quinta-feira, março 11

Muito me congratulo ao rever a discussão em torno da (Pós-)Modernidade. A diferença é que um senhor denominado AP, ao remexer na polémica, se defrontou, inesperadamente, com um(a) novo(a) interlocutor(a): SMR. A crítica e a crise da Modernidade, tal como é explicitada, não é feita à custa da sedução celebratória. Não, História não acabou. A sua enunciação talvez tenha sofrido deslocações de retórica, objecto, contextos e discursos. Mas ao contrário do que nos é revelado por SMR, não se trata de revisionismo paradigmático ("Muitas características da pós-modernidade são características da modernidade, a que é dado um novo prisma."). Antes de transição. Nesse sentido, à imputação de uma (ir)racionalidade de natureza societal, é sugerida uma resposta, de acordo com o "nosso" BSS, que assenta em mini-racionalidades (que não são racionalidades mínimas - Pela Mão de Alice). Daí o recurso ou mesmo o privilégio d'"«O Outro», o não-heterossexual, o não-racional, o não-nacional, o não-saudável, que irá desafia as categorias racionais do pensamento" (SMR), visando o desafio heterotópico de começar de novo. As fronteiras, de muros passam a corredores, a forma passa a conteúdo, o dentro passa a fora. A hermenêutica do conhecimento enquanto prática social não poderá, portanto, contornar o conhecimento-regulação (BSS), disciplinação do observar, que em muito pouco fica aquém ou além de um "discurso do conhecimento [que] serve uma ciência em exclusivo, não pode(ndo) existir métodos exclusivos de uma única área do conhecimento" (SMR). O seu contrário (e não o seu duplo) - o conhecimento-emancipação - , visando constituir-se em sendo-comum, dele herda a sua acessibilidade, a sua riqueza, a sua partilha, a sua circulação comunitária, que, pela insuficiência da 1ª Ruptura Epistemológica, terá ficado negligenciado, isto é, à sombra da modernidade de topo. O iluminismo terá susbstituiu o peso da revelação teológica pela epistemologia e metodologia científicas. Todavia a reparação dessa operação cumprida quer excessiva, quer deficitariamente não será comportável num paradigma moderno. Nem anti-moderno. Põs-moderno.