terça-feira, setembro 30

somos tod@s filh@s de emigrantes!!! primeira, segunda, terceira geração!!! [por muito que doa ao Portas]
somos tod@s caloir@s!!! primeira, segunda, terceira, ..., oitava matrícula!!! ou melhor (e que tal??): som@s tod@s iguais!!!!

sábado, setembro 27

Começo a lamentar a minha ausência.
Mas de que raio falam vocês com tanto apreço (estou a ver o concerto do Jorge Palma)?

Estará a Super FEUC a ser tomada por comunas?
Será que o JB (whyskey???) vai ser caloiro?
Será que o Mario pede a Joana em casamento?
Quem será expulso da casa mais famosa do país?
Será que VHS e rantamplan são duas faces da mesma pessoa?

Quem me responde a estas perguntas que me atormentam o espírito?

Já agora:

We're gonna play some pool
Skip some school
Act real cool
Stay out all night
It's gonna feel alright

Bruce Springsteen - Rosalita (come out tonight)

sexta-feira, setembro 26

"Isto ca em Portugal, os comunistas sao todos catolicos." - JB: e por isto que a Faculdade de Economia esta a ser tomada. Sapos e cedencias...
THE POOL PLAYERS
SEVEN AT THE GOLDEN SHOVEL

We are real cool. We

Left school. We

Lurk late. We
Strike straight. We

Sing sin. We
Thin gin. We

Jazz June. We
Die soon.

Gwendolyn Brooks

Comentário: "Muito Jazzistico"
os esquerdalhos estão a tomar conta dos núcleos da faculdade de economia! é a + pura verdade! tremei ó reaccionários! hoje a FEUC amanhã a Academia!!
palpita-me que vem aí um poema...

quinta-feira, setembro 25

O Zé, um dos autóctones aqui do jardim, despertou-me a atenção para um documentário da BBC, transmitido em 2000. Aqui. Mete o Wesley Clark, candidato democrata, à frente nas sondagens, para as eleições nos EUA, os russos, Kosovo e a terceira guerra mundial...
E é este o candidato DEMOCRATA!

quarta-feira, setembro 24

Mas como é que é possível que o VHS seja tão burro???
Que figura triste que ele está a fazer na Sic Notícias! Mas quando é que ele (e toda a gente) que as propinas não são más porque não são precisas para manter o ensino, não são más porque há pessoas que não as podem pagar, não são más por causa do que está disposto na Constituição.
As propinas são más sem mais nada. É errado pagar pela educação. Não há mais razões. A posição contra as propinas tem que se uma posição de princípios e não de situação. Não há maneira de as propinas serem aceitáveis. Nem que seja 5 cêntimos. Logo, elas não são erradas por serem caras.

MAS QUE BURRO!!!!!

quarta-feira, setembro 17

o Gastão voltou a casa!! quem raio é o Gastão (devem estar vocês a perguntar-se)?? cambada de incultos! não leêm jornais!! bastava terem seguido a "novela" do Gastão ontem no Correio da Manhã e no 24 Horas e hoje (apenas) no 24 Horas; esses marcos da informação de referência em Portugal! :)
o Gastão é o cão de Ferro Rodrigues, pá!
ontem á noite (ao jantar nas cantinas) VHS tentou "espicaçar-me" [quando "brincava" com ele sobre o Gastão (também ele não sabia de nada, mas ele já tod@s nós sabemos que não lê jornais, não lê, ponto.)] ao dizer-me que tambêm tinha cães, dois até. tive uma ideia de resposta a VHS muito boa mas segurei-me [achei-a demasiado agressiva para a época que passamos: regresso de férias, tod@s saudos@s uns/umas d@s outr@s] era então dizer ao VHS que ele até já tinha conseguido ser manchete do Tal & Qual, mas que para chegar a fazer primeiras páginas do 24 Horas ou do Correio da Manhã ainda lhe falta um bocadinho... assim!
graças (não a Deus mas) ao 24 Horas o Gastão voltou a casa! graças a deus!!! o país agradece, encarecidamente! "back to bussiness", ou será?, "busines as usual"?

sábado, setembro 13

Pois é... pela minha parte, pequeno interregno...

quinta-feira, setembro 11

No seguimento do post anterior, do Tom Joad:


Força é pois ir buscar outro caminho !
Lançar o arco de outra nova ponte
Por onde a alma passe – e um alto monte
Aonde se abra à luz o nosso ninho.

