quarta-feira, julho 28

Exercício

Quantos anos há em um dia de um ano?

nota 1: considera-se um ano ter 365 dias.

nota 2: não há rasteira semântica na questão. só matemática. é simples, todavia interessante.

terça-feira, julho 27

sexta-feira, julho 23

Eu sabia

Depois de algum cogitar lembrei-me em que circunstância tinha ouvido falar de Teresa Caeiro: quando, há alguns anos atrás, então governadora-civil em Lisboa, invocou uma qualquer lei da década de quarenta na tentativa de impedir uma manifestação de estudantes - que me incluia - na cidade. Pedimos autorização, aparentemente com manifesta ingenuidade, e foi essa a resposta. Obviamente, fizemo-la na mesma e da senhora... nem sinal.
Lembro-me da reacção de algum colega mais fervoroso: "A vaca! Da próxima vamos sem avisar..."


1925-2004



Morre Carlos Paredes, aos 79 anos.

«A música que faço é um produto das circunstâncias imediatas do tempo em que eu vivo, e passará a ser encarada de outra forma quando essas circunstâncias desaparecerem. É uma coisa que, se perdurar graças aos discos, ficará apenas com o valor de documento, como acontece com toda a pequena música, desde os Beatles ao Manuel Freire. E já ficarei muito orgulhoso se, daqui a muitos anos, puder ser entendido como um compositor que se integrava bem nos acontecimentos desta época...»



P.S.: Que mês, meus amigos... que mês.

quinta-feira, julho 22

Com a entrevista a Paulo Portas, na 1, ficamos a saber que o Ministro da Defesa Nacional (e Assuntos do Mar), mantém a pasta pois não deve ir para fora, e estava com alguma pressa pois tinha de ir governar, sem ressentimento (ao contrário de outros), o País, cujo Estado não pode atrapalhar a iniciativa privada que, essa sim, deve desenvolver Portugal.

P.S.: Disse-nos também que o Ministério da Defesa e blah blah... precisa de estabilidade, como prova, indiscutivelmente, a atribuição da respectiva secretaria de estado a Teresa Caeiro por cerca de 7 ou 8 horas...
Sérgio Sousa Pinto vota contra Barroso. António Costa vota a favor. É que nem na Europa eles se entendem...
Rendo-me ao contexto bloguístico. Abandono o "nick" "mIRC"-esco "Tom-Joad" a adopto o estilo das inciais. Portanto, a partir deste momento podem tratar-me por "MDA" (Senhor MDA aos Domingos e feriados).
Pena
 
1. Pena que no Partido Socialista se responda a uma ameaça real com um candidato-gambuzino.
2. Pena que no Partido Socialista não se responda.
3. Pena... o Partido Socialista.

opinião
 
Apenas uma coisa me vem à mente quando penso no novo governo que teremos à frente do país nos próximos 2 anos...
Ridículo... profundamente ridículo...

segunda-feira, julho 19

Mãos à obra, camaradas!

Mãos à obra, camaradas!
 
Ou muito me engano ou parece que estamos a ser levados. É demasiado estranha a proliferação de páginas.no.sapo de cariz panfletário-marxista. Depois do PRP-BR dou de caras com a, espante-se, Organização Comunista Proletária (Marxista-Bolchevique) de Portugal - OCP(MB)P. Ã€ primeira vista deve tratar-se de uma campanha de mau gosto promovida, sei lá, pelo Expresso, a propósito das comemorações do 30º aniversário do 25 de Abril. Ã€ segunda o assunto parece-me demasiado sério: a constituição deste part-time partidário data de 1994, ou seja, anos 90, e vê no espelho um colectivo, digamos... renovado - "Passo a passo, as qualidades proletárias de intrepidez, abnegação e de dedicação às massas forjaram uma moral comunista bem longe do pseudo moralismo de seita que selava os primórdios da corrente marxista-leninista". Sorte a nossa que, no seu Programa para Portugal, nos garantem a liberdade de pesquisa universitária, sustentada na 48ª tese: Será garantida a difusão de opiniões diferenciadas de natureza técnica ou científica e também do materialismo e do idealismo. Eu confio. Revela com clareza a actualidade da utopia comunista e, sob todos os riscos, poderemos formular como bem entendermos a sua orientação filosófica. Podemos pensar.
Uns mãos largas.  
certeza
 
