O caminho faz-se caminhando e com muitos pontos de exclamação
(ou o boomerang, caríssimo)
Vital Moreira, lente de Direito
- À falta de argumentário consistente a indignação revisteira só vinga nos mais desatentos. Das deficiências da gestão universitária muito já foi diagnosticado, e só vistas curtas lançadas ao Ensino Superior poderão subscrever alarmismos cínicos deste calibre. Puxando as suas declarações jusqu'au but, como diria o outro (que o MDA conhece), restar-nos-ia a circunscrição da elegibilidade governativa universitária a um distinto catedrático-com-MBA, a quem confiaríamos, descansadamente, a decisão política da fixação da propina. Os MBAs não enganam, lavam mais branco e a academia agradece a poupança de esforços. Por agora, Professor Doutor Vital Moreira, respeite a democracia dos órgãos decisórios competentes. E exercite a sua dicção: i-n-s-t-i-t-u-i-ç-õ-e-s.
- Alterada a lei que estabelece a composição dos órgãos de gestão das universidades públicas, resta-me lamentá-lo e felicitá-lo (a si) pela sucesso da sua cruzada anticomunista, comummente adjectivada, à falta de melhor, como ressabiada (compreendo o fardo do seu passado). Saiba, no entanto, que não é por aí que o gato vai às filhozes. Nem é, com certeza, esse o roteiro que supera a crise legitimária, institucional e vocacional da universidade. Antes agudiza o seu desenraizamento sociológico e desperdiça as suas potencialidades modernizadoras. Uma pena, não é?


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