes tempos: empresários, gestores, gente do marketing, designers, engenheiros civis, informáticos. Entender este código genético, isso é que dava uma bela tese de sociologia política.
A minha interpretação de esquerda vai bem com o liberalismo de costumes mas, por tolerante que seja, não consegue tolerar o liberalismo económico. Em todo o caso, são mais suportáveis que aquela corja de atlantistas que andava a reclamar o monopólio do liberalismo, e que não deve estar a apreciar a intromissão.

quarta-feira, julho 19

Aviso!


Diogo, se me estás a ouvir, o Xico anda à tua procura.

De referência...

Artigo sobre Francisco Louçã no wikipedia. O primeiro parágrafo requer especial atenção. (Descoberto via Forumsons).

A quem possa interessar

Ei-lo, fresquinho (foi criado em 2005), o Movimento Liberal Social Português. Assumindo-se como herdeiros ideológicos dos Liberais Democratas Europeus (família política presente no parlamento europeu), prevêem constituir-se como partido a longo prazo, mas têm já um programa político, onde defendem, relativamente à economia, e entre outros:



- A privatização das empresas públicas que participam em mercados concorrenciais;




- A promoção da concorrência, não permitindo que as empresas abusem de uma eventual posição dominante no mercado. Sempre que se privatize uma empresa deverá ter-se o cuidado de assegurar que se está a criar um mercado competitivo e não o monopólio privado ou semi-privado;





- O corte completo com a subsidiodependência. Todos os sectores da economia nacional devem ser competitivos por si e devem habituar-se a não depender financeiramente do Estado. Se um negócio não for rentável, o mais positivo é que feche, por forma a abrir espaço a empresas mais competitivas. No longo prazo, isto será benéfico para a nossa competitividade e para todos os portugueses;




Mais graficamente, poderá ser útil visitar a página onde colocam os seus (de todos os membros dos corpos sociais) resultados na famosa bússola política, ou ver as lindas carinhas dos «yupies» dos corpos sociais.



Por fim, e à questão relativa à razão de se intitularem Movimento Social Liberal e não só Movimento Liberal, respondem:



«Em primeiro lugar porque ideologicamente somos mais próximos do Liberalismo Social e não de outras formas de Liberalismo, como o Liberalismo Clássico. Poderíamos ter adoptado o nome de "Movimento Liberal", dado que o liberalismo que seguimos é o liberalismo seguido por vários partidos liberais europeus. No entanto, em Portugal isso geraria demasiada confusão com as correntes neoliberais e com os conservadores liberais (os chamados liberais de direita), que insistem em denominar-se apenas de "liberais".»

terça-feira, julho 18

Acta das ocorrências

Como é visível, aqui o alcouce encontra-se em convulsão como não se via desde 1942, quando Salazar proibiu a prostituição e fechou os meretrícios.

Assim, para esclarecimento, e gáudio, do público, faço aqui uma descrição dos acontecimentos ((im)parcial):



- b_gaminha coloca um post sobre os terroristas Sionistas e a invasão do Líbano;

- é acusado, por outros membros do foi um ar, em comentários e no café, de plágio, por não ter indicado a fonte do artigo;

- retira-o então (o texto inicial), colocando um post acusatório DRA-MA-TI-ZA-DO («brincadeirinha, tá vendo?»), apontando a má educação como fonte da retirada cirúrgica do post;

- Thor Mentor, outro frequentador da loja, e qual Robin Hood, num assomo de defesa da liberdade de expressão, republica o texto de b_gaminha, que tinha sido apagado por este;

- Entretanto, é iniciado o processo irreversível (acontece aos melhores, como em Salém) de acumulação de desilusões relativas ao comportamento de b_gaminha, acusado de não suportar críticas e de cercear a liberdade de expressão;

- João Pena, porque sente que está a perder o espectáculo, clama por explicações;


(Neste momento, cantam o Hino da Felicidade duas freiras e um Pastor, ao fundo, sentados à beira de um rio.)



- (Irrito-me por esta altura, chamando a atenção para um conjunto de regras formais que normalizam a língua e que permitem que nos compreendamos uns aos outros, vulgo GRAMÁTICA.)

- b_gaminha volta à carga, num post onde faz a apologia de censura, como ferramenta imprescindível no acto educador;

- Zé Gato, que pernoita por Albufeira, sucumbe ao seu espírito apaziguador, relembrando glórias passadas do blog, e, temendo pelo seu futuro, aconselha «tininho» aos militantes;

- Por último, e porque não regula lá muito bem, MDA insulta toda a gente;


P.S.: No processo, um destes actores desconchavou o palco (template) do blog. Como por aqui não se distribuem responsabilidades, já o arranjo.

