quinta-feira, agosto 31

A OPA mais rápida da História

Após ter saído a notícia:

A FIFA ameaça suspender os clubes portugueses dos jogos das competições europeias e a selecção nacional se o Gil Vicente não desistir do recurso que apresentou nos tribunais comuns.

os clubes Sporting, Porto e Benfica uniram-se num consórcio para fazer uma OPA ao Gil Vicente, e conseguiram obter esse clube em 4 horas, naquela que foi até hoje a mais rápida operação de aquisição da história a partir de ofertas públicas. Os montantes envolvidos na compra ainda não são conhecidos.
Assim, aquele que foi o Clube de Barcelos é hoje a Escola de Futebol do Norte, liderada pelo FCP que detem 70% das acções da mesma. O FCP esteve desde início à frente do Consórcio - Galo de Barcelos - por motivos de localização e pelo seu poder financeiro. Os clubes de Lisboa participaram no Consórcio (15% cada um) uma vez que beneficiam de forma directa com o rápido desfecho do Caso Vinho Rosé.

Mark Shroeder
Musa, Lisboa

terça-feira, agosto 29

Saber!

segunda-feira, agosto 28

velhos... são os trapos!!!

domingo, agosto 27

Aos Anonymous.

Verso de Visconde de Atouguia:
Ilustre paspalhão, pasmo dos orbes,Nata da estupidez, álcool dos parvos,De Campanhã o bardo te saúda!Salvaste Roma, ó ganso!... se não grasnasPiravam-se os tais paus (...)(...)A propósito, amigo, há quanto tempoConservas de escabeche a inteligência?


sábado, agosto 26

So tonite I'll sleep on a bed of nails, tomorrow I wanna lay you down on a bed of roses....

Sitting here wasted and wounded
at this old piano
Trying hard to capture
the moment this morning I don't know
'Cause a bottle of vodka
is still lodged in my head
And some blond gave me nightmares
I think that she's still in my bed
As I dream about movies
they won't make of me when I'm dead

With an ironclad fist I wake up and
French kiss the morning
While some marching band keeps
its own beat in my head
While we're talking
About all of the things that I long to believe
About love and the truth and
what you mean to me
And the truth is baby you're all that I need

I want to lay you on a bed of roses
For tonite I sleep on a bed on nails
I want to be just as close as the Holy Ghost is
And lay you down on bed of roses

Well I'm so far away
That each step that I take is on my way home
A king's ransom in dimes I'd given each night
Just to see through this payphone
Still I run out of time
Or it's hard to get through
Till the bird on the wire flies me back to you
I'll just close my eyes and whisper,
baby blind love is true

I want to lay you down on a bed of roses
For tonite I sleep on a bed on nails
I want to be just as close as the Holy Ghost is
And lay you down on bed of roses

The hotel bar hangover whiskey's gone dry
The barkeeper's wig's crooked
And she's giving me the eye
I might have said yeah
But I laughed so hard I think I died

When you close your eyes
Know I'll be thinking about you
While my mistress she calls me
To stand in her spotlight again
Tonite I won't be alone
But you know that don't
Mean I'm not lonely I've got nothing to prove
For it's you that I'd die to defend

I want to lay you down on a bed of roses
For tonite I sleep on a bed on nails
I want to be just as close as the Holy Ghost is
And lay you down on bed of roses.

Bon Jovi [great] lyrics.

lyrics....

from REM:

This one goes out to the one I love
This one goes out to the one I've left behind
A simple prop to occupy my time
This one goes out to the one I love

Fire (she's comin' down on her own, now)

This one goes out to the one I love
This one goes out to the one I've left behind
Another prop has occupied my time
This one goes out to the one I love[d].

sexta-feira, agosto 25

this one goes to the one...

quinta-feira, agosto 24

Uma clarificação à esquerda.

