sábado, dezembro 31

[propositadamente] «sem título»...

como a minha vida vai (julgo eu) um pouco além dos [] e dos (), aproveito este espaço para desejar a tod@s: umas boas entradas em 2006!!!

"pensamento"(?)...

esta semana joguei (pela primeira vez!) no EuroMilhões [falaram-me num prémio de 65 (ou seriam 75?) milhões de euros, como me poderiam dar algum jeitito à vida, joguei 6 euritos].... o sorteio ocorreu na noite de ontem mas ainda nem conferi (nem me sinto muito impelido a saber) se ganhei algo [a "senha" está em casa dos meus pais (onde só faço as refeições [algumas] e durmo [de quando em vez])]. (desta forma) serei assim tão socialmente desenquadrado da normalidade??

quarta-feira, dezembro 28

Do Natal

Do natal.

Este Natal (felizmente já passou) ficou um livro e desse livro uma frase," O dinheiro é a liberdade cunhada " de Fiodor Mikhailovitch Dostoievski.

Por alguma coisa os romancistas Russos sempre foram realisticamente cruéis.

terça-feira, dezembro 27

Bouillon de Culture à la "Eixo-do-Mal"

Para quem perdeu o debate mais interessante do ano, consulte aqui a sua transcrição (infiel à letra, certeira no espírito). Mas consulte mesmo. Deixo um pequeno excerto, pouco ou nada representativo:

Maria Filomena Mónica: Sim, mas eu queria dizer que eu posso ter muitos homens, mas o D. Pedro V está em primeiro lugar... Ah, vocês desculpem-me, mas lembrei-me agora mesmo que não me posso esquecer de comprar champô...
Clara Ferreira Alves: E eu, como dizia Graham Greene, ?sempre desejei ser estimada ou admirada?.
Daniel Oliveira (começa a tossir): ...desculpem, entrou-me água para o nariz...
José Júdice (com as orelhas em chama): Ó Daniel, estás a fazer muito barulho...
Maria Filomena Mónica: Eu gostava de introduzir aqui outro tema que considero absolutamente decisivo, os produtos ?made in Portugal?. As toalhas feitas em Portugal, por exemplo... as empresas portuguesas...
José Júdice: Ó Mena, desculpe lá mas eu só queria corrigir uma coisa que a Clara disse...
Maria Filomena Mónica: Ó Zé deixa-me só acabar dizer isto que é uma coisa absolutamente inacreditável... os turcos portugueses são tão fininhos que tu sais do banho e não te consegues limpar...
José Júdice: Até tremo só de imaginar...
Clara Ferreira Alves: Num livro interessante sobre Graham Greene, que devia ser traduzido imediatamente, acho mesmo um escândalo nacional que as editoras portuguesas... enfim, como dizia Graham Greene, ?é inconcebível?...

domingo, dezembro 25

Natal!

Num qualquer centro comercial, um Pai Natal com uma criança ao colo...

- Pai Natal?
- Sim, meu filho?
- Como é que é andar de trenó?
- Não sei meu filho...
- Então mas tu não tens um?
- Não meu filho...
- Então e as renas?
- Também não, meu filho...
- Então mas tu não és o pai natal?
- Sim, meu filho, mas só em dezembro, daqui a três meses sou o coelho da páscoa...
- Mas então, então...
- Não te rales, meu rapaz... em janeiro procura-me na promoção dos guarda-chuvas...

Júbilo

Nasceu o menino.

E agora vou empaturrar-me em doces.

sábado, dezembro 24

Perspicácia

«Este homem [Francisco Louçã], pela moderação tantas vezes demonstrada, e no seu sentido sério, sem folclores, deveria ser de direita.»
Luís Delgado, citado na Revista Sábado (22/12/2005), pp. 67

Sobre a Estátua

«Esta campanha persecutória contra Manuel Alegre só revela o valor da sua candidatura e o fracasso das restantes candidaturas de esquerda.»
Citação (intuída) da reacção de um Engenheiro Físico às homenagens aqui prestadas "à Estátua".