A propósito da polémica...

Gaminha, és um animal.
tr, és um tinhoso.
Thor Mentor, és um asno.
João Pena, és uma ave rara.
ap, és um bisonte,
Zé Gato, és uma aventesma.
Mark Shroeder, és um labrego.

Resposta a todas a Notas, as que já existem, e as que hão-de vir...

Caríssimos colegas postadores no blog "foi um ar":
A
A
É com um profundo sentimento de preocupação que escrevo estas linhas. A escalada de violência verbal que tem assolado a nossa casa nos últimos dias tem marcado decisivamente o rumo futuro do nosso estabelecimento conjunto. Não compreendo que se apaguem posts. Tal como não compreendo que não se aceitem as críticas e os conselhos dos outros colegas postadores. Este blog sempre se regeu pelo espírito da fraternidade, da tolerância, da igualdade. O que se passa entre nós agora? Parece-me que às vezes alguns de vós levam demasiado a sério certos conceitos e certas regras de conduta que num espaço com estas características não tem lugar. A única regra vigente neste blog deve ser a de cada um poder escrever o que bem ou mal lhe der na telha quando bem ou mal lhe der na telha. Para além disto não há mais nada. Permitem-me que vos lembre que este nosso espaço não é um partido político, nem uma associação cívica, nem uma instituição... Este espaço onde todos postamos é um blog. Um blog para gozar com aquilo que pode e deve ser gozado e para levar a sério aquilo que pode e deve ser levado a sério. Este blog é sobretudo um espaço para o gozo colectivo e nada mais... Não há cá direcções, conselhos editoriais, censuras, facções ocultas, nem porra nenhuma... Vejam lá se atinam...

A
Saudações Aéreas:
A
José Manuel Ângelo Silva do Desespero y Gato
A

Um Dia de Trabalho... normal...

Em vilamoura há condomínios em cima de terraços assentes nas copas dos pinheiros...

nota do conselho editorial reconstruído!

O conselho editorial reconstruido, após o acender da polémica que tem deflagrado no blog " foi um ar que se lhe deu " decidiu tornar público o seguinte esclarecimento.
O conselho editorial reconstruido informa que:



1)é o único reconhecido pela comunidade internacional e pelo Mari Alkatiri e como tal é o único que pode emitir pareceres editoriais e fazer uso de instrumentos que visam garantir a ordem e o progresso.



2)O uso de instrumentos que visam garantir a ordem e o progresso dificilmente podem ser conotados com qualquer forma de censura.



3)Tendo em conta a alínea 2 deste esclarecimento o conselho editorial reconstruido ( the real one ) vem proibir o uso da palavra censura.



4)A palavra censura, por motivos históricos que todos conhecem, carrega às costas uma imensa carga negativa. A censura foi mal utilizada em muitos lugares e por isso hoje já não existe.



5) A censura devia existir, porque sem ela a sociedade não educa: permite que seja arrasado em poucos minutos aquilo que pais e educadores ajudaram a edificar com grande esforço ao longo de muitos anos. O que me custa é que se possa chamar censura - uma palavra tão desagradável - ao cuidado de não deixarmos entrar na nossa casa a lama.



6)sejamos obrigados a reflectir sobre uma família, na qual por vezes sucede que não deixamos o miúdo fazer coisas como uma escalada nas rochas, porque, não tendo preparação para uma actividade dessas, poderia eventualmente, por azar, partir um braço. Maior motivo existe para não permitirmos que passe horas, todos os dias, a ver tudo o que aparece na televisão - o que com toda certeza contribuiria muito mais para a sua infelicidade do que um braço partido...



7)a censura representa um instrumento necessário à defesa dos princípios morais.



8) Tendo em conta a lei em vigor sobre a censura, neste blog, que é regulamentada por esta presente norma, que seja estabelecido um comité de luta pela liberdade de opinião e contra a censura, a ser tida em sede própria cujo único ponto de discussão será a melhor forma de se organizar, votar, um grupo de pessoas para passarem à clandestinidade.



9) O grupo anti censura terá que realizar actividades, cuja realização adequada vai ser escrutinada por uma comissão de fiscalização, a ser escolhida em sede própria, de insubmissão.



18 de julho, nos paços do blog.