Antero de Quental - excerto de A Idéia
No dia 11 de Setembro talvez fosse interessante largarmos por momentos o escape confortável que é a explicação dos ataques e tentássemos perceber os acontecimentos num plano mais global.
Porque o 11 de Setembro seja no Chile ou nos EUA é sempre condenável. Completamente condenável.
Efemérides(1)

No dia 11 de Setembro de 1891, Antero de Quental compra um revólver e, às 20 horas, no lado norte do Campo de S. Francisco, em Ponta Delgada, suicida-se com dois tiros.


"Ó bem haja o poeta, o justiceiro do ideal, que possuído de uma cólera inexorável e sagrada, te pegou por uma orelha, te arrastou para a praça pública, e ali, à luz terrível que escorre dos seus versos vingadores, te arrancou a máscara, te despojou da capa e do sombrero aventureiros, te quebrou a guitarra embaidora – e então, apresentando-te ao povo nos trajos de saltimbanco ralaço, que fostes, és e sempre serás, te escreveu na testa, com letras de fogo, a sentença da consciência pública: «não passas de um tolo mau»."

ANTERO DE QUENTAL («A Morte de D. João», in Província, Vila Real, 1874; rep. in Prosas II).


P.S: Vêem... a esquerda não usa só o 11 de Setembro de 73 no Chile para minorar o 11 americano...
P.S.2: Inauguro aqui a secção Acontecimentos que a esquerda deste blog usa para desprezar o 11 de setembro americano
De pé, ó vítimas da fome!
De pé, famélicos da terra!
Da ideia a chama já consome
A crosta bruta que a soterra.
Cortai o mal bem pelo fundo!
De pé, de pé, não mais senhores!
Se nada somos neste mundo,
Sejamos tudo, oh produtores!

Refrão
Bem unidos façamos,
Nesta luta final,
Duma Terra sem amos
A Internacional.



Os famélicos da Terra aplaudiriam mas têm demasiada fome para levantar os braços...

quarta-feira, setembro 10

As mulheres... são como os caranguejos...

O caranguejo com a maré baixa sai da sua toca, pavoneia-se, apanha banhos de sol, seduz os incansáveis humanóides que insistentemente persistem em o tentar agarrar, com vista a uma possível boa refeição ou só pelo gozo de capturar tão furtivo animal... com a subida da maré, regressa à toca, desaparece, mais ninguém lhe põe a vista em cima.
Com as mulheres dá-se um fenómeno semelhante, claro que diferente mas bastante semelhante. Basta observar o seu comportamento ao longo do ano, com particular contraste nos periodos quentes, o verão e a primavera, e frios, o outono e o inverno. O paralelismo com o caranguejo reside na semelhante entre as marés baixas no caranguejo com os periodos quentes nas mulheres e das marés altas nos caranguejos com os periodos frios nas mulheres. Passo a explicar, a mulher no inverno esconde-se, tapa-se, foge ao olhar mais atento, evita o "aparecimento", tal como o caranguejo na maré alta... pois que no verão, tal como o caranguejo na maré baixa, mostra-se, "aparece", faz-se notada, torna-se visível, parece-se sair de todo o lado, saltar à vista...
Interessante fenómeno este... pessoalmente não me importa o porquê... só tenho pena que a maré baixa não percorra o ano todo...

sexta-feira, setembro 5

O Avante... festa bonita.(outrora)
O Avante... excelente programa.(outrora)
O Avante... bela fonte de receitas para o Partido.(outrora)
[nota: há quem se preocupe com a nova lei dos partidos e a festa do Avante. Não há motivo. Cria-se uma associação para a Festa e pronto...]
O Avante... a camaradagem.(agora só para alguns, os outros são da CIA)
O Avante... a cordial discussão em torno de ideias díspares.(bem... nunca foi assim. neste caso mantém-se viva a "tradição")
O Avante... espaço de reencontro.(outrora. hoje ninguém vai)

O Avante... a recorrente dúvida em torno da dualidade vou/não vou.(esta mantém-se)
O Avante... porque continuo lá a ir?

P.S.: Este ano perguntar-me-ei ao olhar as pessoas: será que tem um blog?
Enganei-me... sei que não é desculpa mas... o álcool... No post anterior. É Luís Filipe Pereira (é o nome do meu irmão! irra.) e não Vieira...
Desculpem lá, mas ao afirmar que, tecnicamente, de acordo com as regras da OMS, e em Portugal, morreram quatro pessoas devido ao calor neste verão, Luís Filipe Vieira esqueceu-se de explicitar exactamente o teor dos critérios da OMS: referem-se à combustão humana espontânea por milhão de habitantes...
MEU DEUS!!!
OH!!! A DESILUSÃO!!! O SUPREMO DESGOSTO! QUE TRISTE SURPRESA! QUE FACADA NAS COSTAS!