À Estátua IV

«A "renovação" de Alegre devia começar pela sua expeditiva reforma.»
Pulido Valente, citado na Revista Sábado (22/12/2005), pp.67

À Estátua III

[...]
Francisco Louçã - Há candidatos que se passeiam com a bandeira nacional, como se isso fosse um exclusivo da candidatura.
Nuno Saraiva (entrevistador) - Está a referir-se a quem?
Francisco Louçã - A Manuel Alegre. Ninguém repara que é parolo.
[...]

Revista Sábado, 22/12/2005, pp. 66

À Estátua II

«Entre Alegre e o sistema, é preferível o sistema.»
Pedro Lomba apud Ivan Nunes

segunda-feira, dezembro 19

E D. Carlos I?

À Estátua

«Se Alegre olhasse bem para si próprio, parava de espernear e percebia que ele, sozinho, chega e sobra para desconsolar e repelir qualquer eleitorado.»

Pulido Valente, Público - 2005/12/18

sábado, dezembro 17

Resultados Marte ( alfa ómega)

"Os Deuses vendem quando dão.
Compra-se a glória com desgraça.
Ai dos felizes, porque são
Só o que se passa!

Baste a quem baste o que lhe basta
O bastante de lhe bastar!
A vida é breve, a alma é vasta:
Ter é tardar."
Pessoa, Mensagem.



sexta-feira, dezembro 16

Graça

É engraçado como se pode ter tanta comichão com eventuais apoios presidênciais à segunda volta e, simultaneamente, se reclamam vitórias em aliança com forças, digamos que, não muito radicais.

Dedicado a um doce desejo que é amor!

A Vida (Florbela Espanca)

É vão o amor, o ódio, ou o desdém;
Inútil o desejo e o sentimento...
Lançar um grande amor aos pés de alguém
O mesmo é que lançar flores ao vento!

Todos somos no mundo" Pedro Sem",
Uma alegria é feita dum tormento,
Um riso é sempre o eco dum lamento,
Sabe-se lá um beijo de onde vem!

A mais nobre ilusão morre... desfaz-se...
Uma saudade morta em nós renasce
Que no mesmo momento é já perdida...

Amar-te a vida inteira eu não podia.
A gente esquece sempre o bem de um dia.
Que queres, meu Amor, se é isto a vida!

Pagamento de dívida com FMI expressa submissão do Brasil

..."Ao contrário do que faz parecer o governo Lula e a imprensa, a quitação da dívida do Brasil com o FMI com dois anos de antecedência não é motivo para comemoração.
Entretanto, sob a máscara de uma suposta independência econômica, a quitação apenas representa o enorme grau de submissão do governo petista ao imperialismo. Esse pagamento adiantado só se deu mediante um árduo aperto na economia, com drásticos cortes em áreas como educação, saúde e reforma agrária. Todos os cortes orçamentários engordaram o superávit primário. Com o acordo Dilma-Palocci, o superávit primário de 2005 deverá terminar o ano na casa dos 4,7% (cerca de R$ 91,5 bilhões) do PIB, superando a meta inicial, de 4,25%.

O governo Lula não só não rompeu com o FMI, como renovou os acordos, iniciados por FHC em 1998, e recorreu também ao Fundo em 2003. Agora, com a quitação, Lula deve usar esse novo dado ?positivo? da economia para sua campanha em 2006. Mesmo antes desse pagamento, em todos os discursos em que fala de seu governo, o presidente sempre aponta a economia como o grande fator positivo de sua gestão. Só que Lula não explica que quem se beneficia desses ?bons índices econômicos? são os grandes empresários, as multinacionais, os banqueiros, o agrobusiness, o imperialismo de conjunto. Os trabalhadores do país, por sua vez, pagam o pato pelos lucros da elite"....
in http://www.pstu.org.br por Yara Fernandes

Cada vez mais romper com a submissão dos povos à estranha e deplorável politica imperialista levada a cabo pelo Capitalismo e interpretada pela O.M.C. e pelo F.M.I, passa necessariamente pela coragem politica de criar e lançar uma campanha contra o pagamento da dívida, criando assim condições para a autodeterminação dos povos e o lançamento de campanhas locais para o desenvolvimento e qualificação humana, que de uma vez para sempre, liberte da opressão e da exploração 4/5 do mundo.