Está neste momento a decorrer um processo eleitoral de maior importância para a esquerda mundial. Não tanto por se prever uma alteração qualitativa da correlação de forças políticas mas por constituir um momento de clarificação ideológica e política de todas as principais tendências políticas marxistas. Falo claro das eleições presidenciais Brasileiras.
À esquerda, que interessa, temos o PT com Lula (mais que provável vencedor), uma coligação à europeia e bem próxima do nosso Bloco de Esquerda, constituída pelo PSTU (próximo da ruptura-fer), PSOL (próximo da APSR ) e o estalinista PCdoB, que apresentam como candidata a Heloísa Helena e, ainda num processo muito delicado (sobre o qual cai uma possibilidade de impugnação), o PCO (partido trotskista que me parece ser ideologicamente o mais interessante). De entre algumas daquelas que são as questões centrais para os partidos marxistas, gostaria de destacar e analisar duas:

1) Carácter do governo defendido:
....Heloísa Helena....
Ambíguo. Fala algumas vezes em governo dos trabalhadores. Não é o centro da sua propaganda eleitoral. Fez nas eleições passadas frentes com o PT ( Sergipe, Campinas etc. ) e até mesmo com partidos burgueses (Mato Grosso do Sul) que defendiam claramente um governo burguês.
....Lula....
Governo burguês, com elementos capitalistas como João Sayad e José Alencar sob o nome de governo democrático e popular. Nos governos defende os interesses de empresários, como os do transporte, do lixo, que financiam as campanhas eleitorais do partido.
....Rui Costa Pimenta....
Governo operário e camponês ou governo dos trabalhadores da cidade e do campo. Governo colectivo da classe, sem políticos ou partidos patronais, baseado nas suas organizações de luta.

2) Programa político
....Rui Costa Pimenta....
O miolo do programa são as necessidades vitais e imediatas das massas, definidas concretamente como reivindicações: salário mínimo vital de R$ 1.500,00, redução da semana de trabalho sem redução dos salários para 35 horas; assentamento dos sem-terra etc. O PCO não apresenta um programa para administrar o Estado burguês, mas concebe o poder político como um grande sindicato que servirá para atender as reivindicações operárias contra os patrões. É um programa de reivindicações transitórias ligado indissoluvelmente à questão do governo dos trabalhadores e ao poder político.
....Lula....
Um programa de administração do Estado burguês e de garantias para os empresários. Dizem claramente que os trabalhadores não podem esperar o atendimento imediato das suas reivindicações.
....Heloísa Helena....
Ambíguo. Fala genericamente nas reivindicações operárias vitais: aumento geral de salários, redução da jornada, etc. mas não são reivindicações porque são genéricas, sem definir o valor do aumento ou o tempo da redução da jornada etc. Não é o centro do seu programa. Sua principal reivindicação é a não participação do Brasil na ALCA, uma questão política geral que é comum a vários partidos com distintas interpretações.



quarta-feira, agosto 23

não vos traí!!!!! é apenas um simples flirt de Verão...

daqui por uma semana estou de volta, queridas!!

pequenas crónicas das férias ocidentais

ontem à noite, a esposa [isso soa-me bué mal, será mais acertado dizer mulher? nah!, isso tem demasiado sentido de propriedade. companheira? chistosamente dizem-me que é um termo pós-moderno. namorada não me soa apropriado pois há um casamento], dizia, ontem à noite, a esposa [dasse! seja!! por mais conservador que me pareça o termo], a esposa, dizia eu, ontem à noite, estavamos nós numa esplanada junto ao mar, bem pertinho do Monchique [este ilhéu é o pedaço de rocha mais ocidental da Europa], animadamente a conversar e bebendo umas cervejas [lá teve que ser Carlsberg] e a esposa de um amigo meu, dizia eu, começa a acariciar-me o cabelo [sim, ainda não o cortei, ando com uma trunfa capilar do c......], dizia, pede-me a esposa dum amigo meu (com ele lá presente) que eu faça rom-rom enquanto ela me acaricia a gadelha, o tipicamente afro-brazuca cafuné... senti-me algo inconfortável com a situação (devido a ela ser esposa [raio de termo conservador!] dum amigo meu presente na galhofa). mas (como sempre que é bem feito) não deixei de apreciar deveras o cafuné.
preocupo-me apenas com o facto de eu poder estar a ser (interiormente) vencido pelos valores da monogamia... por que raio me haveria de sentir menos à vontade com o facto e a situação ocorrida, se (de facto) nada de mais se passava ali?? p... de sociedade judaico-cristã que nos inculca desde criancinhas valores tacanhos!!! combatamos @ monógam@ que há em cada um@ de nós!!!

pequenos apontamentos soltos das férias ocidentais

terei sido infiel???!
(com tremendo pesar meu) no ocidente mais ocidental da Europa [onde me encontro na minha última semana de férias] não há SuperBock (muito menos a gostosa «negrinha» Stout) ;( shuif, shuif...
como não consigo deixar de beber, mudei-me (temporariamente!) para a «verdinha» Carlsberg.
serei um simples e reles incorrigível infiel??!

terça-feira, agosto 22

o que deverá ter faltado em Paredes de Coura...


mais aqui e aqui...

