sábado, maio 29

Se Haydn tivesse patenteado a sinfonia, que teria sido de Mozart?
Se Faulkner tivesse patenteado um estilo de escrita, o que teria sido de Lobo Antunes?
Pois bem, estão a fazê-lo com o Software...
Não estamos a falar de copyright's, que, por exemplo, garantem que o produto Winword não seja usado sem licença, mas de PATENTES, que impedem que qualquer outra pessoa/empresa conceba um processador de texto genérico sem pagar (usei o exemplo do processador de texto para fins meramente ilustrativos mas, ainda assim, é provável que esteja patenteado).
O Conselho Europeu aprova estas coisas.

Muita informação em www.ffii.org.

Imaginemos um site de comércio electrónico...


O mundo imaginado por Orwell em 1984 ou Godard em Alphaville não passa de um jardim infantil.

quinta-feira, maio 27

"uma alegada perseguição política exercida por membros da maioria BE sobre eleitos e dirigentes locais do PS" in Público.

Juro que nunca pensei ler isto num jornal que não fosse o Inimigo Público.

terça-feira, maio 25

Daqueles

Será que o Vasco Rato ainda não percebeu que não é daqueles intelectuais de direita com que dá gozo discutir?! "É caso para dizer que já se trata de um problema de foro psicológico..." - pela mão do próprio.

quinta-feira, maio 20

É o medo, estúpido!

"Olimpianismo" - subst. masc.; democracia; multilateralismo; acto ou efeito de procurar e construir a paz.

Pacheco Pereira não se fica. Todos para o ultramar... e em força!

segunda-feira, maio 17

"Guerra? Só se for ao desemprego!"






Foda-se...
Bis

"Num mundo des-encantado, onde os discursos se multiplicam, as imagens se fragmentam e o sagrado e o profano confluem, a ironia é um derradeiro modo religioso de comunicar." É-nos dito pelo Miguel Cardina, no seu espaço.

Com as devidas ressalvas, interrogo-me sobre a suficiência da ironia na reinterpretação do sistema de discursos, imagens e dicotomias modernas. Com isto não quero dizer nada, note-se. Mas a pertinência com que nos é formulada a ironia caracteriza bem a bifurcação permanente em que se joga essa própria figura. Isto porque é de estilo, tão-só. Donde resgatá-la ajuda alguma coisa. Desde que não seja para reescrever possibilidades em registo de epitáfio.

sábado, maio 8

30 minutos dentro do recinto da queima à espera de pessoas. Resultado:

Porta dos bilhetes pontuais:
- os seguranças revistaram algumas (poucas) malas.
Porta dos bilhetes gerais:
- % de trajados revistados: 15
- 5 de não-trajados revistados: 90
Comentários que me chegaram aos ouvidos proferidos por pessoas que por mim passavam:
- Foda-se! Venho trajado e ainda me revistam? Devem pensar que fui comprar o caralho do traje ali à loja só para vir aqui para baixo. Isto é a festa dos estudantes não é a festa dos seguranças!
- Foda-se! Onde é que estão as gajas boas, caralho?
- Foda-se! Olha-me aquela! Até ia para casa mais cedo.


P.S. - Jorge Palma no seu melhor. Arranjos muito bons executados pelos Jim Dungo. Se em vez de "dá-me lume" tivesse sido "Yoggi Pijama" e se a última música em vez de "Deixa-me rir" (que já dá voltas à tripa) tivesse sido "Picado pelas abelhas" tinha sido perfeito. De qualquer forma, muito bom.

quarta-feira, maio 5

A mim espanta-me que esta gente não tenha mais nada para fazer. Que o Vasco Rato é parvo já eu sabia. Agora que ele é um parvo ocioso é que eu não desconfiava. O senhor iniciou-se na blogosfera (oacidental.blogspot.com) e logo no segundo dia que escreveu passou o dia todo naquilo. O homem escreveu às 11:17, às 13:03, às 15:38, às 15:49 e às 17:08. 5 vezes num espaço de 6 horas. Mas não é tudo! Istop tudo passado para o Word revela-nos que o homem escreveu 1505 palavras com 7974 caracteres (exluindo espaços). E o pior é que todos os posts do homem foram relacionados com o tema Louçã/Bloco/Daniel Oliveira/Barnabé/Iraque.

Mas esta gente não trabalha?

P.S. - Antes que me acusem do mesmo, devo dizer que demorei 4 minutos a escrever este post. O que não impede que tenha faltado a uma aula de Análise Estatística.

terça-feira, maio 4

O passado é um país distante

Se outrora o menino fora pequeno-burguês e fizera parte de uma classe sem futuro histórico...

Hoje o menino é mochilo-esquerdalho e faz parte de um movimento social sem futuro histórico.

O engraçado é que o futuro histórico é o mesmo...

Voltando à Alice: "Cortem-lhe a cabeça! Cortem-lhe a cabeça!"