Resultados FCTUC

O foiumar apresenta em primeira mão os resultados das eleições para os órgãos de gestão da FCTUC. Lista V 3 elementos eleitos para a assembleia da Faculdade, lista Z 13 elementos eleitos para a assembleia da Faculdade, lista D 14 elementos eleitos para a assembleia da Faculdade. Sendo que o resultado ainda se pode alterar, após a contagem dos votos por envelope, e um elemento eleito pela lista D pode passar para a lista Z. Os meus parabéns à lista D (à qual me associei) pela muito provável vitoria. E os parabéns à lista V porque depende de si a eleição dos representantes dos alunos para o directivo da FCTUC. Esta eleição ficará para a Historia como a eleição que marca o início da derrocada (necessária) de uma lista demasiado comprometida com a direcção Geral, a lista Z.

o meu programa para a noite deste sábado...

quinta-feira, dezembro 15

Universidade de Coimbra está mesmo muito atrasada...

o Senado da Universidade de Nova Iorque baniu a venda de Coca Cola no seu campus universitário, leia-se a fabulosa notícia!!! tudo isto devido ao facto da empresa filantrópica, que produz esse famoso refrigerante disseminado por todo o planeta, se ter recusado a ser alvo duma investigação independente às alegadas violações laborais numa sua fábrica de engarrafamento na Colômbia.

ir...RITA...ções


não consigo mesmo compreender (em toda a sua amplitude) a imensa irritação que (pretensamente) causei [às pessoas em causa] quando mostrei (aqui e aqui) fotos pessoais disponibilizadas pelas próprias pessoas em locais cibernéticos de acesso não restrito [nas suas áreas (públicas!) no hi5 (aqui e aqui)].
quando pessoas há que abrem (na totalidade) o seu espaço (privado) no mundo (público) dos 3 w´s, depois ainda se queixam do uso (nesse mesmo espaço) dessa mesma sua (pretensa) intimidade (por si mesm@s tornada pública)... mas foram essas mesmas pessoas que disponibilizaram [em espaços não restritos] essas suas fotos que (aparentemente) lhes causaram alguma irritação (ao serem mostradas aqui no blogue)!!

A raiz do mal!!

Adoro estas desérticas noites (adoro de tal forma que não vejo o sol à 3 dias) a onde o vento e o frio fazem de nós melhores e mais reeducadas pessoas, Estaline pensou certamente nisto quando desenvolveu os campos de reeducação na Sibéria, embora não me sinta na Sibéria (a doce vingança dos Trotskistas ainda vai ocorrer neste século) sinto sobre mim pesar um enorme crime, de facto esta frio, tenho tabaco (19 cigarros mais um volume) mas tragédia das tragédias não tenho lume nem coragem para enfrentar o frio. A grande invenção do século XXI será cigarros que entrem em combustão por um simples olhar, mas entretanto vou-me deprimindo e chorando por não ter com o que acender o cigarro, nem outra forma de aquecer a alma!

A pós modernidade e o Capitalismo.

Segundo uma definição da Wikipédia chama-se de Pós-Modernidade a condição sócio-cultural e estética do estágio do capitalismo pós-industrial, que é o contemporâneo. Teóricos e académicos têm diferentes concepções sobre o termo. Para o crítico marxista norte-americano Fredric Jameson, a Pós-Modernidade é a ?lógica cultural do capitalismo tardio?. De acordo com Jürgen Habermas, a Pós-Modernidade estaria relacionada a tendências políticas e culturais neoconservadoras, determinadas a combater os ideais iluministas e os de esquerda. Já o francês François Lyotard prestigia a Pós-Modernidade como verdadeiro rompimento com as antigas verdades absolutas, como marxismo e liberalismo, típicas da Modernidade. È de notar que em todas as concepções de pós-modernidade aqui descritas existe um enorme factor em comum, todas identificam o pós modernismo como o resultado de uma doentia forma de moral capitalista cujos propósitos são por em causa as concepções clássicas da organização em classes da sociedade (quer elas sejam marxistas ou liberais). O capitalismo, encapeladamente, tenta construir um novo esquema formal para neutralizar a análise objectiva dos mecanismos dialécticos de evolução e construção da sociedade, chamando-lhe Pós modernismo. Para todos aqueles que ainda se revêem nesta concepção formal de desorganização social devo apenas lembrar o falhanço protagonizado pelo fórum social mundial, que ao não querer actuar como as organizações clássicas (partidos políticos) nas transformações sociais, reservou para si um lugar de não alternativa social e económica num mundo a onde a única alternativa á actual organização económica e social só pode vir de uma análise marxista da História!