Paredes de Coura 2006

Dia 13

No DJ's - Horrível. Passaram uma música boa (Anarchy in the Uk dos Sex Pistols). Fora isso, foi um sacrifício.

Dia 14

Corsage - Já os tinha visto no Café da Praia em S. Pedro de Moel e gostei. Até comprei a maquete mas fiquei um bocado desiludido com a forma como eles soam em estúdio. Novamente ao vivo, no palco secundário (que teve uma qualidade de som bem melhor que o principal) deram um bom concerto com algumas músicas novas que estão muito boas. Apesar de não tocarem rock, foi bom ouvir um "Hey! Ho! Let's go!" durante a última música.

Bandex - Boa atitude em palco mas um som cansativo, demasiado electrónico para o meu gosto. Sem a componente electrónica poderia ter sido muito bom, assim foi medíocre.

Dia 15

Gomez - Rockzinho. Bons momentos e boas músicas mas houve outras completamente dispensáveis. Razoável.

Madrugada - A primeira banda a soar a Paredes de Coura. Como foi a primeira passou como boazinha mas os rapazes não ganham muitos pontos em originalidade.

Broken Social Scene - A segunda banda a soar a Paredes de Coura. Melhor que os madrugada, principalmente quando usavam a secção de sopros que ía entrando e saindo do palco a um ritmo alucinante. Foi um bom concerto.

Morrissey - Não conheço grande coisa do trabalho dele nem dos Smiths mas o concerto foi mesmo muito bom. Este senhor tem uma postura em palco de uma teatralidade magnífica, uma voz intocável e arranjos musicais absolutamente actuais. Uma boa surpresa e um dos melhores concertos do festival. Saiu a meio da Panic mas, apesar de ser uma das músicas que eu mais queria ouvir, não influenciou em nadaa minha opinião.

Dia 16

Eagles of Death Metal - Um dos melhores concertos do festival. Mereciam outra posição no cartaz mas isso não fez com que se esforçassem menos. Rock 'n' roll à moda antiga, in your face, com uma interacção com o público por vezes pirosa (como a imagem deles) mas sempre com a música em primeiro plano.

Gang of four - Talvez tenha sido em grande parte graças ao mau som (com a guitarra a soar altíssima e muito aguda) mas foi um concerto para esquecer. Não percebo as críticas que saíram nos jornais a dizerem mil maravilhas deles, foi um concerto horrível, dos piores do festival.

Yeah yeah yeahs - Desilusão. Foi a única palavra em que eu consegui pensar. Não que tenha sido um mau concerto mas estava à espera da energia crua que me leva a gostar deles, das descargas eléctricas histéricas e absolutamente delirantes. Não houve nada disso e a única música que podería ter servido para o efeito (date with the night) não o conseguiu por causa do mau som do palco.

Bloc party - Não vi o concerto. Ouvi-o da zona da comida e da bebida. Os jornais disseram maravilhas do concerto mas eu só consegui ouvir rockzinho adolescente digno de um Beverly Hills 90210.

Dia 17

Maduros - Tirem-me daqui! Gritava insistentemente para mim mesmo para me tirarem dalí. O pior concerto do festival, entre 3 guitarras completamente dessincronizadas, uma catrefada de clichés sebosos, umas letras de fugir e uma voz horripilante só sobrou a fraca consolação de ter sido um concerto que causou mais desconforto do que a chuva.

The cramps - O melhor concerto do festival. Rock 'n' roll como se quer, rockabilly punk que, ao fim da 4ª ou 5ª música até teve um som mais ou menos decente e que quis provar a todo o custo que os Cramps não são uma banda do passado. Uma energia em palco insuperável e um desempenho técnico imaculado (se é que se pode utilizar este adjectivo em relação aos Cramps). No fim do concerto fiquei eufórico capaz de dar o dedo mindinho de um pé para ter um encore. Não tive.

