Esta quarta feira, passei-a entregando-me incondicionalmente ao departamento de fÃsica desta magnÃfica universidade, ajudando o pessoal docente, logÃsticamente, numa iniciativa que visava a publicitação positiva dos cursos que aà são leccionados, pelas escolas do ensino secundário. Fui colocado, com mais dois camaradas, no último piso do imponente edifÃcio, todos com a função de aà controlar o fluxo de pessoas, professores e alunos, assim como a sua entrada e saÃda dos laboratórios de fisica nuclear e coisas assim. Nesses, professores voluntariosos e corajosos permaneceram o dia inteiro, repetindo vinte e não sei quantas vezes, as mesmas descrições, as mesmas histórias, as mesmas fábulas cientÃficas. Sublinho até o sorriso fundamental com que um professor de 70 e tal anos procurava ajudar-nos, e dando, igualmente, inúmeras palestras - surdo e com uma capacidade incrÃvel de projectar a longas distâncias grande quantidade de gotÃculas salivares, emiscuÃdas num poderoso odor. E de repente, assim de repente, sem aviso, aparece-me uma besta de um professor assistente que deve ter aà 29 anos, ai a besta ai a besta, muito irritado com tudo aquilo, porque tudo aquilo, as criancinhas, eram muitas muitas, e que tudo aquilo estava mal organizado, muito mal organizado, ai a besta ai besta, e fartou-se de telefonar a queixar-se , ai ele a queixar-se a besta, e ele a cuspir imprecações a cada precalço, a cada pequena situação - ele muito tudo aquilo, muito professor investigador investigando não se sabe bem o quê não explicou a ninguém o professor investigador não professor. quem investigará o professor investigador não professor? quem será o professor do professor investigador não professor?


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