Fogo
I
" o fósforo
acende o cigarro
e traz
ao horizonte
do poema
sombras,
nuvens
[tenuidades perpassando
no papel
sobre a arquitectura
ainda húmida
da escrita
com essa
velocidade
II
que um pouco
de fulgor impele
para dizer
como o último sol
as acompanha
e o inverno
se dirige
ás micro-cidades
silenciosas, ás páginas
quase vazias ]
nuvens,
sombras
que entristecem
Orfeu:
III
"o meu canto,
Euridice,
esgota-se por fim
na água exÃgua
das sÃlabas que vês
aqui
d esp
ed aç ad
a s
entre as chamas
dum inferno
menor
que o fogo
deste fósforo".
Carlos De Oliveira.
I
" o fósforo
acende o cigarro
e traz
ao horizonte
do poema
sombras,
nuvens
[tenuidades perpassando
no papel
sobre a arquitectura
ainda húmida
da escrita
com essa
velocidade
II
que um pouco
de fulgor impele
para dizer
como o último sol
as acompanha
e o inverno
se dirige
ás micro-cidades
silenciosas, ás páginas
quase vazias ]
nuvens,
sombras
que entristecem
Orfeu:
III
"o meu canto,
Euridice,
esgota-se por fim
na água exÃgua
das sÃlabas que vês
aqui
d esp
ed aç ad
a s
entre as chamas
dum inferno
menor
que o fogo
deste fósforo".
Carlos De Oliveira.


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