Bauhaus - Fui-me embora ao fim da 7ª ou 8ª música. Não consigo aguentar mais do que uma banda abominável por noite. Se não soubesse que eram os Bauhaus, facilmente pensava que estava a tocar uma bandazeca gótica de uma qualquer terreola.

Fora a chuva, o festival foi razoável. O cartaz não foi (nem de perto nem de longe) tão bom como o do ano passado e o som do palco princpial esteve absolutamente intragável durante todo o festival. Em termos de organização, foi uma desgraça, com as casas de banho absolutamente inutilizáveis, uma apatia irritante em relação à chuva (quem quis teve que se desenrascar em busca de impermeáveis). A cerveja foi Heineken e basta, a única coisa que conseguiu for aumentar o número de idas às casas de banho (que, por sinal, não sei se já disse, estavam muito más). O melhor do Festival foi mesmo a boa prestação de algumas das bandas que por lá passaram, principalmente Morrissey, Eagles of death metal e The cramps.

domingo, agosto 20

a blogosfera nunca + será a mesma!!!!

minhas queridas e meus caros comparsas do FoiUmAr,
tenho uma "bombástica" notícia a dar-vos: desde a madrugadora manhã de hoje a blogosfera mudou!!! qual Pedro Mexia! qual Daniel Oliveira!! ... Francisco José Viegas... nada!! nenhum ou nenhuma se pode manter agora a salvo!!! eis:

«A vida, a ameaça e o terrorismo», por Ana Maria

«Lebanon - Looking through the fog of war»

This is what terror looks like: Lebanon - Looking through the fog of war

Lebanon War Documentary. Lebanese Doctors and Civilian's Speak Out against the Terrorism they are facing from Israel. Shocking Documentary About the War in Lebanon and the tragedy in Qana.

Warning: This video contains images depicting the reality and horror of war and should only be viewed by a mature audience.

Novos Sons

Apetecia-me ouvir isto...

Portishead, do álbum Portishead de
1997, Half Day Closing

In the days, the golden days
When everybody knew what they wanted
It ain't here today

Through the times of lasting love
When parents talked of things tried and tested
It don't feel the same

Dreams and belief have gone
Time, life itself goes on

Far beyond the shrinking skies
Where money talks and leaves us hypnotised
It don't pave the way

Underneath the fading sun
The silent sum of a businessman
Has left us choking

Dreams and belief have gone
Time, life itself goes on

In the days, the golden days
When everybody know what they wanted
It ain't here today

Dreams and belief have gone
Time, life itself goes on


Para quem quiser ouvir também, está ali ao lado na playlist...

sexta-feira, agosto 18

neste fim-de-semana...

... queria ir ao melhor Festival Açoreano mas ficar-me-ei por aqui...

quinta-feira, agosto 17

qual é o melhor dia p'ra casar...

... sem temer qualquer desgosto??...

"o" piropo do Verão 2006...

«oh Estrela!!! queres C'o-meta??!!! és linda!!»

domingo, agosto 13

parabéns Fidel!!!

não a "yankeezação" de Cuba!!! viva Cuba independente!!! vivam os 80 anos de Fidel Castro!!!

sábado, agosto 12

Consultório sentimental

Tenho uma dose valente de amor-próprio. Serei homossexual?

Esclarecimento

Não queria fazer um post disto mas como não resultou em comentário, aqui vai:

No dia 10 de Agosto, o Nelson Fraga pôs um post com o título "talvez apenas não passe tudo de «libanices»" que continha uma menção a mda (eu). Irritado com a mania que parece estar na moda de me colar a Israel e à defesa desta guerra, lá pus um comentário. No dia seguinte, o post tinha sido mudado e já não aparecia lá o meu nome o que faz com que o meu comentario pareça estúpido (mais do que é costume). Escrevi outro comentário relativamente a este facto mas não teve qualquer efeito. Como não gosto de fazer figura de urso vinha aqui pedir fáxabôr que não mudem o conteúdo dos posts, muito menos depois de eles serem comentados. Bem sei que o blog permite que uma pessoa diga tudo o que lhe vem à cabeça nesse mesmo instante mas, com um bocadinho de cuidado, isso deixa de acontecer.

Com os melhores cumprimentos;
O urso.

