"Aqui há uns anos, na televisão, havia um programa de conversas em que o jornalista LuÃs Osório entretinha um debate com o dr. Daniel Sampaio e uma figura retorcida, que se sentava sobre as pernas, fazia uns vagos gestos com as mãos e, volta e meia, soltava umas frases desgarradas, tipo-pós-modernas, restaurante dos Tibetanos ou Frágil. Entre os meus amigos, baptizámo-la de "A VÃrgula", devido aos seus contorcionismos, e divertiamo-nos a imitá-la no dito programa. Mas, ao consultar a lista de deputados saÃdos das últimas legislativas, constatei com espanto que "A VÃrgula" havia sido eleita suplente na lista do Bloco de Esquerda e, como tal, estava destinada - devido ao rotativismo igualitarista do Bloco - a aparecer ocasionalmente como deputada da nação, isto é, minha deputada. Cheguei a vê-la, aliás, numa intervenção parlamentar, onde já não apareceu sentada sobre as pernas e a pose era claramente de alguém que tinha passado a levar-se francamente a sério - embora com piores resultados."
Miguel Sousa Tavares - Público (04/03/12)
"Vivo com uma faca espetada nas costas
Ai! Que bom que é, que bom que é, que bom que é!"
Sérgio Godinho - Os Sobreviventes (1972)
Miguel Sousa Tavares - Público (04/03/12)
"Vivo com uma faca espetada nas costas
Ai! Que bom que é, que bom que é, que bom que é!"
Sérgio Godinho - Os Sobreviventes (1972)


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