domingo, outubro 31

sábado, outubro 30

sexta-feira, outubro 29

... a olhar para um palácio.


quinta-feira, outubro 28

Ele saber, sabe...
O terceiro capítulo do ensaio que Pacheco Pereira (JPP) tem vindo a publicar no Público constitui a maior prova do seu cinismo. Pelos melhores motivos. É um texto que procura problematizar historicamente os territórios políticos (esquerda / direita) em que se ancoraram as principais agendas reivindicativas dos dois últimos séculos, onde que se fundou e produziu a mais engajada literatura ideológica, onde se espacializaram conflitos políticos como práticas identitárias apostadas em disputas sistémicas, no fundo, onde se tem vindo a protagonizar o exercíco do(s) poder(es). Reconhecida a porosidade que a segunda metade do século XX trouxe às fronteiras desses enunciados do discurso e da acção, JPP, em nome da recomposição reformista e criativa das heranças plurais que esses territórios legaram, retira a mais precipitada das conclusões: o seu fim. Amnésia colectiva, portanto. Essa tem sido, de resto, a solução que mais tem contribuído para a desconfiança (à esquerda e à direita, por motivos diametralmente distintos) relativamente ao desafio da reinvenção da cidadania política (gambuzina, segundo Fernando Gil). Pelo contrário, a oportunidade de que uma (embrionária) transição paradigmática é portadora convoca novas formas de apropriação da esquerda e da direita como cosmovisões politicas renovadas e destituídas do peso que os actores tradicionais exercem. Será, talvez esse, um outro "olhar para o mundo de forma criativa".

Agora é que vai ser!

"a Torre da Cabra e a estátua de D. Dinis serão cobertas com faixas negras e apelou-se a que os estudantes pendurassem capas ou panos pretos nas janelas" - www.acabra.net

"os estudantes decidiram banir da comunicação oficial a designação respeitosa de 'magnífico reitor'" - ultimahora.publico.pt



Agarrem o Miguel Duarte que ele vai doido!

domingo, outubro 24

Actualização

Maria Manuel Leitão Marques responde a um mail que eu lhe mandei no Causa Nossa.
É interessante vêr os últimos comentários de Vital Moreira e Maria Manuel Leitão Marques sobre a questão carga policial/propinas/invasão do senado no Causa Nossa (Link ao lado) e como Pacheco Pereira concorda na íntegra com as posições da última n Abrupto (link tb ao lado).

sexta-feira, outubro 22

Ultrapassagem pelos acontecimentos

A psicologia de massas, e daí a dinâmica social, tem artimanhas surpreendentes. Basta ver estudantes a levar porrada da polícia para, com as mesmíssimas pessoas de ontem, tudo mudar subitamente hoje. Jovens oportunistas politiqueiros passam a defender hoje as posições que ontem censuravam ao diabo, perdão, ao radicais esquerdistas. A direita desaparece. Chega-se a um plenário mais cheio que muitas Magnas, e as posições agudizam-se até ao impossível parecer subitamente possível -- se a suspensão da Latada fosse a votação no final, tinha passado, tal a ebriedade do momento. Ainda assim, nenhum núcleo terá barraca no local dos concertos. Nestas alturas, o poder está lá para refrear ânimos, e assim aconteceu. Miguel Duarte, "se dependesse do seu coração" (!), acabava já com a Latada. Em suma. haverá Latada, pois claro, que a roda de Jugernauta do dinheiro não pára perante forma alguma de consciência colectiva, a não ser em casos-limite históricos (revolução). Ainda assim, sai daqui algo que há dias nem os mais sonhadores esperavam. Os próximos dias hão de mostrar-nos mais concretamente o quê.
É como as sondagens, vale o que vale, no entanto: http://www.petitiononline.com/UC_Unida/petition.html
Pois é, se não fosse o PCP e a JS, não saía nem uma linha sobre os acontecimentos de Coimbra no Público de hoje. Posso estar enganado porque consultei a versão on-line mas o único artigo que vi sobre o assunto foi este http://jornal.publico.pt/2004/10/22/Sociedade/S10.html e agradou-me. Pelos menos há partidos que não se ficam pelas palavras encorajadoras! Mexem-se também! Ou será que anda tudo muito ocupado a tentar organizar um debate para saber a opinião do presidente da DG-AAC sobre a evasão fical?

quinta-feira, outubro 21

Não estou em Coimbra. Não sei como é que estão as coisas aí a não ser pelo filtro da comunicação social. Mas se depois de hoje à noite, não suspenderem a Latada e não decretarem greve à porta fechada de toda a Universidade, fico fodido.
"Ministro diz que não houve carga policial sobre estudantes em Coimbra" em http://www.rtp.pt/index.php?article=132451&visual=16

Hmm... Cá para mim nem sequer houve manifestação! Pensando menlhor, ninguém me garante que houve reunião do Senado... Mais um passo rumo a 1984.

terça-feira, outubro 19

Não deixaremos encarcerar o (direito ao) protesto.