'tás com cenas??

o que realmente importa...

andamos aqui a «brincar» com "discussões" acerca do conflito no Médio Oriente mas o que realmente preocupa a massa juvenil [e não só!] deste país é saber se a Susana e o Tiago vão ser mesmo absolutamente broncos e acreditar naquele vídeo marado que tenta separar os 2 casais-maravilha que alegram os nossos Morangos de Verão... aceitam-se opiniões/palpites/o-que-der-e-vier...

sexta-feira, agosto 11

«The True Face Of Terrorism!»

manufacturing unconsciousness... who knows??

não sei se mais alguém se deu conta de como se realizou hoje algum do alinhamento noticioso dos jornais das nossas televisões-formadoras-de-opinião-pública [tanto à hora de almoço, como também ao jantar e em quaisquer dos canais], se calhar isto é bastante comum e passa-se todos os dias mas hoje foi por demais chocante, até para mim.
2 exemplos (em 3 actos cada):
abre-se com a descoberta britânica de um grande plano terrorista internacional para usar explosivos em aviões comerciais, segue-se com a malvadeza dos libaneses andarem a atirar uns quantos katyushas sobre as tropas sionistas que lhes invadem o país e os bombardeiam de forma ainda mais brutal e fecha-se o ciclo, de novo, com a tal descoberta do plano terrorista, fazendo-se vários e inócuos directos dos aeroportos portugueses. moral(?): facilmente se influi na consciência das pessoas que o malévolo plano terrorista teria algo a ver com os libaneses e estes com a Al Qaeda, pois então que as notícias estavam tão bem encaixadas umas nas outras...
PM Sócrates em viagem de Estado no Brasil, seguindo-se a grande subida das taxas de criminalidade violenta em Portugal (com a menção de que, em larga maioria, tinha origem em imigrantes não legalizados, especialmente sul-americanos), encerra-se com a nova lei de legalização de imigrantes (aparentemente bastante menos burocrática). moral(?): @s brasileir@s para além de nos virem tirar os empregos, também nos vêem realmente roubar!!!

«de Beirute para... aquel@s que nos amam»

quinta-feira, agosto 10

algumas ligações (eventualmente) interessantes sobre a actual Guerra perpetrada pelo sionista Governo de Israel no Líbano [sinto-me absolutamente-Gaminha no final desta frase]: Beirut Crossing (em castelhano), Beirut Spring (em inglês), Middle East blog (de Shaista Aziz, membro da Equipa de Resposta Rápida da Oxfam; em inglês), Diário de Beirute (de Tomás Alcoverro, jornalista catalão, correspondente no Médio Oriente desde 1970; em castelhano) e @ IndyMedia: Beirute e Israel.

Agora é moda...

- É um Gigante por favor...
- Com certeza.
- ...
- ...
- Já viu, os Espanhóis continuam a desrespeitar o "bom senso humanitário" no estreito de Gibraltar. No sul. Com os imigrantes que chegam do Norte de África, entende?
- Oh! O que você é é xenófobo! Xenófobo e anti-espanholista primário!

talvez apenas não passe tudo de «libanices»...

Lebanon War Question and Answer, by Stephen R. Shalom on ZNet.

quarta-feira, agosto 9

A subir na vida...

"Vamos Bien", de Tiago Barbosa Ribeiro, no Kontratempos. A não perder o primeiro comentário, típico de uma certa esquerda que - acreditem - ainda existe em pleno séc. XXI.

in http://revista-atlantico.blogspot.com/

TRIBUNAL CRIMINAL PARA ISRAEL

A petição, dirigida à Assembleia Geral das Nações Unidas, de um Tribunal Criminal Internacional para Israel a fim de travar a guerra global pode ser assinada em: http://www.petitiononline.com/un040806/petition-sign.html?

VENEZUELA RETIRA EMBAIXADOR DE ISRAEL

"Ordenei retirar nosso embaixador de Israel porque na verdade causa indignação ver como aquele Estado continua a esmagar, bombardear e despedaçar inocentes com os aviões gringos que tem", declarou o Presidente Hugo Chávez dia 3 na cidade de Coro. Acerca dos crimes israelenses no Líbano Chávez considerou "inexplicável como o mundo assiste a isto de braços cruzados. Não se explica que ninguém faça nada para travar este horror". E concluiu: "Essa é uma das razões pelas quais o governo dos Estados Unidos anda numa campanha aberta e franca, imoral, para impedir nosso ingresso no Conselho de Segurança das Nações Unidas".




fonte agencia bolivariana de noticias

terça-feira, agosto 8

I love Huckabees



De vez em quando vem-nos parar às mãos um filme assim. Neste caso havia três razões para eu o levar: Dustin Hoffman, Jude Law (depois de Closer, bem merece) e Naomi Watts (depois de Ellie Parker e Mulholland Drive, bem merece); havia também uma razão para não o levar: o título em português: Os Psico Detectives. No final, as razões iniciais nem correspondem aos pontos mais interessantes do filme. Mais um bocadinho de Woody Allen e seria um filme perfeito. Sem woody Allen limita-se a ser um dos melhores filmes desconhecidos que já vi. Underrated é a palavra certa.