Hoje, precisamente hoje, e não outro dia, guardo para mim a certeza de que nos espera, a todos, um futuro radioso…
 

domingo, julho 18

Era escusado
 
"Louçã não retém «nada que se destacasse em particular» no colega. «Era um aluno médio. Era vivo, uma companhia agradável, cuja preocupação principal era divertir-se, talvez dos mais activos nas festas. Já no 5º ano [actual 9º] havia muita participação política contra a guerra e ele não se destacava.» Não se recorda de Santana nas greves nem nas manifestações do liceu. Jogavam futebol no recreio, mas nem tem ideia dele ser «grande desportista»."
                                                                                                                                    in Pública, 18/07/04
 
Mais: na (extinta) 4ª classe Pedro Santana Lopes recusou-se a partilhar colectivamente com @s colegas de turma o gregário charuto da meia hora de intervalo, acusando todas e todos os que o faziam de precocidade política. Imperdoável.    

sábado, julho 17

sexta-feira, julho 16

Caríssimo José Manuel,
1. Compreendo, por episódios do passado recente, que a tua perplexidade perante as ousadias boaventurianas te conduza à solução que expuseste: o sarcasmo. Defenderás, melhor ou até ao contrário de mim, que de finos gáudios torpes pouco resulta em termos de... proletariado... não será assim? Convido-te, desta feita, a enfrentares o touro pelos cornos. Vai-te a ele. Talvez, dessa forma, outras rizadas possam surgir... agora muito mais audazes e contextualizadas. A sua frutuosidade será avaliada em função dos critérios que tu estabeleceres. Como vês, já tens meio caminho andado. Para a frente ou para trás.

2. Bem-vindo a esta casa. Quando saires, desliga o computador e apaga as luzes da sala.

Saudações a todos! Sou novo por estas paragens, e é com alguma timidez que dou este primeiro ar da minha graça. Como a dura labuta teórica não é coisa apropriada ao tórrido calor que se faz sentir, começo pelo expediente fácil da citação. De mais a mais, diz também muito vagamente respeito à polémica referida no último post do AP. Vem no "Inimigo Público" de hoje. Apreciem.
 
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Boaventura de Sousa Santos chora morte da democracia e refugia-se nas montanhas
 
O conhecido sociólogo Boaventura de Sousa Santos declarou ontem luto pela democracia e pretende agora passar um período de nojo nas montanhas. O professor catedrático viu a sua amada democracia esvair-se perante os seus olhos à medida que o presidente Sampaio fazia a sua declaração sobre a não convocação de eleições. No dia seguinte, em declarações à televisão, o sociólogo considerou que "fora as vezes que Cavaco ganhou as eleições, o dia em que Soares se tornou presidente, a AD ter extinto o conselho da Revolução, a Reforma Agrária ter acabado, as fábricas terem voltado a ser de empresários e os estudantes serem avaliados de alguma forma, este é o dia mais triste da história de Portugal".
O sociólogo tem agora intenções de se refugiar algures no Maciço Central, junto ao povo beirão. Sousa Santos está convicto da necessidade de persuadir as pequenas comunidades rurais das redondezas a aderir à pós-modernidade e a abdicar do discurso positivista da ciência, bem como a juntarem-se às duas grandes manifestações anti-globalização e contra Santana Lopes em Linhares da Beira e Alvoco da Várzea.
Ok, o Alvim sei quem é: é aquele apresentador de programas "para jovens" e locutor da Antena 3. Mas... Quem é o Assírio?
Gerou-se uma agradável discussão que culminou neste post, do "O uno e o múltiplo", onde coloquei alguns comentários (em posts anteriores). No momento em que a disponibilidade mo permitir decerto tentarei esboçar aqui algumas ideias. Entretanto, e porque sei que há malta que gosta de polemizar neste estaminé, fica o link e o empurrão.

quinta-feira, julho 15

MORO NUMA CASA DE C ARTÃO MOR O NUMA CA SA DE PLA
TEX NÃO T ENHO �GUA MAS TENHO SABÃO NÃO TENHO LUZ
MAS TENHO LAMPIÃO M ORO NUMA CASA DE L ATÃO MORO

NUMA CASA DE PLATEX NÃO TENHO RETRETE N EM TENHO
KLEENEX N ÃO TENHO CARPETE N EM TENHO KARPEX MO
RO NUMA C ASA DE CA RTÃO MORO NUMA CASA DE PLATEX