Contra uma contribuição para uma antropologia política

Em relação ao post do Koenige, devo avisar que, não me revendo nas linhas identitárias de tal movimento, me recuso a engrossar as fileiras de mais um grupo inconsequente. Quero deixar bem claro neste espaço que o que eu fumo é Português Suave Vermelho. Vermelho, vermelhusco, vermelhante, vermelhão!

Processo de decisão

Estava no Tropical a discutir o melhor sítio para vêr o debate presidencial de hoje à noite. Avançaram uma proposta que eu recusei e apressei-me a enumerar os seus pontos negativos. Nessa altura alertaram-me para o facto de eu estar à mesa do café de perna cruzada (eu estava, efectivamente, de pernas cruzadas) a dizer mal de uma solução sem apresentar alternativas.
Caí em mim e tentei elaborar um plano de forma a que houvesse uma decisão democrática e devidamente revolucionária. Uma vez que tenho aula entre as 16h e as 18h, prontifiquei-me de imediato a, entre as 18h e as 20h ir para a rua falar com o trabalhadores que encontrasse e explicar-lhes a importância desta minha luta. Aproveitaria para convocar toda a gente para um plenário a efectuar às 20h no departamento de física da Universidade de Coimbra. No referido plenário, apresentar-se-iam propostas que seriam discutidas e, como é óbvio, teriam que ser retiradas as necessárias consequências políticas através da votação das propostas. Para não haver posterior dispersão, explicaria a obrigatoriedade moral de todos cumprirem e defenderem a proposta vencedora como se fosse sua.

Os números de telefone dos participantes neste movimento social espontâneo, no fim da noite, já estaríam bem seguros no meu telemóvel guardados da cobiça de sabotadores e traidores.

Contribuição para uma antropologia política

Penso que o texto abaixo citado, cortesia dos nossos amigos do Tropical Social, poderá fornecer uma saída para o Movimento, superando as nossa hesitações na caracterização da sua dialéctica com a Luta, seus ascensos e refluxos.


Somos pseudo-intelectuais ou intelectualóides (tendo em conta as subtilezas da língua):
- Trocamos livros no café
- Andamos com o jornal debaixo do braço (O Público, o Le Monde ou alguma revista especializada)
(...)
- Usamos óculos com aros esquisitos
- Tomamos poucos banhos (almejando sempre um ar de enrodilhado pós-moderno)
- Fazemos muito barulho e os empregados não nos mandam calar
- Temos pin´s originais e carteiras feitas de pacotes de café
- Ouvimos musica estranha com nomes indecifráveis
- Fumamos muito (preferencialmente tabaco de enrolar, mas português amarelo também serve)
- Compramos coisas inúteis no E-bay
- Escrevemos em blogs
- A nossa única preocupação é falar numa linguagem rebuscada e codificada cujo objectivo não é outro senão a segregação dos acompanhantes da tribo
- Bebemos finos antes das dez da noite
- Temos línguas bífidas e viperinas
- Vamos ao teatro demasiadas vezes
- Gostamos de cinema independente
- Debutamos frequentemente
- Ocupamos demasiado espaço no café


E se nos juntássemos a eles?! A clareza identitária creio que evitaria muitos equívocos antropológicos, sociológicos e políticos. As divergências serão duras, alguns cairiam pelo caminho. Oh well, a revolução nunca deixou de devorar os seus filhos.

quarta-feira, dezembro 14

É um exercício estimulante

Uma discussão entre X e Y sobre N quando na verdade só pensam em R. Assim que se abre uma nesga de R descamba tudo por aí abaixo. Até as mais cuidadosamente confecionadas peles de cordeiro deixam transparecer aquilo que era suposto taparem.

