quarta-feira, dezembro 29

Pior a emenda que o soneto...

«Referindo-se a "diversas fontes da segurança social, que pediram anonimato", o DE, que ontem noticiou o adiamento dos pagamentos para Janeiro, escreve hoje que o "ministério ordenou o imediato processamento daquelas prestações, de forma a travar os efeitos políticos decorrentes da notícia ontem publicada".
De acordo com as fontes contactadas pelo jornal, o receio dos efeitos políticos terá justificado a conferência de imprensa do PSD ainda antes da divulgação da nota oficial do próprio ministério, ?que sugeria intenções políticas por detrás da publicação da notícia?.
O DE noticiou ontem, com base em informações recolhidas e numa circular interna de um centro distrital (exibida ontem na televisão), que o "Governo ordenou o adiamento do pagamento dos subsídios de desemprego e doença que deveriam ser pagos a 27 e 29 deste mês para 2005".
Na circular, o Governo justificava a decisão com dificuldades no pedido de verbas ao Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social.
Tal como o jornal referiu, o adiamento dos pagamentos permitiria ao Governo "aliviar" as contas deste ano, permitindo também manter o défice orçamental abaixo dos 3 por cento.
»
Dia 29 de Dezembro de 2004, no Público-ponto-pêtê

Pior que a notícia divulgada ontem pelo Diário Económico foi o "desmentido" do Governo, largas horas depois da publicação do jornal. "Desmentido" esse que não tem outro objectivo que não o eleitoralista: se a notícia não tivesse chegado aos ouvidos de potenciais eleitores, os subsidios de desemprego e de doença só seriam (e provavelmente serão...) pagos em Janeiro.
Sem dúvida, o PQP-PSD no seu melhor...

domingo, dezembro 26

"No movimento estudantil, não vemos quaisquer indicadores de reorganização à esquerda à excepção da confirmação do fenómeno Ruptura em Coimbra e da fraqueza da JCP nesta cidade. Nas últimas eleições para a academia coimbrã, o Ruptura voltou a ter capacidade para apresentar uma lista com 60 candidatos, articulou esforços com jovens camaradas do PSR ? a direcção do PSR era contra a sua participação na lista ? e obteve 16% dos votos, ao passo que a JCP nem sequer formou lista ou jogou o apoio da sua máquina numa lista. "
in programa aprovado no congresso do ruptura/fer - 2000.

Oiçam lá...
isto é mesmo, mesmo verdade?


sábado, dezembro 25

Também tenho esperança!

Também eu tenho uma «esperança reforçada»... a esperança que percam as eleições!!

quarta-feira, dezembro 22

Felizmente, os blues (ainda) não morreram II.




terça-feira, dezembro 21

Felizmente, os blues (ainda) não morreram.



sexta-feira, dezembro 17

E não chega? A pova é que há deles que até fumam!

terça-feira, dezembro 14

segunda-feira, dezembro 13

domingo, dezembro 12



Ao PR, recomendo isto.

sábado, dezembro 11

A infantilidade continua.
Assim (não) foi...

sexta-feira, dezembro 10

"E quem seria o felizardo, que lhe herdaria o ninho? Quem viria ouvir as longas conversas à lareira, no inverno, quando a chuva escorregava dos beirais e o vento norte soprava?"
(Miguel Torga, Bichos)
Fala perene
"Vem de todos os lugares
vem dos mares
vem dos lares
dos altares
dos bazares"

quinta-feira, dezembro 9

Esta sim, é de «campionato»!

Quando abri hoje a minha caixa do correio deparei-me com um envelope que tinha como remetente «Campeonato nacional da língua portuguesa», o problema é que o «Campeonato nacional da língua portuguesa» enviou o envelope para o 2º Esquerdo «Trazeiras».


quarta-feira, dezembro 8

terça-feira, dezembro 7

Fecha lá a gaveta de uma vez

Abro a gaveta

onde se esconderam uns fantasmas

(...)