NÃO GOSTO DA ESCOLA SÓ GOSTO DE COLA O PAI QUER
A PINGA E EU A SERI NGA MORO NUMA CASA DE LATÃO
MORO NUMA CASA DE P LATEX NÃO TENHO TRA BALHO MAS

TENHO CAR ALHO NÃO ANDO NU E TENHO BOM CU MORO N
UMA CASA DE CARTÃO MORO NUMA CASA DE P LATEX TEN
HO CONA E TENHO DUR EX COMIGO É SEGURO E RAPIDEX

MORO NUMA CASA DE L ATÃO MORO NUMA CASA DE PLATEX
MAS ISTO VAI MUDAR

Manuel Portela "Habitação Social"
É imperdoável! Não tínhamos link para o Gato fedorento. Agora já lá está. Façamos de conta que sempre lá esteve.
Identidade do MUDA: O MUDA tem uma identidade e as suas características são as que os seus membros lhe conferem. Ora, sabendo nós que os membros do MUDA têm uma forma de ver a Academia diferente da generalidade dos estudantes, será que o MUDA pode aspirar a ser um movimento de massas? Há quem proponha que os membros do MUDA se devem aproximar ao "estudante comum", ir ao DD, ir à Vinyl, falar com as pessoas porque há betos que até têm ideias combativas em relação à Academia. De facto, essa ideia torna-se parte integrante da identidade do MUDA se os seus membros a defenderem, o problema é que quem a defende vê esta aproximação como um esforço, um frete necessário para "ganhar" gente. O que acontece é que (1) a característica principal do MUDA é a sua radicalidade e o grupo dos "estudantes-alvo" não é radical, simplesmente, tem umas ideias críticas em relação à Academia; (2) as pessoas podem não ser radicais por não terem informação suficiente (duvido) mas mesmo que fosse o caso, o MUDA não é nem pode ser uma escola, um lugar de formação de radicais. Em suma, nem o MUDA deve mudar em função da maioria dos estudantes, nem os estudantes são "mudáveis" (no duplo sentido da palavra neste contexto). Somos uma elite? Talvez, mas apenas no sentido em que somos uma minoria que puxa a Academia para a radicalização. Devemos deixar de ser uma elite? Obviamente, mas nunca à custa da ideologia radical que pretendemos assumir.

Eleições e o MUDA: As eleições são uma ferramenta importante de ampliação do movimento na medida em que a cobertura mediática é um importante veículo de ideias. As eleições, em si, não têm nada de mal, o problema é quando as eleições se tornam um fim. É aí que surgem as Correntes Alternativas e a descaracterização do MUDA como forma de ganhar votos. As eleições são um processo competitivo onde passa a importar o cacique, a demagogia, a jogada de bastidores, a mentira, o eleitoralismo. É nesse sentido que me parece que o MUDA se deve apresentar a eleições sempre que for possível mas sem eleitoralismos, sem contar os votos, sem falsos consensos. O problema não está no poder em si, mas na vocação de poder que se pode querer imputar ao MUDA.

O futuro do MUDA: Há elementos do MUDA que, num futuro próximo, vão deixar de o ser, elementos que fizeram o seu percurso académico e que o estão a acabar. São elementos que não são bem vistos por grande parte da Academia, os "mudescos de barbas longas e charros na mão". Mas, e apesar de muitas diferenças ideológicas que possa ter com eles, são (eram) elementos que compunham o motor, a gasolina e a carroçaria do MUDA. Sem estes membros, é difícl adivinhar o futuro do movimento na medida em que se por uma lado pode ser vantajoso, por outro é claramente desvantajoso. A única saída do MUDA é fazer com que TODO o movimento faça o trabalho que apenas alguns membros têm vindo a fazer, assumindo o controlo, orientando, exercendo pressão sobre os órgãos de decisão. O que acontece é que se essa pressão era até agora facilitada pelo estatuto que os membros de falo detinham no saio de Academia, ela agora só pode set feita através de um estatuto colectivo que só se pode obter com um MUDA forte, com muitos apoiantes e, acima de tudo, radical.