Nota da Facção Oculta Editorial

Venho por este meio solicitar aos membros do conselho editorial - que reune um menor número de vezes que o número de incursões isrealitas no Libano - responsáveis pelas alterações aos textos publicados recentemente no blog, uma explicação mais clara sobre o que aconteceu e, evidentemente, sobre a aparente incapacidade de avisar os restantes membros do referido conselho para a necessária discussão interna prévia à tomada de decisões dessa natureza.

( quero ver o comentário! para poder comentar, naturalmente)

Contra nota editorial...

Censura é que não... existem meios de apagar comentarios logo o uso do lapis azul é completamente desproporcionado e condenavel... sendo assim... volto a colocar o post da autoria do gaminha.

Sionistas ao serviço da destruição!

O líder do Hezbollah, xeque Hassan Nasrallah, declarou ?guerra aberta? a Israel em um telefonema ao vivo transmitido pela TV Al-Manar, emissora que pertence ao grupo xiita e que tem bastante influência no Líbano. Um ataque feito por caças-bombardeiros destruiu o bairro de Ghoraieb, no subúrbio de Beirute, atingindo a sede do Hezbollah, onde se encontrava Nasrallah, mas ele não ficou ferido. Além da sede, os ataques aéreos atingiram também a central elétrica de Yieh. Somente nos últimos dois dias, o Exército sionista já matou mais de 60 pessoas e continua com o bloqueio aéreo e marítimo. O Hezbollah, por sua vez, continua lançando foguetes contra o norte de Israel e anunciou que tem capacidade para jogar mísseis até em Tel Aviv. Um avião sem piloto e carregado de explosivos chegou a atingir um dos navios de guerra sionista que estão posicionados próximos aos portos do Líbano. Pelo menos quatro marinheiros estão desaparecidos segundo informações dadas para TV Al-Jazeera, do Catar. O Exército sionista havia informado pela primeira vez que o navio tinha sofrido apenas ?danos leves?, mas depois confirmou que se tratava de um ataque pesado e o navio retornou para Israel em chamas. Vários outros pontos também foram atacados, como a estrada que liga ao aeroporto internacional Rafik Haririe a cidade de Hermel, localizada ao Leste do Líbano. Vários campos, casas e lojas foram destruídos. No domingo, militantes do Hezbollah fizeram um novo lançamento contra alvos sionistas, desta vez matando oito pessoas na cidade de Haifa. Em relação a este ataque, o primeiro-ministro sionista, Ehud Olmert, declarou que a resposta terá ?conseqüências importantes?. O Exército ordenou que todos os residentes que vivem no Sul do Líbano abandonem suas casas. "Todas as posições usadas para o lançamento de mísseis vão ser atacadas, mesmo que sejam em áreas residenciais", informou um militar (BBC Brasil, 16/7/2006). Os ataques de Israel tiveram inicio no momento em que realizava uma ofensiva contra a Faixa de Gaza devido ao seqüestro de um soldado. O motivo da operação militar no Líbano não é diferente: três soldados israelenses também foram sequestrados por militantes. A acção revelou ser um acto de solidariedade aos palestinos para reivindicarem juntos a libertação de vários presos que estão detidos em Israel. O povo palestino e o povo libanês estão sendo massacrados pela ditadura sionista e pró-imperialista, sendo que Israel conta com todo o respaldo do imperialismo norte-americano.


segunda-feira, julho 17

Nota editorial

Foi apagado um post colocado por b_gaminha, devido ao lamentável comportamenento de quem, de forma inapropriada e abusiva o comentou. Por termos muito apreço pelo comportamento responsável e a boa educação de quem participa e faz crescer o blogue "foi um ar" o conselho editorial reconstruído decidiu após longas horas de discussão apagar o referido post.

E passou os 78 dolars...


Go Bender, go Bender, go bender...

sábado, julho 15

Soma e Segue

Enganou-se quem pensava que o motivo do mau-cheiro que tomou recentemente a cidade de Coimbra, causando inusitada moléstia, residia no tratamento de resíduos. Pelo contrário, a sua origem está no florescimento de resíduos. De um perigo confrangedor:

sexta-feira, julho 14

A cultura de facilitismo!

Razia nos exames de Química e Física leva a alterações no concurso de acesso ao superior.
Foi emitido o despacho onde se estabelece que "todos os alunos que desejarem podem repetir na 2.ª fase as provas de Química e Física (códigos 642 e 615, relativas aos novos programas)". O que muda em relação aos anos anteriores é que os alunos que tentem melhorar a nota nesta fase poderão candidatar-se excepcionalmente na 1.ª fase do concurso do superior (quando há mais vagas em jogo).
Algo vai mal neste estranho reino onde a incompetência é premiada e o facilitismo é regra!