Tenho medo da gaveta

e desses seus conteúdos

que poderão trazer de volta os fantasmas,

os que guardei e os que se esconderam

apenas esperando o tempo

de se apresentarem à minha solidão

e desesperança

para cobrar a vida que não tivemos

eu e os meus predecessores, eu

e os meus perseguidores,eu

e os que não me amaram, eu

e os que não pude amar.

Esses fantasmas todos

perdidos e escondidos

nestas gavetas de ventos e de fantasias

entreabertas pelos vácuos de minha vida

e depositárias, como fantasmas,

dos anseios do tempo inteiro,

e do que restou de minha inocência

dos anos de luz, esses curtos anos

de mitos e fantasias

realizados no cristal da infância.

("Os Fantasmas" - Álvaro Pacheco)

segunda-feira, dezembro 6

Será que eles sabem de alguma coisa que eu não sei?...


Maria Filomena Mónica e a... "nomenklatura sociológia"
1. Essa senhora já perdeu, como sabemos, a faculdade de espantar e indignar o leitor: quando não sabe do que fala, fala apenas para quem não sabe - e cito: "Os seus devaneios destinam-se tão-só a fazer corar as meninas das aldeias.".
2 . Não compro o teu comentário: não podes inferir da crítica medíocre dessa senhora a mediocridade do (tanto) que é criticado - embora o faças por apriorismos outros... O recurso à poesia é apenas paródia reles que visa menorizar a produção científica de BSS. E é aqui que deixamos de brincar aos poetas.
3. Se há coisa que é cara à sociologia é a capacidade de relativização. Crítica. É um patamar epistemológico mínimo. A lábia do "tudo se equivale" é patológica. Tal como essa senhora, que procura repudiá-la em BSS, mas, azar dos azares, não lha detecta - tavez por isso seja desonesta. Talvez por isso aproveite o estado da maré para espingardar disparates etnocêntricos primários. É deixá-la...
4. Em todo o caso, é meritório o seu trabalho de panfletagem: "Na luta, há que apontar à cabeça.". Pois que vá lutar para a puta que a pariu.

MFM vs BSS. Round 1! Fight!

Maria Filomena Mónica passou-se. Volta a atirar-se a BSS num estrebuchar tal que, ao dizer não relevarem as suas críticas "de uma qualquer obsessão, causada sabe-se lá por que rasteiros motivos", revela-se de um ardil - perdoem-me a parcialidade - sumamente feminino.

Pelo caminho, presta excelentes serviços, nomeadamente ao atirar-se de vez aos poemas eróticos do BSS jovem, que anteriormente retivera sob ameaça de revelação:

(Labirinto)
> "A rua retesada/ guarda todos os sinais/ (...) faz parte deste tiro/ estar no
> alvo/ e retirar-se/ faz parte desta gota/ ser a taça e alagar-se/ faz parte deste
> cisma/ ter entranhas e sujar-se/ faz parte deste coito/ estar a um canto a
> masturbar-se"

(Ode à Infância)
> " ...nas ruínas do ciclone de quarenta/ trabalho manuais sem mestre nem montra/
> entram chefes guerras caracóis/ tesouras e pauzinhos/ nas rachas das meninas/ na
> catequese é em coro/ e em filas/ no escuro dos intervalos/ medem-se as pilas/
> Boaventura tens quebranto/ dois te puseram três te hão de tirar/ se eles quiserem > bem podem/ são as três pessoas da Santíssima Trindade...". Que tal?

Magistral! Obrigado, MFM! Conclui ela então, num provincianismo tão ironicamente tocante...

> Nos salões pequeno-burgueses do centro do país, estas coisas ainda devem ser
> apreciadas. Para vergonha do país. (...) Mas que esperava eu (...)? Não deveria
> saber que o mais certo era deparar-me com as delícias, delíqueos e delírios que
> agitam os arcaicos cérebros de Coimbra quando lambuzados com o verniz dos crânios > que se passeiam por Wisconsin?