(pelo colectivo do Foi um ar que se lhe deu, ouso)

segunda-feira, outubro 18

Novilíngua

Segundo o Público em http://jornal.publico.pt/2004/10/18/Mundo/I01.html:

"obrigar os prisioneiros a permanecer em roupa interior, sentados numa cadeira com as mãos e os pés acorrentados a uma argola no chão, forçando-os a suportar luzes fortes e música rock e rap altíssima, ao mesmo tempo que o ar condicionado era ligado no máximo [durando]até 14 horas" não passa de "técnicas de interrogatório comparáveis à tortura"

A tortura propriamente dita, é muito diferente! A principal diferença é que o termo não é aplicável aos Estados Unidos. Afinal de contas, segundo Rumsfeld, "infligir dor moderada ou breve não constitui necessariamente um acto de tortura".

Se Guerra é Paz, então tortura pode muito bem ser... diplomacia?

domingo, outubro 17

Falta-lhes um... je ne sais quoi...

O indigitado comissário europeu para a Justiça, Assuntos Internos e Segurança, Rocco Buttiglione, não tem dúvidas: Mães solteiras não são... "muito boas".




E o reitor? Bateu no Renato?

segunda-feira, outubro 11

Na primeira página do Público de hoje: "Estado Poupa 38 Milhões com Medicamentos, Doentes Gastam Mais 6,7 "

No Público online: "Secretária de Estado defende limite para despesas com medicamentos nos Orçamentos de Estado. A secretária de Estado da Saúde lamenta o aumento "sem justificação nenhuma" dos gastos com os medicamentos e defende que seja fixado um limite para despesas com medicamentos nos Orçamentos de Estado."

Hmm...

quinta-feira, outubro 7

queiram ver este atentado à moral de AJJ

terça-feira, outubro 5

Fim do Serviço Militar Obrigatório: Suma Leviandade

Em resposta a este hilariante artigo http://jornal.publico.pt/2004/10/05/EspacoPublico/O05.html mandei esta carta para o Público. Como não vai ser publicada, aqui vai:



À parte qualquer aspiração sociológica de João José Brandão Ferreira (JJBF) levada a cabo no mencionado artigo de forma disparatada. A opinião de que houve uma "errada e errónea avaliação da situação, nomeadamente no que toca ao julgamento que a opinião pública (mesmo na sua componente mais jovem) vem da mesma pessoa que afirma que um dos maiores problemas com o fim do SMO é a incapacidade de "recrutar voluntários"? A falta de qualificações dos voluntários espelha, precisamente, a forma como o Serviço Militar é encarado como recurso, como forma de obter um emprego remunerado.
Quanto à "teoria da conspiração", nada a dizer. O que dizer do financiamento dado a uma instituição que apenas serve para fazer trabalho de policiamento (logo, próprio de forças policiais) e levar a cabo guerras "humanitárias"? E o ataque à IM? Será feito através da sistemática ocultação de um regime de Serviço Cívico alternativo cujos requisitos são absolutamente ridículos e que consiste(ia) em 7 meses de trabalho de escravo numa qualquer instituição pública? No que diz respeito às "referências da sociedade", JJBF indica claramente o que torna a IM anti-democrática e as razões pelas quais ela devia ser abolida, pela defesa dos valores democráticos e de liberdade.
A sociedade autoritária preconizada por JJBF está a anos-luz das revindicações democráticas pelas quais nos devemos bater e representa na perfeição o produto da IM. Agradeço, portanto, a JJBF o excelente artigo contra o militarismo e a Instituição Militar.

domingo, outubro 3

UniverCidade: Deus, Pátria e Família

"O reitor da Universidade Católica Portuguesa considera que um dos factores que contribuem para o insucesso dos alunos do ensino superior é a existência de uma pressão da indústria de diversão nocturna. Manuel Braga da Cruz defende que o poder político deve intervir na regulamentação desses espaços de modo a que os estudantes não os frequentem tão intensamente."