"fique bem claro que defendo o envio de forças da GNR para o Iraque" - Palavras de JPP

Despeço-me...
sniff....
"In a many dark hour
I've been thinking about this
That Jesus Christ was
Betrayed by a kiss
But I can't think for you
You'll have to decide
Whether Judas Iscariot
Had God on his side

So now as I'm leaving
I'm weary as hell
The confusion I'm feeling
Ain't no tongue can tell
The words fill my head
And fall to the floor
But if God is on our side
He'll stop the next war"

Bob Dylan - With God on our side

(Eu) - E perguntam vocês: Mestre!
(Todos) - Mestre!!
(Eu) - Oh mestre!
(Todos) - Oh Mestre!!
(Eu) - Para que raio servem as forças armadas?
(Todos) - Para que raio servem as forças armadas?
(Eu) - Ah! Tanta coisa haveria a dizer sobre as forças armadas mas infelizmente... elas não existem. São um circo.

quarta-feira, setembro 3

Uma falha imperdoável que colmato agora, ainda a tempo de não ser julgado pelo Juízo Final. A inclusão na lista de links de alguns blogs. A conta-gotas ficará completo... Acrescento agora o T-Zero e o Muro Sem Vergonha - este que acabou de colocar no seu blog um artigo de José Neves, que reparei hoje (!!), faz parte da equipa, publicado no Público há alguns dias. Existem vários pontos com os quais fiquei indignado mas que, a seu tempo, explicitarei...
Cidadania (4)

Cada uma das pessoas intervenientes na discussão relativa ao exercício da cidadania parte de pressupostos diferentes para basear o seu raciocínio. Penso provir daí algumas confusões entre cada um de nós. Em vários pontos - devido a uma visão totalizante que é necessária neste debate - parte-se de convicções pessoais, ideologias, raciocínios lógicos, etc, que cria várias peças para o mesmo local do puzzle. A título de exemplo, a própria Natureza humana está em causa no debate: será que o ser humano é, por natureza, competitivo e egoísta? E essa Natureza é mutável ou imutável? Provém de que dados? E quais os factores que a permitiriam mudar, se fosse esse o caso? etc... Também a definição de cidadania está em causa! Se fosse criado um consenso nestas bases, pelo menos para efeito de dar um passo mais além na discussão, sem dúvida que o rumo seria outro. De qualquer modo, penso serem demasiadas e profundamente divergentes as visões para criar um conjunto de premissas aceites para todos.
Cidadania (3)

André Soares, através de uma entrada no mar salgado, levanta uma questão fundamental para esta discussão. Pressupõe que, para o alargamento dos espaços de cidadania dentro das esferas de decisão, é necessária uma reforma no sistema democrático no sentido de ultrapassar a hegemonia partidária. Assim, em detrimento das organizações de cidadãos como meros lobbies, grupos de pressão, condicionantes de decisões, defende a sua inclusão, a par dos partidos, no processo decisório. E coloca a questão de como realizar essa reforma que, por definição seria encetada dentro do sistema em que vivemos. Em minha opinião, não é possível. Alguns pontos para discussão (relativa a este particular, da reforma):

- Logo à partida, os mecanismos que garantiriam o processo da reforma teriam de ser executados a partir do sistema como o conhecemos, o que para a realizar em profundidade se revelaria inconsequente;

- Todas as organizações e movimentos sociais que poderiam constituir um espaço para a política activa extra-partidária, ainda assim com uma palavra a dizer num possível universo pós-reforma da democracia, surgem espontaneamente nestes dias e pecam, fundamentalmente, por possuirem preocupações específicas, parciais, abandonando uma concepção global, totalizante, da sociedade, intrínseca aos partidos. São assim demasiado efémeros quaisquer "ajuntamentos" de cidadãos para perdurarem no sistema democrático de voto como o conhecemos. Mesmo que se tornasse tudo referendável, possibilitando a apresentação ao voto de ideias de pequenos grupos de cidadãos, levantar-se-ia a questão da validade do referendo, a sua bipolaridade, o imprevisível número de alterações, para além da quantidade astronómica de propostas de referendos, etc, todas questões cujos únicos juizes seriam, quem mais?, os partidos inerentes à democracia parlamentar. É-me impossível, à partida, ver qualquer cidadão em competição directa com os partidos num sistema totalmente desenhado para (e por) estes;

