segunda-feira, janeiro 12

O Pedro Strecht disse recentemente, perante as câmaras de uma qualquer TVAC, algo delicioso: as crianças não mentem.
No congresso de psiquiatras - que se iniciou recentemente, e , frisemo-lo, a tempo - um psiquiatra terá comentado que uma vítima de abusos sexuais, obviamente menor, cujo "atacante" retiver ou possuir um estatuto público bem claro - se for uma figura pública conhecida -, desenvolverá um processo de desculpabilização interior mais eficiente. por outras palavras, o facto do atacante ser uma figura pública, pode ser determinar um fortalecimento da auto-estima, comparativamente a situações análogas, mas em que o interveniente é desconhecido de todos. O comentário do psiquiatra terá, alegadamente, provocado uma reacção mais nervosa de parte da audiência.

Fico com a sensação que me descrevem um mundo de idiotas, que além do mais - e usando um termo cientifico - realizam trabalho e muito no sentido de que se ignore por completo uma visão ligeiramente mais abrangente de todo o problema dos abusos sexuais de menores.
Oiço falar pouco em sexualidade nas crianças. Assisto, isso sim, a um gigantesco psico-drama social, em que o sorver intenso e boçal dum fluxo ininterrupto de concepções bom-mau, monstro-doçura infantil, pelos milhões de portugueses, incapazes de escapar para um qualquer calmo e agradável sofá freudiano.