Parabéns!

O Foi um ar fez ontem 3 aninhos. 3 anos de aumento gradual do nível de cinismo da mesa do Tropical.

Como é que é? Constituimo-nos como movimento social?

O inferno de dante!

Fumo, sou fumador e não pretendo deixar de o ser.
Agora que o cerco de um estado paternalista se aperta e onde me sinto com a responsabilidade de pedir desculpa por ser fumador, sou assolado por imagens do inferno de dante cada vez que, num lento movimento, acendo um cigarro.





Dante desmaia após o relato de Francesca no segundo círculo onde as almas que pecaram por luxúria são agitadas como turbilhões de vento (Canto III). Ilustração de William Blake (século XVIII).

Proponho aqui que Não elevemos ao altar os heróis balzaquianos que apenas agitam verbalmente as quimeras em que nos fazem querer acreditar mas que elevemos o acto de degustar, um cigarro, ao círculo da luxúria e aí nos deixemos ficar!

quinta-feira, julho 13

Movimento intervenção e cidadania. O MIC(oso) para os amigos.

Passeava eu por esta floresta luxuriante, de seu nome Coimbra, quando fui assolado por turtuosos pensamentos, estar-me-ia a esquecer de algo? Foi então que fui atingido pela lembrança de que se realizaria hoje em coimbra uma concentração de MIC(osos) no saudoso Santa Cruz. Curioso como sou, caminhei apressadamente para o tão penoso lugar. Ao chegar deparo com o impensável. O mic reuniu durante quarenta minutos e foi tudo para a feira da vida. Das duas uma, ou o mic sofre de ejaculação precoce ou a ejaculação precoce sofre com o mic?

«Puta Vida Merda Cagalhões» - endereçado

Para ti:

«Quando o Homem se convencer que a modernização do mundo terá de começar por acabar com a pobreza, aí sim... teremos um mundo melhor.»

Nel Monteiro

quarta-feira, julho 12

Saudações!

Saudações a todos os leitores, colegas blogueiros e departamento de distúrbio de personalidade paranóide do Sobral Cid.

Nota aos paranóicos: Este post é realmente sobre vocês. Para que fique claro.

terça-feira, julho 11

Alerta

Estão de volta dos textos com a expressão silly season. Todo o cuidado é pouco.

Adeus ao diamante doido...


Morreu Syd Barret, fundador dos Pink Floyd, aos 60 anos.
Ali ao lado toca, como não podia deixar de ser, Shine On You Crazy Diamond.
Boney M. - Rasputin (1978)

Já que estamos numa de bons video-clips...

A deficiência mental explicada às criancinhas

segunda-feira, julho 10

Nunca gostei de nenhum filme biográfico...


... mas também nunca gostei de country.



Nem o Walk the Line parece um filme biográfico nem o Johnny Cash parecia um músico de country. Ainda bem.

Game, set, match.




Um dos melhores finais de filme que já vi. Gostoso!

" It would be fitting if I were apprehended... and punished. At least there would be some small sign of justice - some small measure of hope for the possibility of meaning. "

Quem quer casar com a Carochinha?

Depois de uma zanga de comadres de há décadas, a súcia trotskista do BE continua a consumir-se com o dossier Timor-Leste, dada a preponderância indesmentível de cada uma das instalações artísticas bloquistas no decurso da história política timorense e na resolução dos conflitos que ultimamente emergiram no país. Aquando da convulsão independentista, o PSR, corrente maioritária e dirigente, defendia, por carência de argumentos combativos, por inércia doutrinária e, caso raro, por rendição à inteligência política, a intervenção das Nações Unidas no processo referendário e constituinte, assegurando a desocupação militar indonésia e a pacificação territorial. O Ruptura/FER, indigenato tardio e mal-criado, defendia batatas fritas, Ruffles aliás.
Chico-esperto e sem ter mais que fazer, vem agora o PSR exigir o reconhecimento da sua correcção e verdade revolucionárias, denunciando a capitulação dos LITuanos: «É claro que uma corrente política se pode enganar. Mas deve aprender com a realidade. Só se aprende se se escolhe um caminho para a luta de classes.»
E viveram felizes para sempre.

E emigrares para a Suazilândia, não?