- As raízes do problema pelo qual os movimentos limitam-se a problemas localizados deixarei para depois...;

- Sobram então, numa hipotética reforma na democracia que desse garantias de dar voz aos cidadãos em pleno exercício de política activa, duas vias: ou na radical equiparação de cada cidadão/grupo a um partido, o que ainda não é para a nossa era, ou uma reforma parcial no sistema, particularmente no seio dos partidos (falo sobre isto num post abaixo...). Mas mesmo esta última não faz senão amenizar um pouco o problema, limitando-se a uma tentativa de garantir uma democracia de base nas organizações partidárias e aumentando a mobilização activa em torno das várias preocupações satélite da sociedade - algo que parece sintomático no número de pessoas que se envolve nos movimentos sociais.

E soluções? é a pergunta mais comum. Bem... considero, em parte pelo que escrevi acima, que é uma injustiça intransponível dentro do sistema de representação através do voto em que vivemos. Não é reformável a esse ponto. Nunca, sem a alteração completa de todo o sistema pela sua base, será garantida a democracia no seu pleno, a democracia no seu verdadeiro sentido. Refiro-me não só aos diferentes regimes formais de democracia mas a todo o sistema, acente no capital, cuja centralidade do (tempo de) trabalho como forma alienante da consciência impossibilita o exercício da igualdade, da liberdade...

segunda-feira, setembro 1

agradou-me de sobremaneira a forma como JPH se atirou ao JPP (para nós, João Puroso Parkinson) e ao VGM (entre nós, Vitor Gula Merdoso) mas também ao PRD (conhecemo-lo por Paulo Rasca Dantas) [nas "fontes bem informadas garantem que...", do Glória Fácil].

"Dum lado da jaula os que vêem
do outro os que são vistos
e vice-versa".
[alberto pimenta, in "IV de Ouros"]
E se por uns momentos deixássemos a nossa sobranceira e cobarde racionalidade e nos comportássemos impulsivamente. Se tivéssemos sentimentos, pelo menos por uns momentos. A falta que me faz um pouco de garra nas pessoas que me rodeiam. Garra que, no nosso mundo racional e moderado, se aplica apenas a subidas na carreira profissional e na conta bancária. Mas não é, evidentemente, desta garra que falo, falo de sentir as coisas, sentir o mundo, revoltérmo-nos de uma vez por todas. Porque é que temos que continuar a ser dirigidos por um bando de cretinos moderados, racionais e muito bem comportados e não nos podemos chatear com isso? Quando é que vamos ter governantes com alguns rasgos de génio, que pareçam humanos? Quando?
Desculpem mas acho que este lugar tem sobre mim o efeito de me revoltar, de perceber o quanto o meu universo pessoal me irrita... Beijinhos a todos e para os que me conhecem fiquem a saber que depois de escrever fico muito menos irritada...
Jean Paul - "Discurso do Cristo morto, desde o cume do mundo, sobre a não existência de Deus"

Pela meia noite e em pleno cemitério, numa visão apavorante, o olhar estende-se até aos confins da noite cósmica esvaziada, os túmulos estão abertos, e, num universo que se abala, as sombras voláteis dos mortos estremecem, aguardando, aparentemente, a ressurreição. É então que, desde o alto, surge Cristo, uma figura eminentemente nobre e arrasada por uma dor sem nome. E, com um terrível pressentimento, os mortos todos gritam-lhe: "Cristo, não há Deus?" Ele respondeu: "Não, não há Deus". A sombra de cada morto estremeceu, e umas a seguir às outras desconjuntaram-se. E Cristo continuou, anunciando o que aconteceu no instante da sua própria morte: "Atravessei os mundos, subi até aos sóis, voei com as galáxias através dos desertos do céu; e não há Deus. Desci até onde o ser estende as suas sombras, e olhei para o abismo, gritando: 'Pai, onde estás?' Mas apenas ouvi a tormenta eterna, que ninguém rege". "Quando, no espaço incomensurável, procurei o olhar divino, não o encontrei; apenas o cosmos infindo me fixou petrificado com uma órbita ocular vazia e sem fundo, e a eternidade jazia sobre o caos e roía-o e ruminava-se". O coração estalou de dor, quando as crianças sepultadas no cemitério se lançaram para Cristo, perguntando: "Jesus, não temos pai?" E ele, debulhado em lágrimas, respondeu: "somos todos órfãos, eu e vós, não temos pai. Nada imóvel, petrificado e mudo! Necessidade fria e eterna! Acaso louco e absurdo! Como estamos todos tão sós na tumba ilimitada do universo! Eu estou apenas junto de mim. Ó Pai, ó pai! Onde está o teu peito infinito, para descansar nele? Ah! Se cada um é o seu próprio criador e pai, porque não há-de poder ser também o seu próprio anjo exterminador?"