A fraude do Século!

Terá o Homem pisado a lua?
Não perca o site que revela toda a verdade... http://www.afraudedoseculo.com.br/


Socialismo é declaração de amor à humanidade.

segunda-feira, agosto 7

Entrevista

Vejam esta entrevista deliciosa - por todas as razões - da Sky News ao "MP" George Galloway.

sexta-feira, agosto 4

algumas outras visões e perspectivas desde Beirute...

para além da fabulosa ligação para um blogue de Beirute, que anteriormente a Joana nos havia deixado em comentário, também eu aqui deixo uma ligação para um outro blogue escrito a partir de Beirute, da autoria de Mazen Kerbaj (um artista libanês: pintor, músico, cartoonista e desenhador de ilustrações).
talvez assim possamos ter algumas outras perspectivas, com relatos de quem anda mesmo lá a apanhar com as bombas em cima...

quinta-feira, agosto 3

Alan Stoleroff, judeu, professor de sociologia no ISCTE

(após leitura da crónica habitual de Ester Mucznik no Público de 21 de Julho de 2006)
Enquanto todos os jovens israelitas são obrigados a servir o Estado nas forças armadas, Ester Mucznik (a nossa própria "Investigadora em assuntos judaicos") é uma voluntária, oferecendo os seus serviços à máquina propagandística zionista gratuitamente e por convicção identitária. Contudo, a sua apologia, composta na "calma tensa" de Tel Aviv, da solidariedade da população israelita face à realidade da guerra, inclusive dos deputados árabes (mentira), não deve impressionar muito a opinião pública informada em Portugal ou na Europa em geral.
Mesmo aqueles que assumem o seu "ocidentalismo" nas "guerras culturais" actuais não ficam indiferentes à "desproporcionalidade", ou seja, à brutalidade e criminalidade, da resposta das forças armadas israelitas à provocação (irresponsável) do Hizbollah do dia 12 de Julho que se baseia nos princípios de castigo colectivo e na estratégia explícita do uso da força máxima. O quartel -general da força aérea israelita anunciou que foram 23 toneladas de bombas a atingir a sede do Hizbollah em Beirut!
Mesmo quem não viu as fotografias da destruição do sul de Beirut, onde o povo do Hizbollah se concentra, entende que não é com avisos à população que se vai evitar que a matança transbordasse para a população civil quando se deixa cair 23 tonelados de bombas numa zona urbana. Ou será que as forças armadas israelitas identificam todos os shias com Hizbollah, e portanto todos (idosos, mulheres, crianças, homens não-pertencentes às milícias) são alvos - secundários mas aceitáveis porque os danos colaterais são um mal menor quando se trata da segurança de Israel?
Em Beirut e no sul do Líbano não reina uma "calma tensa"; reina a fuga das populações civis deliberadamente e assumidamente provocada pelas forças armadas israelitas, e reina a guerra, a invasão de forças terrestres israelitas que se confrontam directamente com as tropas do Hizbollah numa tentativa de operação de limpeza. Vamos ver se o exército israelita (IDF) efectua uma limpeza: se tratarem dos cadáveres abandonados pelas populações em fuga, se recolherem os mísseis iranianos de Hizbollah, se criarem de novo uma zona tampão entre o Líbano e o norte de Israel etnicamente limpa das populações shiitas apoiantes do Hizbollah para que uma força internacional aceitável ao governo israelita possa reocupá-la.
É interessante e revelador que Ester Mucznik nos escreve que as coisas não voltarão à situação anterior que foi criada pela retirada "voluntária" de Israel do sul de Líbano e de Gaza (ou seja, o Hizbollah e a resistência palestiniana não tiveram qualquer impacto nas decisões de retirada das duas zonas?!?). Ester Mucznik agora junta a sua voz aos proponentes da direita que criticam Barak e Sharon por terem alterado as formas de ocupação desses territórios, a segunda com base na política da "separação unilateral" e "convergência".
Estes comentários de Mucznik são reveladores porque representam um pensamento israelita de que é necessário agora acabar uma tarefa, ou seja, acabar com "eles". Apesar de ser identificado como "traidor" à causa judaica em sites da extrema-direita zionista, enviam comunicados para o meu endereço de e-mail (se calhar pensam que um judeu sempre será susceptível à "solidariedade" racista e nacionalista) e um último comunicado a circular foi mesmo neste sentido que parafraseio assim: "Aproveitemos da situação, em que o mundo ocidental compreende a justiça da nossa resposta aos ataques ao nosso território soberano e aos raptos dos nossos soldados corajosos e puros, para acabarem uma vez por todas com eles.!" No caso do sul de Líbano o quartel geral das IDF está a anunciar que a operação vai durar algum bom tempo além da semana que Bush e Condoleza atribuíram para o trabalho.