«Que podemos fazer para lhes [Selecção] agradecer? É difícil e é simples: acreditar como eles acreditaram, ser exigentes em relação a nós próprios, como eles o foram, termos espírito de equipa e de sacrifício, fazermos o nosso trabalho como eles fizeram o deles. Jogarmos na vida como eles jogaram no Mundial. Sem subserviência em relação aos poderosos. Sem cedência à mentira, à batota e ao compadrio. Sem aceitar discriminações e desigualdades. Jogar limpo, como eles jogaram. Com talento, patriotismo e convicção
Aqui, mais contribuições para um «Anedotário Político Nacional».

domingo, julho 9

Memórias ambíguas dos 80s

Já que agora isto virou video-blog, uma canção muito 80's de que todos se lembrarão, daquelas que gruda na cabeça como chiclete na sola do sapato. Sinto-me como Dr Jekill e Mr. Hyde ao pensar nela.

Cock Robin - When your heart is weak


Gosto especialmente da gaja e do baterista (ali por volta do minuto 3).

sábado, julho 8

Os piores videos de todos tempos, PARTE 3

Gunther - ding ding dong

Os piores videos de todos tempos, PARTE 2

Gengis Khan - moskau

sexta-feira, julho 7

o pior videoclip de todos os tempos...

David Hasselhoff - Hooked on a Feeling



Sem dúvida produto de alguma mente desequilibrada, esta coisa teve sucesso nos EUA (onde mais), nos finais do século passado, em 1999. De seu nome "Hooked on a Feeling" é de esperar que alguém tenha ficado "hooked" em alguma coisa... pelo menos o protagonista aparece "pendurado" mais do que uma vez ao longo do clip... Ele está, de certeza, "high" com alguma coisa, mas não me parece que seja "believing"... talvez coca, ou alguns charritos... Para morrer a rir... Mesmo mau, muito, muito mau...
A

Mini-racionalidades e constelações de sentido, em Pacheco Pereira

«Há uma semana, escrevi aqui sobre a necessidade de uma "oposição liberal moderada", o que é o mesmo que há muito tempo defendo. Escolhi as palavras e a sua ligação, substantivo e adjectivo, com um cuidado guatemalteco, recordando-me do seu poder ilusório, do seu enorme poder porque é ilusório. Escrevi uma "oposição liberal moderada", como podia ter também ter escrito uma "oposição liberal reformista", o que ofende os puristas, e parece querer dizer nada, mas diz bastante. O que não dá, nem eu a procuro, é identidade pelo nome. É liberalismo, mas não é o "liberalismo". É a prática mais do que a doutrina, porque, se houver pulsão liberal, basta-me. Se em cada medida de política se escolher a que mais nos dá liberdade, política, social, económica, cultural, é esse o caminho. É mais facilmente distinguir e escolher assim do que numa discussão doutrinária abstracta.
Não me interessa discutir a privatização dos rios, posso bem deixá-la para um longínquo futuro, mas já me importa combater pela saída do Estado dos partidos políticos, das centrais sindicais, das confederações patronais, das companhias de teatro subsidiadas, das "bolsas para escritores", do futebol, dos órgãos de comunicação social, ou seja do negócio da propaganda, do subsídio e da protecção. Feito isto, expulsado o Estado de onde ele não deve estar, nem muito nem pouco, podemos passar para onde ele deve estar minimamente. É que sem Estado mínimo, não há justiça social. O Estado máximo que temos é a melhor garantia de que os recursos escassos serão sempre mais para os que não precisam do que para os que precisam. E é isso que me interessa, não é ter uma camisola com o nome de liberalismo ao peito.
Se vamos para os dogmas, perdemo-nos; se olharmos para as políticas, achamo-nos. Mais do que liberalismo pela cartilha doutrinária eu quero políticas liberais, vontade liberal, gosto irredutível por todas as liberdades. Se não, no puede ser.»

'Público' prepara revolução

não, não se preocupem [com o título desta "posta"], o jornal do Zé Manel [Fernandes] não vai fazê-la... apenas irá sofrer uma grande remodelação [diz ele!] para "fazer um jornal que seja tão diferente, tão inovador" que até cheguei a pensar estar a ler declarações do [José António] Saraiva sobre o seu 'Sol'.

quinta-feira, julho 6

Ainda a Palestina!