Não sei se queria escrever mais alguma coisa mas no meio de todo este texto perdi-me um bocado. Qualquer coisinha e volto a postar.

quarta-feira, julho 14

Ando pela página da Universidade de Coimbra à procura de umas informações e não é que na página principal eles têm um rodapé onde passa as actividades de relevo a ter lugar na nossa Academia onde se pode lêr:

"Campos de Trabalho sobre Espécies Invasoras - regime de voluntariado "

terça-feira, julho 13



Há cerca de 3 dias descobri, ao viajar pelos arquivos deste blog, que a primeira posta foi debitada aqui precisamente no dia dos meus anos. Ou seja, eu e este blog nascemos no mesmo dia (com 21 anos de diferença). Desde já os meus parabéns pelo primeiro ano de vida do foiumar, à malta que o criou, à matla que escreve e à que não escreve, à que lê e à que não lê.

Muitos anos de vida.

segunda-feira, julho 12

Vejam isto; agora isto; e finalmente isto.
Opiniões?
Desta é que foi! A minha personalidade acabou de se desestruturar. O acidental considera que a série Sopranos é "imperdível".

E agora?!? Alguém conhece um bom psiquiatra?
Ainda relativamente ao Hudson Institute, promovem as mudanças políticas de acordo com os seus valores de "commitment to free markets and individual responsibility, confidence in the power of technology to assist progress, respect for the importance of culture and religion in human affairs, and determination to preserve America’s national security."

Há pouco, no Toda a Verdade, Sic Notícias, deparo-me com um senhor (Americano) a comparar o governo russo ao KGB/FSB, acusando-o de controlador, privador de liberdades, numa tese conspirativa que quase roçava o Macarthismo. Chamou-me a atenção. Falava de uma espécie de púlpito e, de fundo, sobressaía na parede a repetição insistente do Hudson Institute. Um desses Think Tank's meio fundamentalistas pensei. Ainda assim, fui à procura. De facto, um think tank conservador tão típico nos EUA. Mas este é especialmente engraçado.
Dois exemplos:

Um artigo, publicado por Alex Avery, o director de investigação e educação no Centro para as questões globais de alimentação do instituto Hudson (ou algo assim), onde defende a comida do MacDonald's com o argumento de o problema não ser a comida mas a quantidade de calorias ingerida.

Um outro relatório onde é "explicado" que ficam mais baratos os medicamentos de combate à SIDA patenteados (e concebidos pelas empresas dos EUA), ao invés de genéricos.


Tudo minuciosamente argumentado e indubitavelmente científico.

Os réus entraram. Três. Fardados de azul. De escudo a tiracolo e viseira erguida.
O juiz pôs a touca com um pequeno jeito de mão direita. Afirmou
- Levante-se o queixoso.
O queixoso estava deitado. Não se levantou.
- Tem alguma coisa a acrescentar quanto à sua arguição contra os réus? - insistiu o juiz, dando outro pequeno jeito na touca.
O queixoso nada disse. Continuava deitado.
- Dadas as circunstancias atenuantes e outras, declaro os três réus inocentes. O queixoso demonstra à sociedade ser provocador. E
silencioso. Revolucionário alterante de ordem estabelecida.
Destabilizador da liberdade em segurança. Que os réus, absolvidos, se retirem. Em segurança e liberdade.
Os três réus perfilaram-se. Fizeram a continencia com a mão direita.
E sairam. Pela porta da direita.
Sairam os meirinhos. Pela porta do fundo.
E também o juiz. Já sem touca. Pela porta da frente.
Sairam todos.
O queixoso não. Estava deitado, como já tive oportunidade de informar. Com cinco tiros no baixo-ventre. E morto.


Mário Henrique Leiria

domingo, julho 11

Não vai ser preciso esperar pelo Conselho. Já tá! Já agora, adicionei um blog que descobri há pouco tempo mas que me agrada bastante. É o Universos desfeitos.

Bem bonito o sacana do blog!...

Exmo. Sr. Libertador dos grilhões que
acorrentam o povo Grande educador das
massas Arauto da Boa Nova Tiago (tr)
Foi um ar que se lhe deu
Dois post's abaixo



Caríssimo Tiago:

Será grande o meu lamento e profundo o meu pesar se porventura estas palavras ferirem teus castos tímpanos mas tais dizeres trespassam-me o miocárdio como a adaga romana o corpo do Filho dilacerado. Não posso senão discordar que o hamas virtual, que reclamas de herdeiro da presidência da bloguítica nacional, possua quaisquer poderes interventivos sobre as minhas humildes acções, pois encontram-se legitimadas pelo formalismo constitucional que me garante, efectivamente, a liberdade de escolher o rumo do progresso em relativa estabilidade. Parafraseando essa alma de Novembro, Telmo Correia, retira pois o "equídeo da pluviosidade", que a procissão ainda vai no adro.
Por outro lado, a consciência tranquila e a legitimidade que me foi conferida pelo nascimento permite-me, sem a necessidade de consulta popular prévia, "arrear o calhau" e outras minudências que tais, sem qualquer prejuízo da magna carta constitucional, verdadeiro alicerce da democracia e voz do povo eternizada em suporte de celulose.
Tenho também a consideração de tão real a vigilância e fiscalização dos meus "egrégios avós" sobre as minhas acções como a felicidade eterna que brotaria dos planos quinquenais ucranianos ou as cerejeiras em flor nos campos siberianos.
Declarada, pois, a morte da dinâmica popular, e visto que as alterações ao programa sufragado em Conselho Nacional, nomeadamente a ordenação alfabética dos links ali ao lado, implicam nova reunião de Conselho, ficam então registadas e em devido tempo serão aprovadas e aplicadas, provavelmente nos próximos dias. A bem da democracia. Abraço.
SINGER: Good evening, Mr. Kane. There is a man.
DANCERS: There is a man.
SINGER: A certain man.
DANCERS: A certain man.
SINGER: And for the poor you may be sure that he'll do all he can. Who is this one?
DANCERS: Who is this one?
SINGER: This favorite son.
DANCERS: This favorite son.
SINGER: Just by his action has the traction magnets on the run. Who loves to smoke?
DANCERS: Who loves to smoke?
SINGER: Enjoys a joke.
DANCERS: Ha ha ha ha.
SINGER: Who wouldn't get a bit upset if he were really broke. With wealth and fame
DANCERS: With wealth and fame
SINGER: He's still the same.
DANCERS: He's still the same.
SINGER & DANCERS: I'll bet you five you're not alive if you don't know his name.
KANE: I don't know how to dance.
SINGER: What is his name?
BERNSTEIN: What is his name?
DANCERS: It's Charlie Kane.
EVERYONE: It's Mr. Kane. He doesn't like the Mister. He likes good old Charlie Kane.
SINGER: Who said the Miss
EVERYONE: Who said the Miss
SINGER: Was made to kiss?
EVERYONE: Was made to kiss?
SINGERL: And when he meets one always tries to do exactly this. Who buys the food?
EVERYONE: Who buys the food?
KANE & SINGER: Who buys the drinks?
EVERYONE: Who buys the drinks?
KANE & SINGER: Who thinks that dough was made to spend and acts the way he thinks?
SINGER: Now, is it Joe? No, no, no, no.
EVERYONE: No, no, no, no....



Citizen Kane
Parece que o espírito da remodelação chegou também às tertúlias ventiladas. Eis a vontade a transformar-se em acção. Ó Alberto, tens tu legitimidade para introduzir aqui elementos novos sem que a isso preceda uma consulta popular? Pois bem: ainda que a presidência da bloguítica nacional não intervenha segundo as suas incumbências informais, é, no plano ético, lamentável que exibas assim o teu carácter reformista, sem que o faças com o devido mandato popular: dos sonsos que compõem o universo ventilado. O empréstimo de autoridade que irás requisitar tem um prazo. E não haverá coligações de muitos e muitos independentes que garantam o posto que agora ousas ocupar. Penitencia - faz bem à alma. Quanto a nós, teus egrégios avós, continuaremos vigilantes. Nada nos há-de escapar. O manobrismo que te deu o sucesso será o mesmo que te fará sucumbir. Continuaria por aqui em diante, isto é sempre a andar. Parabéns Alberto, nomeio-te, por indicação partidária, o novo chefe de governo da região virtual. Já agora, ordena por ordem alfabética o acesso aos blogues que colocaste ao lado direito do ecrã. A bem da nação. Abraço.
Actualizei a lista de blog's ali ao lado. Alguns já os leio há mais de um ano. Obrigatórios. Há-os de direita, de esquerda, e o do Pacheco. Naturalmente, restringiram-se a estes as minhas leituras habituais.