Mas Mucznik não escreveu sobre a guerra aos palestinianos em Gaza e não acho que foi um esquecimento: é para confundir a sequência de acontecimentos que produziram a ofensiva israelita contra Gaza com a provocação do Hizbollah no norte. Sobre a situação em Gaza Mucznik critica Vital Moreira (que caracterizou os actos militares das forças de resistência palestiniana do Hamas e Jihad Islâmica como "resistência legítimo à ocupação") para nos fazer entender que também no sul é Israel que é vítima de agressões dos islamitas, como se pudesse comparar o lançamento de rockets caseiros Quassans aos ataques de F-16s e Apaches, como se pudesse comparar a captura de um soldado israelita ao aprisionamento e rapto de milhares de palestinianos militantes da resistência e suspeitos de resistência. (É sabido que no dia anterior à captura do soldado Shalit, a tropa israelita tinha raptado vários palestinianos do Hamas em Gaza.) Portanto, tudo serve para liquidar a crítica à ocupação israelita que dura quase 40 anos.
Em vez de fazer apologia e elogio a esta tendência de solidariedade e de fechamento das fileiras da população israelita Mucznik deveria criticar a continuação de uma estratégia desastrosa para o Estado de Israel e para a segurança relativa da população do Estado. A paz e o reconhecimento mútuo não virão do "reafirmação da dignidade e da força dissuassora" das forças armadas israelitas; só virá o ódio de povos dilacerados e humilhados.
Este governo do Kadima, com a ajuda do líder de Labor, Peretz, dirigente da Histadrut, ex-proponente do "processo de paz" como o seu colega, Peres, Prémio Nobel que foi o autor da violência contra Líbano na campanha "Grapes of Wrath", escolheu esta estratégia da resposta maciça de forma análoga como tem vindo a desenvolver a sua estratégia de "convergência", ou seja, da delineação unilateral das fronteiras de Israel e de anexação e de consolidação do apartheid. Toda a evolução que produziu a conjuntura actual deriva da política de Israel e dos EUA em negarem os resultados da eleição democrática na Palestina, para recusar a negociação do que quer que seja, porque não há parceiro aceitável para tal, esta política que é um corolário da política dos EUA de Bush e Cheney para Iraq e o Médio-oriente.
Toda a política de Israel, desde a sua rejeição sob o governo de Netanyahu de qualquer simulacro de um "processo de paz", tem sido a negação de oportunidades para a obtenção de paz e para uma resolução dos conflitos, coberta por um discurso hipócrita e duplíce , e como a maior parte da política de Israel desde as guerras de 67 e 73, estas políticas "fracassaram" produzindo sempre as consequências não-intencionadas de políticas de curto prazo e curta visão cínica.
A invasão do Líbano para esmagar a OLP em 1982 produziu Hizbollah, a promoção do Hamas como contrapeso à Fatah durante a primeira Intifada resultou na expansão do movimento islamista contra os corruptos e ineptos que regressaram de Tunísia, a ganância para manter e expandir os colonatos após os acordos de Oslo e a arrogância estúpida de ter explorado e humilhado Arafat e a Autoridade Palestiniana e não ter produzido um acordo final e justo quando havia uma oportunidade, a tentativa de isolamento do governo de Hamas.
Mas a realidade é que desde Netanyahu - com o intervalo do governo de Barak que também perdeu as suas oportunidades diplomáticas devido à duplicidade que derivou do tratamento arrogante de Arafat e da questão dos refugiados - desde então a estratégia do Estado de Israel não tem a ver com um "processo de paz" no sentido da resolução do conflito político territorial com base na solução de dois estados viáveis. A paz procurada pela política israelita era a submissão dos palestinianos a um estado fantoche fundado sobre bantustans e a anexação sem compensação da maior parte dos colonatos de Cisjordânia.
Em contraste com Ester Mucznik escrevo a partir de Lisboa onde consigo distanciar-me da claque da nosso tribo e consigo ver o sofrimento e a tragédia tanto dos palestinianos e dos libaneses como dos israelitas. Contudo estou também consciente da desproporcionalidade brutal na contagem das vítimas, e a desvantagem não é do lado do "meu povo", muito longe disso e em todos os indicadores.
Lembro-me que a vitimização do Holocausto não justificará nunca a política racista baseada na vingança contra todo o mundo e sobretudo os povos árabes e islâmicos. Rejeito a política da administração Bush/Cheney de destruição do Iraq e do Médio-Oriente e rejeito a estupidez e a cegueira teimosas que nos levam a negar que seja a ocupação dos territórios palestianos conquistados em 67 a causa profunda e básica de guerra e a não ver que esta guerra vai arrastar o mundo inteiro para o desastre.
Ester Mucznik não fala por mim; estou do lado dos 500-600 israelitas que se manifestaram em Tel Aviv no domingo da semana passada contra a guerra e contra a ocupação.
Alan Stoleroff, judeu, professor de sociologia no ISCTE, Lisboa, 21 de Julho de 2006