Os níveis de confiança na economia

são inversamente proporcionais aos níveis de paranóia das seitas político-evangelistas.

Ingenuidade

É ingénuo pensar-se que se pode estar contra o mundo sem que o mundo esteja contra nós.

Para mim, e apenas para mim...

Sentindo o teu flamejante corpo no meu desejo, sentindo o teu doce olhar no meu pénis, sentindo o teu fugaz desejo no meu ânus. Murmúrios de uma estranha noite de lençóis frios e de um profético desejo de que sejas minha.
Assim vai a penosa noite de quem longe de um olhar, esta farto de ver a vida como ela é.PORRA!!! Estranha vida esta presa por um lugar.PORRA!!! Estranha vida esta presa por um relogio.PORRA!!! Farto de tudo isto vou dormir...

tu pensas?

Tu pensas que os cardeais
não se masturbam,
que não vêem
as telenovelas,
que vêem, quando muito, os filmes de Bergman
e o Evangelho segundo São Mateus de Pasolini.
Não, eles nunca lêem os livros pornográficos
e nunca pensaram em ter amantes.
Eles não conhecem o turbilhão das visões
das figuras eróticas,
eles lêem os exercícios espirituais
de Santo Inácio
e têm o odor da santidade
e irão para o céu porque nunca pecaram,
nunca acariciaram um pénis,
nunca o desejaram túmido e ardente
na sua boca casta.

Ah os cardeais como são exemplares
mesmo quando os espelhos os perseguem
com os membros e órgãos de mulheres
na fulguração da nudez liquida e candente!

Todavia eu conheço a obstinada chama
do desejo,
a sua glauca ondulação,
os seus olhos deslumbrados pela oceânica
vertigem
de um corpo embriagado pela sua simetria
e pela volúvel coerência
dos seus astros dispersos.

Não, eu não creio na inocência imaculada
dos solenes cardeais.
Eu sei que a sua carne é a mesma argila
incandescente e turva
de que o meu corpo frágil é composto.
Eles conhecem o sofrimento de ser duplos,
o vazio do desejo,
a violência nua das imagens monstruosas,
a adolescência do fogo nos labirintos negros.

Mas eu sei que os cardeais não gritam,
nem levantam a voz,
nem atravessam a fronteira do pudor
e adormecem ao rumor das orações.
É esta imagem que eu quero conservar
na religiosa monotonia do meu sono.

A ti.

Na sua primeira paixão, a mulher ama o seu amante; em todas as outras, do que ela gosta é do amor.

Ao Bloco

Quase todos os jovens têm a coragem das opiniões alheias.

Quanto mais uma calúnia custa a acreditar, maior é a memória dos tolos para a fixar.

noite de longas insonias...

O espírito do homem é como um rio que procura o mar. Represem-no e aumentarão a sua força. Não responsabilizem o homem pelas suas explosões devastadoras! Condenem antes a força da vida! O espírito que nos anima pode assumir as mais diversas formas: tornar-nos semelhantes a anjos, a demónios ou a bestas. A cada um a sua escolha. Nada barra o caminho ao homem para além das fan tasmagorias dos seus medos. Omundo é a nossa casa, mas teremos ainda que a ocupar; a mulher que amamos está à nossa espera, mas não sabemos onde encontrá-la; o atalho que buscamos está sob os nossos pés, mas não o reconhecemos. Quer sejamos deste mundo por muito ou pouco tempo, os poderes por explorar são ilimitados.