P.S.: De futuro, eu ou outro colega aqui da "casa" manteremos a lista actualizada.
No fundo, o que o Sampaio quer é ter a certeza que, quando morrer, o pessoal d'"o acidental" diga dele que "Foi um homem bom".
R.I.P.

nhac nhac nhac nhac
Ele virou a cara, cantarolou, fechou os olhos, voltou a abri-los, tentou concentrar-se na pequena televisão do café.
nhac nhac nhac nhac
Já começava a suar mas só se apercebeu quando passou a mão pela testa e ela regressou húmida. Esfregou a cara.
nhac nhac nhac nhac
Olhou nos olhos do puto que mascava pastilha elástica. nhac nhac nhac nhac O puto continuou, mascando de boca aberta olhando-o nos olhos. Ele levantou-se e foi pagar.
nhac nhac nhac nhac
Quando estava a sair do café, o puto fez um balão com a pstilha e rebentou-o com estardalhaço. Ele tirou a chave do carro que tinha no bolso, chegou-se ao pé do puto e enfiou-a no seu olho de 13 anos.

Já não se ouvia nhac nhac nhac nhac.

sábado, julho 10


Uma maioria, um governo, um presidente?
Não. Nem nos seus sonhos Sá Carneiro chegaria tão longe.
Uma Maioria, um governo, um presidente, a Europa.



Tragédia

É trágico que a busca de novos caminhos e soluções para a democracia (participativa +- representativa), cujo modelo tradicional caminha inexoravelmente para o esgotamento(1), sejam decepadas para favorecimento de, ou uma noção de política formal e académica vincada (semi-presidencialista), mas, no caso, extremamente descontextualizada e com repercussões que ultrapassam largamente a premissa de não governabilidade do PR(2); ou, o que seria grave, de compromisso inicial de "estabilidade" realizado com o PM demissionário.


(1) Parece claro que os eleitores possuem noções mais avançadas de democracia. O processo de representatividade (sujeito A delega representatividade a sujeito B) não dá espaço de manobra exclusivo ao sujeito B. O eleitores encontraram, por agora, espaço de participação na responsabilização directa, em eleições, dos seus representantes. Na pequena crise que nos incomoda esse espaço de participação desaparece, pois o instrumento de responsabilização do governo dos últimos dois anos fica inacessível. Em 2006, vai às urnas não o PSD mas dois governos, e o segundo, de PSL, poderá fazer esquecer o primeiro limpando a cara. E isto é, de facto, anti-democrático. O voto "ideológico" é cada vez menor e a classe política, a começar pelo PR, tudo devia fazer para garantir esse espaço de participação e até ampliar novos caminhos.

(2) Sampaio atropelou-se a si próprio e à sua noção das responsabilidades de um PR. Propõe-se a garantir que o governo segue o programa sufragado, e aponta mesmo cinco áreas, e o mecanismo é a fiscalização, condicionando, em cada momento, políticas governamentais, estando na realidade a governar. De qualquer modo, o máximo que poderia fazer seria acenar com a ameaça de dissolução, e obviamente o próximo governo, co-responsabilizando-o, "manda-o às malvas": "acertos", "segundo ciclo da legislatura", "nova realidade", "má interpretação", etc. E o PR, apertado, nada fará.
Nuvem de pó

No Vale das Crateras, uma ou duas vezes em cada cem anos, um vento, uma espécie de nuvem de pó, sopra do fundo da terra, e pelos funis enxutos das crateras sobe, lambendo como a língua dos gatos, por três dias, as casas e as faces dos habitantes daquele lugar. Então, todos perdem a memória: os filhos deixam de reconhecer os pais, as mulheres os maridos, as raparigas os namorados, as crianças os pais e tudo se torna um caos de sentimentos novos.
Depois cessa o redemoinho dentro das crateras e, lentamente, cada coisa volta ao seu lugar, não recordando ninguém o que, dentro da nuvem de pó, aconteceu nesses três dias.


Tonino Guerra
Histórias para uma Noite de Calmaria
(tradução de Mário Rui de Oliveira)



Pelos vistos estava mesmo escrito.