Que belo sonho de verão... prometo o texto integral para breve... assim que terminar a tradução... Até lá, bons sonhos!
Crónica de um horizonte longínquo, de volta ao universo terrestre...
Estou... de volta... ao meu espaço... está tudo na mesma... o cheiro a mofo desta cidade mantêm-se insuportável... Há pouco tentava estabelecer uma relação proto-amorosa com um astro celeste... de seu nome Marte... é uma gaja, não me digam que não. Os meus auspícios amorosos resultaram gorados em virtude da acção implacável do nevoeiro e do brilho dos foguetes de uma qualquer festarola prós lados do Tóvim. Que se foda, há mais astros celestes gajas no universo. As minhas leituras de verão resultaram numa enorme nulidade. Do meu projecto inicial de ler Eco, Derrida, Levinas, Heidegger, Esteves Cardoso e Anselmo Borges saíram absolutamente goradas. Mas não se pense que não li. Muito pelo contrário. Para não variar neste período de férias, usei e abusei da leitura, como direi, light, sim light é a palavra certa. Certa mas não muito. Senão vejamos, lia cerca de um jornal desportivo, um diário de grande tiragem alternando entra público, diário de notícias e correio da manhã, sim correio da manhã, era à pala no café da praia... lia-o enquanto lambia o pequeno almoço... lambia, chupava, trincava, etc... era um gelado. Para além dos jornais entretive-me a colecionar as BDs que saiam com o record, conhecido diário desportivo, Lara Croft - Tomb Raider... que bela visão... a dela, claro. Mas muitas visões presenciei eu na praia... Todos os dias, das 11 às 13 na primeira semana e das 10 às 13 na segunda semana. Comecei a ir à praia mais cedo, andava a mikar uma gajita, sem muito sucesso contudo. A empregada do café da praia é que era interessante, tinha cara de maria madalena arrependida, mas não sei porquê sempre tive tendência para gostar desse tipo de mulher... marias madalenas arrependidas de horizonte perdido no olhar... ou talvez com o infinito nos olhos... são raras. Onde é que eu ia? Ah, pois, na leitura. Lá está, não li nada de jeito, e ainda bem, é da maneira que posso ler agora... tempo não me vai faltar. Mudando de assunto... parece que despacharam mais um iraquiano moderado... um xiita. Quero felicitar o governo dos estados unidos da américa do norte pelo fabuloso desempenho que estão a ter na tarefa titânica de criar uma zona de alta instabilidade no médio oriente. Parabens senhor Bush! Eu sei, que o senhor sabe, que eu sei, que nós sabemos que o senhor vai perder as próximas presidenciais americanas, mas não se preocupe, eu não digo a ninguém... Mas pense positivo, vai ter a companhia do senhor Blair, do senhor Aznar e do senhor Durão Burroso pelo menos ao que se sabe ao momento. Eu tenho fé! Fui espreitar uma missinha ontem lá em Armação de Pêra, onde estava... de um lado cantavam os padres, do outro lado da terrinha estavam os pseudo-índios sul-americanos a cantar as suas musicas acompanhadas de flautas de pam... Fiz um esforço enorme para me conter dentro da igreja... o ataque de riso foi quase inevitável... e a repulsa também... a missa era à noite... só la estive mais ou menos dois segundos... novo record pessoal... sem abandalhar. Estou farto de política... que se fodam os políticos... todos... Deviam-se exterminar todas os seres humanos que ja alguma vez tenham tido ideias de tipo político. O mundo seria bom! Estou de futuro incerto, não sei o que faça... se prolongue as férias, se vá trabalhar... Esperava por esta altura ter terminado o meu período de reflexão, mas têm-se revelado muito inútil. As ideias atravessam-me mas não ficam. Que futuro? As portas abrem-se, passo para o outro lado. À minha frente a luz cega com a sua intensidade. Estou cego, não sei para onde vou, mas sei que não volto para trás. Estou... de volta... ao meu espaço... está tudo na mesma...