Henry Miller, in "O Mundo do Sexo"

O Pós Modernismo explicado às crianças

ESEAG ? Escola Superior de Educação Almeida Garrett

Disciplina de Educação e Valores

Questionário

? Numa época de canhestros, sistemáticos e fragmentários dogmatismos, labilismos, labialismos, «turismos» culturais, pragmatismos, cepticismos, determinismos, fatalismos, autismos, narcisismos, parolismos... ? mais ou menos camuflados por dinâmicas endógenas e exógenas ? um relance, embora perfunctório, sobre a ossatura programática da Disciplina, permite afigurar-se razoável, liminarmente, a susceptibilidade de desfibrá-la, entre outras, nas seguintes dicotomias axiológicas mediáticas multifacetáveis, confinantes, congruentes, sinalagmáticas..., a entrecruzaram-se, transumirem-se, transubstanciarem-se, transversalizarem-se, etc.v. g; Cultura-Civilização; Valores-Referências

Sem irrelevar o subjacente, atipico e ágrafo património ? genético, material e espiritual ? a montante e a jusante do aluno, teça um comentário sinóptico (corroborante ou repudiante), ancorado em dimensão axiológica e argumentos, empíricos ou especulativos, minimamente válidos.


Porra!!!
Uma vaca é uma vaca, por muito que se lhe queira chamar um boi... E as nossas crianças, para crescerem saudáveis, têm o direito inalienável a que não as confundam.



?O homem é o único animal que consegue estabelecer uma relação amigável com as vítimas"
Samuel Butler

TMN: roubo

Na madrugada do dia 13 e na magrugada de hoje, dia 14, tentei enviar varios sms. Acontece que os sms não eram enviados. Posteriormente verifiquei o saldo do meu cartão e vi que tinha menos dinheiro, tentei enviar mais um sms e confirmei que me estava a ser debitado o valor dos sms.
Telefonei para o ApoioTMN para fazer queixa do sucedido e foi-me dito que defacto havia uma anomalia qualquer e que já tinham tido mais queixas. A minha reclamação foi aceite, para me restituírem o dinheiro e perguntei se se não tivesse feito a reclamação me devolviam o dinheiro, foi-me dito que só iria haver uma restituição massiva caso o numero de reclamações foce muito grande.

A TMN exige que as pessoas saibam os numeros de telemovel para quem tentou enviar as mensagens, exigem também saber o numero de ?mensagens enviadas" e finalmente não dão qualquer prazo para a devolução do dinheiro.


CONCLUSÃO: A TMN É UMA CAMBADA DE LADRÕES FILHOS DA PUTA.

Se alguem se sentir afectado por isto reclame se não informem os outros

Direita religiosa americana denuncia guerra contra o Natal

terça-feira, dezembro 13

Uma campanha alegre *

«O nacionalismo é uma degenerescência gordurosa do patriotismo e o patriotismo também.»
Fernado Pessoa

* Título emprestado por Eça de Queirós (pela 6856ª vez na história do colunismo político-eleitoral português, agora com particular pertinência).

Louçã Vs. Alegre

Louçã voltou a estar em forma. Não ganhou por KO simples como com Cavaco mas pelo menos o KO técnico ninguém lho tira.

P.S. - E não falou nos filhos de ninguém!

Eleiço?s FCTUC ( II )

Relativamente à lista a ( ups!? lista v ) esta parece ser a lista que fez o meu baptismo nestas estranhas, proféticas e poéticas andanças. Isso de andarem a copiar o programa da lista 0 (de à 5 anos atrás) não vale! De facto já na altura havia a desesperada proposta de aumentar as acessibilidades do pólo I para o pólo II (ó meus amigos, é seguramente mais fácil irem fazer esse pedido ao Gouveia Monteiro). Relativamente às propostas sobre Bolonha é de estranhar ver uma lista promovida pela jota a falar em minorar as consequências da aplicação do processo de Bolonha, não se tratando esta inversão de uma inversão táctica, depreendo que das duas uma, ou estes companheiros de luta capitularam face às exigências de sucessivas eleições ou ficaram esquizofrénicos!

Eleições fctuc ( I )

Descubra as diferenças entre a lista z e a lista r!
O prémio será um doce embebido numa doce promiscuidade caciquista.

A união faz reforçar a academia!!!

segunda-feira, dezembro 12

a nova forma (muito subversiva) do MRPP fazer campanha eleitoral...