Para quem se inclinasse a pensar que a política de apartheid e de terror do Estado de Israel contra os palestinianos dificilmente podia ir mais longe, o recente ataque às populações da Faixa de Gaza por parte das forças armadas israelitas aí está a desmenti-lo. Nada escapa e nada tolhe a ofensiva de tanques e da aviação de Israel: bairros civis, escolas, universidades, hospitais, instalações oficiais, numa parafernália indiscriminada de terror sem precedentes.
É a aplicação exemplar do critério de punição colectiva que os nazis praticaram sistematicamente nos países ocupados durante a II Guerra Mundial, fazendo pagar toda a população palestiniana pelo rapto de um soldado israelita.
Esta ofensiva militar resulta da tentativa de destruir a hipótese de um Estado Palestiniano e a unidade dos palestinianos, com um ataque desferido precisamente na sequência do acordo alcançado pelas diferentes forças da Palestina (Fatah e Hamas).
Depois da ocupação do Iraque e Afeganistão, a ofensiva do exército israelita é a extensão da guerra sem fim e sem quartel invocada em nome de um pretenso combate ao terrorismo internacional e que tem tido como única consequência o reforço do mesmo.
O Estado de Israel deixou cair, aparentemente de vez, o simulacro das politicas de paz, da retórica da convivência entre dois estados soberanos na Palestina, de um equilíbrio pacífico e respeitador dos direitos de todos os povos no Médio Oriente. Com o apoio activo dos EUA, todos os esforços e todas as esperanças numa resolução politica e pacífica foram reduzidas pela direita israelita a um gigantesco teatro de guerra e destruição.
Curiosamente, os agressores nunca aprendem. A guerra sem fim em que o Estado de Israel mergulhou a Palestina arrasta consigo morte, destruição e dor. Mas, como no Iraque, conduzirá ao impasse. A vez e a voz dos palestinianos não é neutralizável. Nem à bomba

de Fernando Rosas in esquerda.net

FAE desfalcada em Timor!

No passado 10 de Junho (Dia de Camões) a FAE enviou as suas tropas para Timor, no âmbito do programa "Vamos fazer S. Paulo!". Ontem pelas 11h00, após se ter conhecimento da passagem da tinta branca pela parede das Físicas, a FAE, num acto de desespero, enviou o seu maior batalhão para Munique, retomando lá o seu anterior programa - "Vamos fazer Paris!", programa este que foi um sucesso em Coimbra, no passado Maio.

"As tropas da FAE fizeram tudo errado!" - comentou Filipão em conferência de imprensa, logo após o final do jogo, acrescentando ainda que a derrota frente aos argelinos da França não tem explicação.
Quanto à académica, é provável que apoie a nossa selecção! A Musa tentou o contacto com Gugas (presidente da AAC) mas este mostrou-se indisponível.

Em Timor espera-se o rápido estabelecimento da equipe da FAE, imprescindível neste momento tão delicado naquela ilha.

Mark Shroeder
Musa, Munique

novo som

Há musica... bem, à falta de melhor palavra, nova... Não é propriamente nova, mas é nova aqui no blog... Golden Palominos, do álbum Pure de 1994, Little Suicides... Enjoy...

post scriptum: os contestatários que se pronunciem...

novas evoluções da edição 'tuga do MDiplo...

Enquanto prossegue o processo de constituição da Outro Modo - Cooperativa Cultural, que irá relançar a edição portuguesa do Le Monde diplomatique, foi criado, em cooperação com a redacção em Paris do jornal, um sítio na internet onde os leitores e amigos do jornal podem encontrar regularmente informações sobre a evolução do processo.

Neste sítio serão também disponibilizados alguns artigos traduzidos da edição francesa (em traduções asseguradas pela equipa de tradução que os leitores conhecem da edição papel) e outros da autoria de colaboradores portugueses.

Encontram-se neste momento disponíveis os seguintes artigos:

- «Planeta Futebol», por Ignacio Ramonet

- «Serás Pelé, Maradona, Zidane... ou coisa nenhuma», por Johann Harscoët

- «O jogo das marcas em época de Mundial: O futebol por um canudo», por Frederico Ágoas

- «O tempo do novo estádio: A economia política do futebol entre transformações e resistências (Entrevista a Anthony King)», por José Neves e Nuno Domingos

- Futebol: bibliografia para uma leitura política, organização de José Neves

- «Manuel da Silva Ramos: O esplendor burlesco de Ambulância», por Urbano Tavares Rodrigues

Emprego universitário.


Encontra-se já disponível online a página web da CATU - Cooperativa Académica de Trabalho Universitário.

A CATU tem como objectivo fornecer trabalhos em part-time e full-time a estudantes da Universidade de Coimbra, e colaboradores a empresas que o necessitem.

