Falas p'ra dentro...
As últimas linhas publicadas por Pacheco Pereira no Abrupto, versando sobre os recentes acontecimentos londrinos, fazem-me duvidar do valor que, até aqui, excepcional e desassossegadamente, lhe tinha vindo a atribuir enquanto percursor português daquilo que poderíamos, com reconhecida ligeireza, designar como "teoria crítica liberal". O seu arrepiante primarismo analítico e as excêntricas referências conceptuais de que, particularmente neste texto, se muniu, não estando à altura do fulano, como que pedem que lhe perguntemos, ao bom estilo MRPPista de Barroso, "para quem é que o senhor trabalha?". Pela pinta do verbo e diligente como as formigas, parece querer tão-só eliminar, por desconsideração oportunista, o discurso político sóbrio e consequente que faz falta porque preocupado com a perceptível insegurança das sociedades ocidentais política e militarmente comprometidas com a Guerra Infinita americana e que, como tal, mais eficazmente consegue confrontar o sócio-ideologismo "das causas" e a vulgata marxista. Tal discurso não resvala para charlatanices apocalípticas que tais e sabe da agressividade e das fraquezas do capitalismo global; ao que se vê, parece comprometer a panfletagem encomendada a JPP que, feito palerma, se sujeita à ridicularização pela crítica ridícula.


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