domingo, junho 27

Quando for grande quero ser como o

João Carlos Espada


É ler o artigo do Expresso (2004/06/26, pp. 26 e 28) e não nos restarão, com certeza, grandes dúvidas. Temos dois distritos eleitorais (americanos); o leitor consuma-os com atenção e, no fim, faça a sua escolha por SMS (deve identificar onde estão as trevas e onde está a luz; vai ver que é fácil):

1. Conservador, "combina uma fortíssima componente popular, libertária [veja-se!] e religiosa, com uma supreendente energia intelectual e mediática";

2. Progressista, "sucessivas regulamentações governamentais fazem parar a economia. Zonas inteiras da cidade, prósperas no passado, começam a decair. A cidade alberga a maior concentração de vagabundos e toxicodependentes [...] que vivem na rua e recebem um subsídio mensal do governo local. As escolas a as igrejas [sintomático!] estão a fechar, enquanto pululam todo o género de «novas religiões» [heterodoxos!]".

Não sei... tenho a sensação de que os retratos não são muito fiéis à empiria. Mas isso pouco nos interessa. Não percebo simplesmente como é que este desgraçadinho político tem coragem de ensinar Sociologia (var. Ciência Política) na UCP e dirigir essa grande revista vanguardista portuguesa: Nova Cidadania. Pois... acho que começo a perceber.

(Negritos da minha responsabilidade. Acréscimos devidamente assinalados com [].)