Post Scriptum ao post anterior

1 - A declaração final de Cavaco Silva no debate com Francisco Louçã transpirou azeite. Ao que parece, ele não se envergonha dela uma vez que está citada na página oficial da sua candidatura. Como não custa nada fazer um copy/paste aqui vai a pérola:

?Agora e, cada vez mais, os nossos jovens não conseguem encontrar emprego, ou encontram emprego que não está de acordo com as suas classificações. Conheço bem os problemas e os anseios dos jovens e se for eleito Presidente da República farei tudo o que estiver ao meu alcance para recuperar os atrasos do País e transmitir aos jovens portugueses um testemunho em melhores condições. Farei o possível para abrir uma janela de esperança para os nossos jovens. Confio no talento dos jovens, na sua capacidade, na sua vontade de andar para a frente e estou certo que com eles Portugal saberá vencer?

2 - Já no blog Mandatário Digital (onde cheguei através de um link na página oficial da candidatura do "Professor") presenteam-nos com uma entrevista a um tal de António Boavida, praticante de Skate. É de destacar este excerto:

"Quem pratica skate contigo afirma que sempre simpatizaste com o Prof. Cavaco Silva. Porquê?
Desde sempre que o Prof. Cavaco Silva é uma pessoa que me inspira confiança, daí a minha simpatia por ele.

Para além de praticares skate e seres um dos melhores que outras ocupações tens?
Estudo no 12º ano, no agrupamento de artes. Gosto muito de desenhar, mas a minha maior ocupação é mesmo o skate.

Quais as notáveis marcas que te apoiam?
Neste momento as marcas que orgulhosamente represento são: a Mada, a Fidelity, a Eastpak e a Bana." (No blog, a Mada e a Eastpak têm até direito a link para a sua página principal).

Presidenciais

1 - Cavaco a deixar que se vá descobrindo a careca (seria bom que os outros candidatos fossem tão incisivos como Louçã o foi no debate a dois).
2 - Soares, aparentemente, ainda não começou a escalar mas já foi agredido. É-lhe, pelo menos, reconhecida importância suficiente para que seja agradecido (mesmo que por um ex-combatente imbecil).
3 - Jerónimo fala para o eleitorado do PCP e faz a campanha completamente colado ao partido o que pode não lhe ser muito favorável na medida em que lhe pode danificar a simpatia que conquistou na campanha das legislativas.
4 - Alegre tem um percurso muito comparável ao de Cavaco: começa com uma aura que é querida ao seu eleitorado (no caso, o inconformado defensor da liberdade) mas, à medida que vai falando, os disparates sucedem-se e o eleitorado de Esquerda talvez não vá na conversa patrioteira ou na proposta de criação de um exército da CPLP.
5 - Louçã teve um começo modesto mas mostrou estar em plena forma no debate contra Cavaco enfrentando-o e empurrando-o para onde queria. Se Louçã conseguir manter este nível de intervenções públicas (a intervenção que teve na Madeira também foi muito decente) e acabar de uma vez por todas com as alusões da filhas (próprias ou de terceiros), talvez obtenha um resultado muito positivo nas eleições e, mais do que isso, talvez consiga puxar o debate da campanha para questões importantes que desmistifiquejm a aura de Cavaco.
6 - O modelo dos debates é o reflexo de uma americanização da política cada vez mais insuportável. Além do mais, a qualidade jornalística dos moderadores da TVI roça a nulidade e tanto Miguel Sousa Tavares como Constança Cunha e Sá revelam a sua imbecilidade na má condução do debate e na procura de protagonismo do estilo "aposto que não sabias que eu estava por dentro deste assunto! A ver se te safas desta!".

domingo, dezembro 11

M.V.A.