sexta-feira, julho 9

A Sampaio competia tão só tomar uma decisão política, com base nas suas convicções pessoais, dos portugueses e dos eleitores que o elegeram. Para uma decisão meramente constitucional bastaria o TC, relevando o PR para o nível de bibelô.
As suas convicções pessoais, como socialista, porque o é de facto, e não é o seu cargo que o torna asséptico politicamente, empurrá-lo-iam para eleições gerais antecipadas.
Os portugueses, nas últimas eleições, mostraram claramente a sua posição relativamente a este governo.
Em relação a todos aqueles que votaram Sampaio, por duas vezes, desafio quem quer que seja a apresentar um só que concorde com esta decisão.
A classe política sai fragilizada e de Sampaio, só espero que possua suficiente poder de encaixe para os dois anos que se avizinham, pois o seu nome virá bastante à baila.
E o Ferro? Chegou ao fim da sua via sacra. A um passo de ter redefinido a história, esta recupera-se. Lança um último "Father! Why have you forsaken me?" e cala-se para sempre.
Preparem-se para o maior e mais populista circo político neste País dos últimos 20 anos... O clientelismo toma agora uma expressão massiva e, ainda por cima, com a cobertura e aval do Presidente da República. Dois anos de campanha à lá Santana.
Após esta decisão, e independentemente do que diz, o PR nem que PSL se desloque à Assembleia da República nu a dissolverá.
Mais que um cúmplice... o Presidente Sampaio tornou-se um refém.
hmm...

Isto quer dizer que já não posso ser Ministro da Defesa?
Pronto ok, o Santana é 1º-ministro. Umas ganham-se, outras perdem-se. Agora, a dúvida que não me larga é se, na presente conjuntura política nacional, o estatuto de objector de consciência não me valerá de nada...

3... 2... 1...

Venho por este meio mudar o nome do nosso santo país de "Portugal" para "Laika".

Podem embrulhar e mandar pró espaço!

Bon Voyage!

Pois é

Temos pena.



Existem "por aí" indicações de que o PR pedirá ao PSD para formar novo governo
O PR vai fazer uma comunicação às 21:15

quinta-feira, julho 8


E tu? já escolheste a tua?
O Zé Manel Fernandes já encontrou uma boa razão para apoiar o Santana Lopes mesmo não gostando dele: se ele ganhar, o povo fica "vacinado" contra o populismo.
Isto é como a gripe, prefiro andar sempre bem agasalhado do que andar à vontade mas ter que tomar uma vacina.
Morreu o Henrique Mendes. O acidental diz que "Nós gostávamos dele. Henrique Mendes foi sempre um homem bom."

1 - Será possível gostar de homens maus?
2 - A morte de homens bons é má na mesma medida que a morte de homens maus é boa?

quarta-feira, julho 7

"O País precisa de descansar, da festa e da crise, e bom seria que partisse para descanso, como vai acontecer, sabendo já o que foi decidido pelo Presidente da República."

Luís Delgado, in DN, 6 Julho de 2004

Mesmo não sendo claro, compreende-se a mensagem. Respiremos de alívio, pois Luís Delgado está ao corrente, e a julgar pelas informações que tinha, e publicava alegremente, sobre as armas de destruição massiva e a Guerra do Iraque, preparem os cartões de eleitor.


P.S.: O site do DN é a pior mer... que existe. Online claro, porque por aí há ainda pior.
O Público de ontem, terça-feira, anunciava na última página que vai distribuir - por quatro euros fora jornal - um número da revista Nova Cidadania no próximo dia 12. Se a colaboração é para continuar, não sei. É certo que "malta da casa" escreve lá, e com toda a legitimidade, obviamente, mas um jornal de grande tiragem com pretensões de relativa imparcialidade apresentar quase como suplemento, ou parceria vá, uma publicação vincadamente fundamentalista (católica) é um salto, no mínimo, corajoso.
Nomes como Mário Pinto, João Carlos Espada, António Bagão Félix, João César das Neves, Luis Valente de Oliveira, para nomear os que dão vontade de rir, entre outros não muito menos delirantes, fazem parte da constituição da equipa. Só falta o Paulo Portas e o José António Saraiva.
Já viram? O Público pois.

terça-feira, julho 6

Late night post's

O Pacheco não tarda está a acordar. Alucinado. É um desperdício um tipo que se levanta a uma hora daquelas não ter uma horta.

segunda-feira, julho 5

Aprovado em Magna

Esqueci-me do mais importante. Foi aprovada uma moção em Magna que lia:

"Aos não-sei-quantos-dias de Julho de 2004 os estudantes blá blá blá... reiteram o seu apreço por um reitor que utiliza vaselina"


Agora vou falar com o Reitor e suplicar por tudo que ele me aprove um requerimento para que eu me possa inscrever a cadeiras que já fiz mas que nas quais me esqueci de me inscrever.