Neste momento está aberto apenas o pré-registo na página web. Em breve estarão em funcionamento todos os serviços da CATU. Façam visitas regulares à página para novas informações ou efectuem já o pré-registo e serão contactados.

Quaisquer outras informações, vão à página.

quarta-feira, julho 5

militares?? para mim são tod@s excedentári@s!!!

«O número de militares a mais nas Forças Armadas [de Portugal] implica um custo financeiro anual na ordem de 250 milhões de euros (...) Em causa, está um universo superior a dez mil militares.» [no Correio da Manhã]
ditado (quase) popular: "Devido à velocidade da luz ser superior à velocidade do som, algumas pessoas parecem inteligentes... até as ouvirmos".

segunda-feira, julho 3

«As novas missas do velho sistema» - koenige

Discutir o «mercado» supõe um exercício analítico distinto daquele que convocamos para descontruir a «retórica do mercado». É significativo (e suspeito) que enfatizes esta última dimensão quando o problema que aparentemente está na base do teu argumentário reside nos processos de «desenvolvimento» e na sua relação mais ou menos dependente ou «obcecada» com o supracitado. No post inicial acrescentam-se ainda outros factores que, em teu entender, têm sido como que «cooptados» pela racionalidade mercantil (criatividade, participação, etc.), quando, por essência, lhe serão constitutivamente avessos. Em termos gerais (como se coloca aqui a discussão), podemos considerar o contexto funcional do mercado como o dispositivo económico histórica e socialmente mais satisfatório no que toca à inovação e a renovação da oferta (material, cultural), dadas as circunstâncias concorrenciais em que opera e a necessidade de cativação e/ou fidelização de novas clientelas consumidoras. Daí que não me seja inteiramente penoso reconhecer as potencialidades da iniciativa económica civil na qualificação dos seus recursos humanos e no investimento em circuitos comerciais mais sofisticados (e «criativos»), eventulamente mais competitivos, mas que asseguram produtos (bens, serviços, etc.) apetecíveis à procura existente ou a existir. Em todo o caso, não me é igualmente difícil reconhecer que os mecanismos comerciais accionados pelos agentes económicos (gestão estratégica de investimentos) devem encontrar-se submetidos a um enquadramento jurídico resultante da política económica definida para os diferentes sectores (bolachas não são cuidados de saúde), ainda que na salvaguarda da livre iniciativa e da concorrência, ambas vantajosas para o mercado de consumo, e sem nebulosidades dirigistas (nas suas mafiosas cambiantes). O que não é exactamente o mesmo que deixar «ao mercado a decisão objectiva da selectividade em que nem todos conseguem vencer». Dito como é dito (ou como o apresentaste), não passa de propaganda primitiva na mesma medida em que o é a desconfiança sistemática pelo sucesso da economia de mercado, ambas desdenhosas e vingativas do liberalismo (nomeadamente político) e reivindicativas do autoritarismo estadual, quer quando concentra e burocratiza a actividade económica (e cultural), quer quando, em conluios nada ocasionais, bloqueia a dinâmica do mercado, em nome do... mercado. Quanto à Agenda de Lisboa, dada a sua envolvência e até voluntarismo na estipulação de metas económicas e sociais para os países europeus nos próximos anos, constitui um esforço de requacionamento do modelo de crescimento e desenvolvimento das sociedades de bem-estar, em função do novo quadro económico internacional e da localização exacta da Europa nesse panorâma ultracompetitivo, procurando assegurar-se a protecção dos estados-membros face à emergência de novos actores económicos e ao impacto diferenciado que tem vindo a produzir nos ritmos e malhas económicas distintas por que é composta a União Europeia. Os protagonistas políticos nacionais e comunitários farão diferentes apropriações e conduções da Estratégia de Lisboa e, até agora, pouco temos conhecido, senão a imposição da contracção da despesa pública e, com indefinição e alguma turbulência, o redimensionamento quantitativo e qualitativo das funções do Estado. Por mais redundante que seja, parece-me que Lisboa, ainda assim, diz de facto muito mais da Europa que dos EUA, não apenas pelo património social («providencial») dos Estados que procura reciclar em função do contexto transnacional experimentado nos últimos 20 anos, mas igualmente pelo processo de integração política, no mínimo, original, ainda que sem «consensos» engenhosos (como algum «centro» político força e postula) e democraticamente mais vigiado e conseguido.
Agora, «todos estes ingénuos patetas da economia e da administração vão provavelmente conduzir o mundo para uma grande catástrofe»? É sempre muito mais cómodo o ódio ou o fatalismo. Eu, entretanto, sugiro a realidade.