O partido comunista português e o grande médio oriente!

Estava eu tomando um pensativo café no santa cruz, quando fui assolado por uma conferência do PCP sobre o grande médio oriente. Grande parte da conferência foi normal, trabalhadores para aqui luta de classes para ali, imperialismo e nacionalismo e coisas afim, a surpresa foi quando o orador convidado revela que o PCP tem ligações como grupo xiita sírio Baas. Este acto de uma falsa inocência é um apoio politico publico muito sério por parte do PCP a um grupo politico xiita. Estará o PCP consciente daquilo que apoia?


Líbano

Dentro de alguns meses (meses, se tudo correr mal para Israel) ninguém (opinião pública - média, tasqueiros e publicistas) se irá lembrar deste conflito. Aconteceu com o Afeganistão e está a acontecer com o Iraque, reportando-me somente aos últimos anos. A bem ver, já neste momento quase toda essa gente no Ocidente está a marimbar-se para a coisa.
É uma questão de agendas.
A esquerda mais activista delicia-se com o erro estratégico de Israel (opinião minha) e aproveita a deixa para introduzir, legitimamente, a sua agenda política, tomando a iniciativa da discussão, reforçando, e forçando, ainda mais a sua posição tradicional sobre a questão do médio oriente.
A direita, no estilo mais reactivo que lhe é reconhecida, responde, também assumindo o seu papel na guerra de trincheiras, mais para não perder protagonismo na discussão que por ter grande vontade de exprimir uma opinião que não lhe trará grandes benefícios políticos.
Sobra, lamentavelmente para eles, os habitantes do centrão, mais à esquerda, como este e outros quejandos, que, para manter distância de um esquerdismo mais demagógico, e tipicamente também por razões de agenda pessoal, puxam a corda com igual força mas em sentido inverso, contentíssimos pela exposição pública decorrente de serem usados (citados, nomeados, etc) pelos tubarões da opinião pública.
No final de contas, e até Israel encontrar uma saída airosa para o buraco em que se enfiou, não teremos mais que isto.

quarta-feira, agosto 2

mais umas possibilidades de "sacanços" gratuitos...

o "mauzão e vendido" governo de Lula da Silva dá-nos a possibilidade de "sacar" algumas obras (em vários tipos de formato digital) que já se encontram em pleno domínio público [ou seja, já sem quaisquer direitos de autoria], pesquise-se aqui.
[lembrete: peço o favor que (quem possa) avise o TR que este é um meu texto que ele pode ter algum interesse em ler, :)]

terça-feira, agosto 1

Kitty's Back

Pode ser que alguém aprenda alguma coisa...