Veja-se esta, esta e esta curtas e brilhantes reportagens políticas sobre as presidenciais.

sábado, dezembro 10

«Uma boa revista de Esquerda»

Apesar do proveito abusivo e de circunstância que Henrique Raposo retirou da nova revista Democratiya, «afinal, ainda há esquerda». Não propriamente devido aos argumentos e interpretações fornecidos pelos autores em matéria estrita de relativismo, multiculturalismo e pós-modernismo, que, em bom rigor, muitas das vezes não são senão lateralidades polémicas viciadas e inconclusivas, mas pelo valor que a publicação adquire quando procura induzir uma revisão dos quadros teóricos dominantes nas formações políticas autoproclamadas críticas e alter/pseudo-globalistas, acantonadas no oposicionismo errado e, pior que isso, inofensivo. A denúncia, mais ou menos agressiva, mais ou menos complacente, do primitivismo em que a herança socialista e radicalista filiou o discurso ideológico e a agenda política das esquerdas europeias vocacionadas para o reviralho (que em muito pouco dignifica o seu desempenho quando confrontadas com as restantes contelações políticas da modernidade) consegue abrir campo à complexidade da governação democrática e desbloquear as institucionalidades políticas que a verdade das "ruas" e da "base" invalidou e de onde se demitiu de participar progressiva e empenhadamente:

«Democratiya believes that in a radically changed world parts of the left have backed themselves into an incoherent and negativist 'anti-imperialist' corner, losing touch with long-held democratic, egalitarian and humane values.»

segunda-feira, dezembro 5

depois das ferias!!!!

Após umas reconfortantes ferias no talasnal, estou de volta. Perdão por não ter respondido às enumeras solicitudes a que fui sujeito mas até o mais vil dos Homens tem necessidade de descansar, quanto mais eu!
1- Muito obrigado Nelson por me teres dedicado uma música.
2- Muito obrigado pela irritação geral.
3 -muito obrigado pelo desconforto.
4-muito obrigado pela prática política nefasta.
5-muito obrigado, amigo Alberto, pela SMS.

Sinto-me terrivelmente nas nuvens!

ps. Nas próximas eleições presidenciais eu voto branco por não acreditar que existam candidatos de esquerda que assumam como seus os tristes olhares de quem trabalha e de quem é explorado. Não votarei louça, não votarei Mário soares, não votarei Manuel alegre, não votarei Jerónimo, não votarei garcia, não votarei cavaco. Usarei o meu voto em branco como sinal de protesto, pois acho que só essa votação é uma votação na transformação social! (ao que isto chegou, o único voto construtivo ser em branco)

Paira um espectro na Academia - o espectro do Tropical

E o Sr. Madeira? Desempenhará algum papel importante na mega-conspiração?

É curiosa...

a paranóia persecutória que se instalou entre membros de algumas seitas.

domingo, dezembro 4

ao Gaminha: "Like a Prayer", da Madonna...

Life is a mystery
Everyone must stand alone
I heard you call my name
And it feels like home

chorus:
When you call my name, it's like a little prayer
I'm down on my knees, I wanna take you there
In the midnight hour, I can feel your power
Just like a prayer, you know I'll take you there

I hear your voice, it's like an angel sighing
I have no choice, I hear your voice
Feels like flying
I close my eyes, Oh God I think I'm falling
Out of the sky, I close my eyes
Heaven help me

(chorus)

Like a child you whisper softly to me
You're in control just like a child
Now I'm dancing
It's like a dream, no end and no beginning
You're here with me, it's like a dream
Let the choir sing

(chorus)

Just like a prayer, your voice can take me there
Just like a muse to me, you are a mystery
Just like a dream, you are not what you seem
Just like a prayer, no choice your voice can take me there

Just like a prayer, I'll take you there
It's like a dream to me.

quinta-feira, dezembro 1

Eleições DG ( IIIIIIIIIIII )

Parece que um ar por mim colocado tem causado uma doce irritação. Para todos esses, por ai irritados, apenas tenho a dizer que compreendo essa vossa irritação. E ao que parece ela foi acentuada pelas críticas da direcção do bloco, criticas essas centradas na falta de capacidade política dos seus quadros em Coimbra. Para todos aqueles que finalmente compreenderam que o sectarismo não constrói mas destrói, que no café não se faz politica mas amigos, apenas digo "bem vindos" e que o que nos desuniu assim o faça por muito tempo pois é esse o mais forte sinal que estamos no caminho mais correcto, é sinal que o caminho que percorremos é o que dá resposta aos problemas "não relativizados" de quem pena para sobreviver, de quem chora para sorrir.

" Todas as revoluções são impossíveis, até serem inevitáveis "