segunda-feira, maio 25

Complexos Músicais da Esquerda Portuguesa

Alegro
Sempre fiquei espantado em como o espírito revolucionário e libertário dos camaradas de diferentes facções politicas da esquerda e o seu comportamento em relação à música. Excluo desta análise o PS, por não o incluir na esquerda; e o PCP por causa da Festa do Avante onde mostra que em termos musicais é um partido onde as várias culturas e correntes podem coexistir e ser respeitadas sem que isso interfira com ideologias e práticas partidárias.

Allegro ma non troppo
Analisemos então quais os gostos e os porquês, da esquerda que nos sobra.
- Canta Autores dos períodos revolucionários das décadas de 60 e 70. Por motivos óbvios.
Vivace
- Reggae. Principalmente por estar associado a drogas leves e não tanto pela sua mensagem que muitas das vezes é relacionada com motivos religiosos.
- Hip Hop(e coisas do género). Pelo cariz intervencionista dos textos e o espelhar das realidades sociais de certas comunidades.
- Músicas do Mundo. Porque todas estas correntes e/ou partidos são internacionalistas e porque agora virou moda.
- Indy. Já passou de moda...

Presto
Resta-nos muita música. E o que é que acontece àqueles que ouvem Pop, Rock, Punk, Metal, Progressivo, Trance, House, Clássica, Jazz... Bom! Estas minorias são marginalizadas. E pergunto-me que critérios haverá para ser aceitável marginalizar alguém pela música que ouve? Se calhar são pretos ou paneleiros...!? Talvez sejam romenos ou ciganos!? Mas esses não são discriminados. Se calhar são fascistas ou nazis???? Pois só pode ser isso.

Adágio
Os mesmos que bradam pelas liberdades individuais, pela igualdade de géneros, os mesmos que lutam por um mundo mais justo, pela anti-globalização são afinal praticantes de um fanatismo religioso musical.

E para provar de que falo de uma realidade portuguesa vejam um exemplo em frança:

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