Agradecimento Extemporâneo

Sei que é extemporâneo, sei que o tr já o fez, mas só hoje consegui aparecer para agradecer à Sophia de Mello Breyner Andersen por ter escrito um dos meus poemas preferidos:

Deus escreve direito por linhas tortas
E a vida não vive em linha recta
Em cada célula do homem estão inscritas
A cor dos olhos e a argúcia do olhar
O desenho dos ossos e o contorno da boca
Por isso olhas o espelho:
E no espelho te buscas para te reconhecer
Porém em cada célula desde o início
Foi escrito o signo veemente da tua liberdade
Pois foste criado e tens de ser real
Por isso não percas nunca o teu fervor mais austero
Tua exigência de ti e por entre
Espelhos deformantes e desastres e desvios
Nem um momento só podes perder
A linha musical do encantamento
Que é teu sol, tua luz, teu alimento


Obrigada Sophia, por lembrar, sempre que precisei, que «Deus escreve direito por linhas tortas e a vida não vive em linha recta»...

domingo, julho 4

Perguntaste-me outro dia
Se eu sabia o que era o fado
Eu disse que não sabia
Tu ficaste admirado
Sem saber o que dizia
Eu menti naquela hora
E disse que não sabia
Mas vou te dizer agora

Almas vencidas
Noites perdidas
Sombras bizarras
Na mouraria
Canta um rufia
Choram guitarras
Amor, ciúme
Cinzas e lume
Dor e pecado
Tudo isto existe
Tudo isto é triste
Tudo isto é fado

Se queres ser o meu senhor
E teres-me sempre a teu lado
Não me fales só de amor
Fala-me também do fado
A canção que é meu castigo
Só nasceu pra me perder
O fado é tudo o que eu digo
Mais o que eu não sei dizer



BRING OUT THE DEAD!
BRING OUT THE DEAD!
O meu bisavô, que não conheci mas estas histórias herdam-se, teve contacto com o televisor numa fase adiantada da sua vida, como, aliás, muitos outros da sua geração. Por absolutamente convencido de uma estranha reciprocidade entre si e o aparelho, antes de cada encontro entre ambos vestia-se com fato domingueiro e penteava-se com cuidado. Emocionava-se, exaltava-se, respondia e gritava com todas aquelas pessoas do "lado de lá", como se todo aquele mundo existisse só para ele...

sábado, julho 3



Se tanto me dói que as coisas passem
É porque cada instante em mim foi vivo
Na busca de um bem definitivo
Em que as coisas de Amor se eternizassem.

(1997/iv/21)

Motivos máximos. Palavas suas. A si regressam.

sexta-feira, julho 2

A frases que ficam da Magna de ontem

Porque gostei:
"Reitor p'rá Europa" - Cortesia de um senhor de alta cilindrada.

Porque não gostei:
"Quero saudar a coragem da DG por ter convocado a Magna para esta altura" - cortesia de um senhor de alta velocidade.

Mas afinal

Uma coisita que ainda não percebi. A DG não quer pedir a demissão do reitor porque:

1 - Confia nele
2 - É hipócrita
3 - Tem medo que ele não se demita

Não vale a pena rebater cada uma destas possibilidades. Já se sabe. Mas porque raio é que eles fazem tanta resistência? E a JCP? Na plenária do mini-auditório estavam tão fervorosos contra o reitor e na magna quiseram salvá-lo a todo o custo... Será que o fenómeno de personalidade bipolar é comum a todos os membros do partido da Rua da Sofia?

O que me deu prazer foi a votação da moção que pedia eleições antecipadas. Muita gente da J estava na rua a fumar quando ela começou. Enquanto votavam os "contra", um dos seus membros foi à rua a correr gritando "Já estão a votar! Venham cá para dentro". Acontece que entraram quando o Schutlz dizia "Abstenções". Foi lindo ouvi-los a dizer "Foda-se, já não chegámos a tempo!"



Maria, faça um favorzinho, que ele não nos ouve, sopre-lhe ao ouvido: "antecipadas, antecipaaaadaas..."

quinta-feira, julho 1

Emplastro

Devo confessar, só vi a 1ª parte e os últimos 2 minutos do jogo de ontem. Mas foi o suficiente para ver o emplastro do Durão a ser entrevistado pela RTP (como, aliás, tem sido hábito em todos os jogos da selecção). Lembro-me de ver o José Rodrigues dos Santos a receber o Globo de Ouro enquanto se gabava da isenção e independência da RTP em relação ao poder político.

Adopto ar pensativo durante 10 segundos, levanto-me e vou dar uma última olhadela nos apontamentos de Análise Estatística antes do "doloroso".