De seguida, passa para terrenos mais teóricos, ou seja, para a negação ofendida e fundamentalista do relativismo cultural representado por BSS. Mas, da forma típica daqueles que procedem tão canhestramente, acaba por descambar no culto manhoso da superioridade ocidental:

> Não, nem tudo se equivale. Há sociedades mais iguais, mais livres, mais dignas do
> que outras. Sei que, se optar pelo caminho do adultério, jamais serei apedrejada
> em Portugal. O mesmo não me podem garantir as sociedades onde funcionam "as
> justiças" locais.

Chamo a isto crítica cretina do cretinismo. Para parafrasear toscamente Hegel, é a pura negação do positivo processando-se inteiramente no terreno deste, nunca o transcendendo, e reforçando assim inconscientemente os seus fundamentos. Há no entanto uma diferença entre cretinismo emancipatório e cretinismo discriminatório - o 1º pode fazer mal querendo fazer bem, o 2º faz seguramente mal, e frequentemente nem quer outra coisa. Infelizmente para nós e, embora por razões diferentes, para BSS, vamo-nos habituando a ver esta sociedade, tão perfeita e democrática, macabramente proclamar o seu desejo de "civilizar" os islâmicos fanáticos e fundamentalistas, como outrora civilizava os judeus dissimulados e gananciosos - salvaguardada a devida distância.

Como exercício de crítica séria e substantiva, uma nulidade. Como proposta de alternativa, uma cretinice. Como matéria prima para a sociologia dos sociólogos, um tesouro!

domingo, dezembro 5

Um!, dois!, três! tiros certeiros. Dois na barriga e um no olho esquerdo. Ele ainda fica para lá com espasmos mas já morto. Em vez de sangue deitou lama. Creio que seja normal: ele era uma pessoa muito má! Além do mais, naquele dia, usava uma meia de cada cor. Bem feito!
piu piu piu - TATATATATATATARARATATA- iiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu...... Pum.splash splash

"tr afasta-se"

o cadáver do passaroco murmura:

o foiumar tornou-se numa " no birds flying over zone"





sábado, dezembro 4

Aviso à navegação
(ou a qualquer passarinho que por aqui passe)

Mais vale um Novembro na mão, do que um Abril a voar.

Tento alarido para quê? Está aqui tudo bem explicadinho!

"As vozes discordantes são de pessoas que não estão informadas" - M. Graça Carvalho (no link em cima)

Toma lá, vai buscar!
Então e acatar as decisões do Presidente da República com espírito democrático e respeitar o normal funcionamento das instituições democráticas, não? Ou isso é coisa demodé dos tempos em que o Presidente da República nomeou um tal de PSL para o governo?
Um passarinho andava calmamente a voar sobre o blog e comentou.. " então... mas eles não dizem nada sobre o 25 de novembro?"

quarta-feira, dezembro 1

Bom, já sabemos que podemos esperar uma mobilização que, a nível "estático" vai ser fantástica. O que pergunto é: para quê? De que porra é que nos vai servir a mobilização se vamos ter uma DG que não a quer direccionar?

Até agora só tínhamos que nos preocupar com as resistências "naturais" a medidas mais radicais. Agora, além dessas, ainda temos o MSES que vai tentar a todo o custo que elas não passem apenas por virem de onde vêm.

O papel do MUDA no meio disto tudo é continuar (acompanhado ou sozinho) a fazer o que tem feito. Pode correr o risco de se isolar mas sejamos pragmáticos, uma lista que tem quatrocentos e poucos votos não é propriamente consensual. Além do mais, se não o fizer corre o risco de definhar e de deixar definhar a vontade que têm quatrocentas e poucas pessoas que querem fazer alguma coisa (ou se enganaram a pôr a cruz).
Dissolvê-mo-lo?

"Tivemos uma mobilização a nível estático... acho que fantástica."
Fernando Gonçalves (Guterres)
Viegas, Lomba e Mexia fora do mundo

Aqui, à esquerda. , nem por isso.