durante o próximo mês teremos 300 mil obras literárias gratuitas para "sacar" da internet!!!

a partir de amanhã, e ao longo de 30 dias, @s cibernautas vão poder descarregar para os seus computadores, sem qualquer custo, milhares de livros de vários autores internacionais. um total de 300 mil livros vão estar disponíveis online gratuitamente, no sítio da Feira Mundial do Livro Electrónico. esta oferta dura um mês, mantendo-se até ao dia 4 de Agosto, período em que decorre a Feira Mundial do Livro Electrónico, sendo esta iniciativa da responsabilidade de duas organizações internacionais: o Projecto Gutenberg e a World eBook Library, pretendendo «reduzir a ignorância e o analfabetismo», bem como assinalar os 25 anos do primeiro livro colocado na internet: a Declaração de Independência dos Estados Unidos da América.
[para saber algo mais leia-se a notícia no JN, na semana passada.]

... will not be televised!!

"australianadas" em Timor... (II)

"australianadas" em Timor... (I)

domingo, julho 2

As novas missas do velho sistema

Leiam, leiam, leiam as "Lições da Democracia na América" de Francisco Jaime Quesado, "gestor do Programa Operacional Sociedade do Conhecimento", no Público de hoje, 2 de Julho, ano da graça de 2006, página 19. A fazer lembrar o saudoso Fernando Ilharco e aquele seu talento especial de dizer com a maior erudição as maiores banalidades.

Tive alguma dificuldade em entender do que falava, o que é sempre auspicioso. Dizia ele que eram umas "breves (!) reflexões sobre as lições que a experiência da maior democracia do mundo nos dá na era da consolidação da economia global e da sociedade do conhecimento". Os EUA, pois claro, esse país "que se reinventa em cada momento para se ajustar à evolução dos tempos" (os outros porventura não o farão?), que "continua a querer liderar o paradigma da evolução competitiva assente numa matriz social clara, em que a oportunidade é dada a todos, cabendo ao mercado a decisão objectiva da selectividade em que nem todos conseguem vencer". Ficamos a saber que a sua dinâmica é central "na abordagem sustentada do novo paradigma que se pretende para a Agenda de Lisboa na Europa e no nosso país" - consider yourselves warned.

As lições americanas são três: a reinvenção cultural pela criatividade, a reengenharia corporativa pela inovação e a revolução social pela participação (!). É demasiado delicioso para que eu possa acrecentar grande coisa. Fiquem com um cheirinho da primeira lição:
"O exercício da criatividade como elemento de qualificação da participação individual em democracia é decisivo na sociedade do conhecimento. Praticada sob a forma de culto em referência corporativas como a Ideo, Apple, etc. (...) é o exemplo mais acabado da oportunidade de participação construtiva do indivíduo no tecido social a que pertence"
O iPod como paradigma da democracia participativa? Que dizer destes neo-teólogos do séc. XXI? A sociologia desta neo-religião da mercadoria é o futuro.

Mais lapidarmente, tinha Guy Debord concluído em 1988:
"Esta constatação, de que pela primeira vez se pode governar sem ter nenhum conhecimento artístico nem nenhum sentido do autêntico ou do impossível, poderia por si só bastar para conjecturar que todos estes ingénuos patetas da economia e da administração vão provavelmente conduzir o mundo para uma grande catástrofe; se a sua prática efectiva não o tivesse já demonstrado"
Não é, tr?

censura... hoje (na nossa sociedade democrática e livre)?? «é invenção d@s esquerdistas», certamente...

em qualquer outro sítio do Mundo a (dita) "Comunidade Internacional" estaria chocada, indignada e pronta a agir...

«Israel lança raide aéreo contra gabinete do primeiro-ministro [palestiniano] Haniyeh», no Público.pt.

os 10 que + mandam em Portugal, para o Expresso

sábado, julho 1

nós e [o Mundial d]a bola...

parece que seriamos dos poucos blogues (daqueles que realmente vale a pena ler, como o FoiUmAr) que ainda não haviam tido nenhuma posta sobre o Mundial de futebol...
pois, isso... já era, com a minha anterior posta [meramente fotográfica] perdemos essa nossa virgindade.
sabem, [entre toda a heterogeneidade de quem compõe o FoiUmAr] nós... é mais bolos.

«tomem lá, seus bifes!!!»